domingo, 15 de julho de 2007

for the record...

Fazia tempos que pensava em voltar a fazer coisas que há muito tinha parado. Coisas essas que me faziam bem e que eram parte da minha identidade. Escrever é uma delas. Pronto, voltei aos “blogs”, com um amigo-irmão (isso é outra história). A idéia original era fazer um blog que fosse uma referência (engraçado, inteligente e sincero, ou seja, a nossa identidade), mas não passava pela cabeça usar isso aqui para desabafar. Mas, hoje vou escrever sobre uma experiência real que estou passando. (Beto, obrigado por me deixar escrever na tua vez). Algumas coisas acontecem no momento certo, na hora certa, com o contexto certo, mas agimos errado? Por qual razão? O medo do novo nos deixa diferente? A falta de experiência não nos deixa perceber a hora H? Não sei. Se soubesse, não estaria arrependido de ter feito a coisa errada. Acabo culpando outros por um erro particular, quando na verdade o culpado sou eu. Mas o “eu consciente” ou o “eu inconsciente”? O “eu inconseqüente”, que percebe que está fazendo algo errado, mas não faz nada para mudar. O triste é que isso afeta outras pessoas, e é aqui que mora o problema. Se quando fizéssemos a coisa errada não interferíssemos no pensamento de outros, não existiria problema, mas acontece que as coisas não são assim. Esquecemos que as pessoas esperam certas coisas de nós. Pois é. Errei. Arrependimento? Sim, muito! A diferença entre aprender com os erros ou continuar a fazê-los é simples: a ação posterior. Se mudarmos de atitude, buscando evitar a repetição, estamos progredindo (leia-se: amadurecendo, crescendo). Agora, se percebermos o erro, e continuamos a fazê-lo, nada acontece. Continuamos incapazes, burros. Ainda bem que estou em um momento de saudosismo, fazendo com que eu volte a me deparar com as coisas que me faziam bem, que me faziam crescer como uma pessoa mais completa. Tenho certeza que esse erro corrigirá muitas coisas e me fará uma pessoa melhor. Agora, o arrependimento mora no medo. No medo de que a atitude errada, que causou a decepção de alguém, afaste uma sensação boa que esse alguém causava. Por isso resolvi escrever sobre isso. Aqui. Quero que isso sirva de referência para quem quer que leia: procurem não decepcionar quem não merece. i Un abrazo !

2 comentários:

Beto disse...

no fundo, no fundo... esse post faz um link com um texto anterior (o vício das emoções), claro que eles tratam de lados opostos dos sentimentos, mas têm a essência, que é o que cada um vive.

Amigão, vamos esperar..a evolução só depende de ti, e eu não tenho dúvida..afinal até o pokemon evolui! hehe

Amplexos pra voce

Cláudia disse...

Erros, arrependimentos, pouca experiência, certo ou errado, agora ou depois.
Tudo isso é motivo de discussão, de indagação e principalmente avaliação, e esta não só de nossos atos, mas principalmente de nossas vidas como um todo em todos os fatores.
Muitas vezes deixamos de lado coisas que gostamos de fazer, porque no momento não damos a importância que elas têm na nossa vida, no nosso ser.
Nestes momentos nos distanciamos de nós mesmos, pensando que estamos fazendo o certo para ser aceito, ou tentar se superar. E assim o fazemos para atingir as metas que nos impomos a alcançar, e que algumas vezes no meio do caminho, temos que mudar o rumo e voltar atrás para a encruzilhada e ver aonde a outra estrada nos levará.
Mas esquecemos que não é a estrada que faz nosso caminho, mas nós mesmos. E sim podemos fazer novas estradas, deixar novos rumos e nos aventurar em frente sendo somente o que somos, humanos, que sabem que sabem, que erram e avaliam seus erros, que evoluem, amadurecem, crescem ou a palavra que mais gosto aprendem.
E tudo isso por quê?
Quem um dia se atreverá a escrever um manual de como viver? Temos a Bíblia com lindas histórias e ensinamentos, mas temos que decifrar, interpretar a vida de outros e de várias gerações, com situações que fogem de nossa realidade. (não faço apologia a nenhuma igreja, que fique bem claro, só usei um exemplo).
Não existe o certo ou o errado até vivermos as situações, não podemos julgar o que acontecerá em dependência de nossos atos não tomados, por isso, compreendo que errar é humano do mesmo modo que o arrepender.
E com desventuras vamos continuar a viver e a conviver com nossas infinitas reflexões de quem somos e de como melhores podemos ser.

 
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