domingo, 29 de julho de 2007

Falsos Cognatos

Tudo que parece ser, não é. O que é, não aparenta! E o que é e aparenta, existe de verdade? Isso é um assunto que poderia ser desenvolvido em cartilhas de boa educação afinal nem todo rótulo carrega um bom conteúdo e nem todo bom conteúdo é flor que se cheire. Desde os primórdios do homem, carregamos alguns estilos de conduta que contribuem para a semelhança entre o "eu" interior, e o "eu" exterior, a questão é, seria isso venéril (verídico)? Vamos aos exemplos práticos: Você, um Ananá de plantão foca aquela bela garota, e pensa: "-Linda, que mulher perfeita, gostosa, cheia do swing, peralta... (e mais uma imensidão de adjetivos chulos)" Aproxima-se dela, e quando sente o tom da voz, vê que a donzela vai na couve como você! Esse é um exemplo prático: Falso cognato + Necessidade da análise urgente com base Na auto-ajuda do tio Peter, afinal é necessário ser um Aranha para ser traído pela mente avulsa! Exemplo número dois: Você, uma pessoa sensata, vivida e experiente ... vota em um candidato qualquer que lhe rouba até as ceroulas, no início ele era o promissor, depois virou o impostor..qualquer semelhança é mera coincidência, ok? É, falsos cognatos nao restringem-se somente às linguagens/idiomas. Estamos rodeados de falsos cognatos, e isso vale para tudo.. Para a vida social, para a vida noturna, para aquele whisky que você jura que é 12 anos...e na realidade é um Natu Nobilis, para aquele churrasquinho que você jura que é de gado. E para aquela sua vizinha, que você jura que é virgem. Antes de crer, "descreia" e faça alguém lhe provar o contrário, para evitar de sair apalpando qualquer garotinha que usa salto-alto e roupinhas de suplex.

domingo, 22 de julho de 2007

Pós-prazer

Já me adianto, delete esse vago pensamento imundo e concentre-se no fato, "prazer é tudo que te satisfaz" .. e porque te satisfaz? porque supre uma necessidade. Mas porquê? Por que você tem saudade da sensação, aquela que te leva ao extase, ao delírio. Seria um copo de coca-cola gelado com limão? Uma cerveja polar em plena sexta-feira! Isso te despertou não é? E se eu te falasse de "uma noite de amor muito bem curtida"? Você diria o quê? o importante é o prazer, ou pós-prazer. Imagino que o mais óbvio seria pensar no prazer, como objetivo único. Mas o "depois" não importa? como fica a ressaca moral (dependendo do que fores fazer). Esse é um texto hetero, no entanto os coadjuvante imaginários devem ter pênis e vagina. Posso dizer por experiência própria que seria de bom agrado tentar relacionar o pós-prazer com o prazer instantâneo, mas como seria possível? Transcorrer os dias de trás pra frente seria loucura, quem sabe tentar aceitar? Afinal trago à tona algo que não se controla, e depois de uma noite/momento bem acompanhado colocamos na balança dos valores: foi bom ou não, quero replay ou não.. digo de ante-mão que após um prazer, o bom seria outro prazer. Mas e se outro prazer não fosse possível (digo nas mesmas proporções como ambiente/cia)? O jeito é relaxar e gozar (como diria nossa formadora de opiniões, Marta Suplicy). Afinal aqui você não encontrará a solução que tanto deseja. O que eu faço? ..simples procuro mais prazer enquanto há tempo, pois sei que em pouco tempo vou sentir a falta do pós, e o que se pode fazer? nada..espere essa dia chegar! E beba muita coca-cola!!!!!!!!!!

domingo, 15 de julho de 2007

for the record...

Fazia tempos que pensava em voltar a fazer coisas que há muito tinha parado. Coisas essas que me faziam bem e que eram parte da minha identidade. Escrever é uma delas. Pronto, voltei aos “blogs”, com um amigo-irmão (isso é outra história). A idéia original era fazer um blog que fosse uma referência (engraçado, inteligente e sincero, ou seja, a nossa identidade), mas não passava pela cabeça usar isso aqui para desabafar. Mas, hoje vou escrever sobre uma experiência real que estou passando. (Beto, obrigado por me deixar escrever na tua vez). Algumas coisas acontecem no momento certo, na hora certa, com o contexto certo, mas agimos errado? Por qual razão? O medo do novo nos deixa diferente? A falta de experiência não nos deixa perceber a hora H? Não sei. Se soubesse, não estaria arrependido de ter feito a coisa errada. Acabo culpando outros por um erro particular, quando na verdade o culpado sou eu. Mas o “eu consciente” ou o “eu inconsciente”? O “eu inconseqüente”, que percebe que está fazendo algo errado, mas não faz nada para mudar. O triste é que isso afeta outras pessoas, e é aqui que mora o problema. Se quando fizéssemos a coisa errada não interferíssemos no pensamento de outros, não existiria problema, mas acontece que as coisas não são assim. Esquecemos que as pessoas esperam certas coisas de nós. Pois é. Errei. Arrependimento? Sim, muito! A diferença entre aprender com os erros ou continuar a fazê-los é simples: a ação posterior. Se mudarmos de atitude, buscando evitar a repetição, estamos progredindo (leia-se: amadurecendo, crescendo). Agora, se percebermos o erro, e continuamos a fazê-lo, nada acontece. Continuamos incapazes, burros. Ainda bem que estou em um momento de saudosismo, fazendo com que eu volte a me deparar com as coisas que me faziam bem, que me faziam crescer como uma pessoa mais completa. Tenho certeza que esse erro corrigirá muitas coisas e me fará uma pessoa melhor. Agora, o arrependimento mora no medo. No medo de que a atitude errada, que causou a decepção de alguém, afaste uma sensação boa que esse alguém causava. Por isso resolvi escrever sobre isso. Aqui. Quero que isso sirva de referência para quem quer que leia: procurem não decepcionar quem não merece. i Un abrazo !

quinta-feira, 12 de julho de 2007

EU faço o que EU quero

Com o devido perdão, mas vão todos a merda! Eu faço o que eu quero, e ninguém tem nada a ver com isso. Não gostou? Não me interessa! Se canto alto no chuveiro de madrugada ou se buzino o tempo inteiro, é problema meu. Aliás, problema não, é divertido. O problema na verdade é teu. Se fui jogar futebol e estou fedendo a asa, problema teu em querer sentar ao meu lado no ônibus. To cagando e andando pro resto do pessoal, justamente pois são o: RESTO! Contentem-se com a mediocridade da quase inexistência de vocês, pois tudo que importa é MEU. Inveja? Hahaha. Faça-me o favor. Ler o que está escrito aqui é o melhor que você pode estar fazendo nesse momento. Tenho certeza disso (aliás, sempre tenho certeza!!!). Afinal, você está lendo algo que EU escrevi. Se eu acho que sou bom? Não acho. Você acha! Você acha que sou bom porque você se acha ruim... e sim, eu sou um modelo de conduta. Em quem você tem se espelhado ultimamente? Get a life! (se é que eu deixo alguma coisa para você curtir)
Procure paz, amor e alegria!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

A capacidade da mudança de assunto

A cada diálogo que me deparo, consigo evoluir minha capacidade de compreensão de que conversas extensas são paralelamente proporcionais ao teor alcoólico do indivíduo e ao baixo nível de percepção a discrepância no seu limite absurdo (cara-de-paumente falando). Falo isso com certa convicção porque sei que conversas pouco interessantes começam aqui e terminam depois do acolá. Se me permitem, vou reproduzir um trecho dessa beliíssima arte, a de se fazer de interessado. -E daí, Vicente, como tu estás? -Não tão bem, muito resfriado. -Sei de um remédio tiro e queda... -É mesmo, compraste na farmácia ali da esquina? -Não, a farmácia fechou! Comprei no centro, do lado do banco. -Não me fale em banco, estou no cheque especial. -Rapaz, ontem mesmo eu zerei o meu, consegui entrar no azul, até troquei de carro! -Boa notícia, pena que estou na pior... -Mas e o Fuscão, vendeu? -Sim, precisei pagar gastar com a saúde da minha esposa -Ah! ela colocou os dentes novamente? -Nâo, ela pegou HPV -Nossa! então tu você virou hospedeiro! -Pedreiro? nunca fui pedreiro, por falar em pedreiro... conhece alguém de confiança? preciso reformar a casa. -Conheço um bom, cara sério! -Aquele ali da esquina? -Não, o gérson, mora no centro..na frente do banco .. .. ...... Bem, a arte de se fazer de louco, de se fazer de salame (masculino) e de se fazer de chester (feminino) .. é uma prática muito comum, o assunto começa com futebol, e termina em política, começa em beleza e termina na Preta Gil, começa em qualidade e termina no Grêmio .. Mas o que se leva de um papo sem fundamentos? mentiras sem fim... o que se leva de uma conversa sem rumo? uma perda de tempo... o que se leva de frases impensadas? uma concentração de bobagens... o que se leva da combinação de cerveja e diálogos incessantes na chuva? uma gripe do car.... mas enfim, conheço um remédio tiro e queda... comprei ali na farmácia da esquina!

sábado, 7 de julho de 2007

Ainda sobre o vício...

E quem disse que “o todo precisa de muito para ser completo”? Como alguém já disse, o bom e o mal são escolhas e julgamentos que fazemos, logo, “precisarmos de muito para a completude” é uma escolha nossa. Nesse exato momento está chovendo. É uma escolha que tenho: detestar a chuva e não ser completo ou ficar feliz com ela, com um sentimento de realização. E onde entra o vício? Simples. Somos viciados em acreditar que “falta alguma coisa”. Sim, é fácil assumir-se um viciado. É só querer fazê-lo. Nada impede. Aliás, ninguém impede. “- Ah, mas se eu disser que sou viciado, as outras pessoas vão me olhar torto!” Quem vai olhar torto? Outras pessoas. Mas é só um olhar, são pensamentos, que na maior parte das vezes não tem base alguma. Na verdade, o que impede SOU EU MESMO, com vergonha dos outros. Não sabia que “vício” significava “corromper”. A expressão é carregada de impressões ruins, mas, o que nos impede de carregá-la de sentimentos positivos? Nós mesmos. Portanto, livrem-se de seus “vícios” negativos. Do something with your life: get me a beer! E tá na hora de rolar mais bobagem aqui!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O vício das emoções

Como pode um determinado fato desencadear em fatos desagradáveis ao decorrer de nossas vidas, como pode uma simples notícia afetar tanto o modo como encaramos a realidade, ou sua casca? Esse é o mundo que vivemos, o mundo surreal, o mundo tomado pela nossa consciência, aonde somos meros representantes dos sentimentos intrínsicos. De que vale planejar o futuro se esse é improvável e manifestado naturalmente de acordo com nossas ações do presente? somos donos das nossas atitudes e manipulamos nossa vida de acordo com o andar das coisas. Não existe paixão, existe sim o vício do sentimento de bem-estar quando se está ao lado da pessoa em questão, como alguém pode dizer que está apaixanado se não sabe o que acontecerá no segundo próximo, e nossas ações sempre são baseadas no futuro, sempre! O fato de querer sentir tais emoções nos torna viciados em um propósito único, ilusão! afinal cada milésimo é diferente de outro, e assim por diante, tudo mudo todo o tempo! Pensando desse modo, não diga mais que está apaixonado... é melhor confessar que está viciado em uma emoção que você sente a cada momento que pensa na pessoa que te faz bem. Agora, o que podemos falar da tristeza, seria um vício em emoções ruins? Não! ela é justamente a explicação de que não existe alegria, e sim vício em sentimentos que agregam felicidades momêntaneas. Quando se sente triste, arrasado... você perdeu o vício, se libertou, está fora do círculo dos viciados nas emoções de prazer! É triste dizer isso, mas esse mundo não é real, o que é real é a crença que temos de ver tudo que há em torno de nós, de uma perspectiva egocêntrica e inpensada achando que somos donos das nossas emoções. NÃO! tudo isso é fruto da consciência de cada um, consciência essa que determina até quando você vai sorrrir a partir de que momento sua vida entrará em caos! Portanto, curta teus momentos de sublime paz, quem sabe daqui a pouco você perde esse vício tão prazeroso e entra em um mar de desgosto! seja BEM-VINDO(A) ... e passa a bola!

domingo, 1 de julho de 2007

a noite

a noite é escura. perigosa. incógnita. agora, qual a razão de mesmo assim gostarmos dela? simples: lá todos os gatos são pardos. será que são mesmo? sim. todos os gatos são pardos. por mais que todos sejam diferentes, na noite todos são iguais. todo mundo busca alguma coisa, ou seja, insatisfação. que coisa, não? a insatisfação de alguma coisa nos leva às festas, e delas saímos satisfeitos. agora, será que não conseguimos a satisfação mesmo sem haver insatisfação? aliás, o que é satisfação? cerveja me satisfaz, em certos momentos. cerveja (quando em excesso) me traz insatisfação pela manhã. paradoxal isso. pronto: a noite é um paradoxo. por isso esse texto não tem letras maísculas. gramática também é um paradoxo, afinal, o que nos impõe a escrever certo? certo para quem? sexo é um paradoxo. pronto. essa é a razão de gostarmos da noite. pense comigo: se noite é paradoxo e sexo é paradoxo também, logo, sexo é igual a noite. se cerveja e gramática são paradoxos, portanto: sexo = cerveja = noite = gramática será? pago bem para quem me der uma resposta plausível
 
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