sábado, 7 de julho de 2007

Ainda sobre o vício...

E quem disse que “o todo precisa de muito para ser completo”? Como alguém já disse, o bom e o mal são escolhas e julgamentos que fazemos, logo, “precisarmos de muito para a completude” é uma escolha nossa. Nesse exato momento está chovendo. É uma escolha que tenho: detestar a chuva e não ser completo ou ficar feliz com ela, com um sentimento de realização. E onde entra o vício? Simples. Somos viciados em acreditar que “falta alguma coisa”. Sim, é fácil assumir-se um viciado. É só querer fazê-lo. Nada impede. Aliás, ninguém impede. “- Ah, mas se eu disser que sou viciado, as outras pessoas vão me olhar torto!” Quem vai olhar torto? Outras pessoas. Mas é só um olhar, são pensamentos, que na maior parte das vezes não tem base alguma. Na verdade, o que impede SOU EU MESMO, com vergonha dos outros. Não sabia que “vício” significava “corromper”. A expressão é carregada de impressões ruins, mas, o que nos impede de carregá-la de sentimentos positivos? Nós mesmos. Portanto, livrem-se de seus “vícios” negativos. Do something with your life: get me a beer! E tá na hora de rolar mais bobagem aqui!

2 comentários:

Cláudia disse...

Retribuindo a crítica ou reflexão postada referente o comentario anterior sobre o Vício.

“Somos viciados em acreditar que “falta alguma coisa””. Ou somos viciados em querer viver mais e mais? E por quê?
Não é por medo de outros ou por não saber quem eu sou, mas acredito que seja por uma simples ânsia de querer ser mais, sentir mais, como diz o poema “...Este o nosso destino: ...doação ilimitada a uma completa ingratidão,e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor...”
E quanto ao assumir este vicio e “ o que impede SOU EU MESMO, com vergonha dos outros” ou medo dos outros ? do que os outros pensam?
E não o fazemos porque os outros nos afetam. Por não sermos únicos e vivermos em consenso. Por não querer ser diferente do que esperam de nós. Para não afetar a esfera em que vivemos. Por não saber viver com criticas ou saber que não somos bem quistos.
Infelizmente muitas vezes não nos assumimos, mantemos os vícios em silêncio e em segredos para não nos revelar aos outros, por não saber aceitar quem somos, ou simplesmente por não concordar com nossos vícios.

Peter disse...

Concordo.

Não concordamos com quem somos pois temos o vício de espelhar-se em outra pessoa, OUTRA pessoa. Esquecemos, muitas vezes, de firmar nossa própria identidade, e nisso começa a não-aceitação de quem/o que somos. Como bem disseste, é um vício!

Por isso defendo a idéia de um único vício: eu mesmo! Cada um deve ser viciado em sí mesmo, e isso trará o vício de bem-estar coletivo, e muitas mazelas da sociedade serão mudadas. Claro, sempre levando-se em consideração que somos importantes, mas sempre existe um próximo TÃO importante quanto eu, e que merece respeito.

 
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