sexta-feira, 26 de outubro de 2007

... (2)

Doce é o vento que bate no rosto. Mais doce ainda é a sensação trazida pela roupa. Leve. Confortável. Os sons que outrora atormentavam uma mente inquieta, concentrada no trabalho e no que tinha que fazer, são puramente substituídos por uma melodia calma, mas com um ritmo envolvente. Ah esse ritmo! Não fosse pela batida compassada, ainda restaria um pingo de preocupação em sua mente. Agora só o que vem é a leveza do ar que respira. A beleza da paisagem que o inspira. Inspira a ir adiante. Em tempos primórdios alguém lhe disse: “O limite serve para ser quebrado. Você só sabe onde está seu limite porque o vê, entretanto, sempre quer ir alem. Se desejas isso, olhe além do limite, ou seja, quebre-o.” Engraçado não? Todas as sensações trazidas pelo vento, pelo som, pela luz do Sol que pela manhã maltrata, agora fazem dele uma pessoa melhor, mas, melhor em que sentido? O caos interno é passado. O presente é o bem-estar. E o futuro? Para uns incerto. A paisagem inspiradora mostra o futuro. O limite da sua visão é o futuro. Ou melhor, além de onde ele consegue enxergar, lá sim é o futuro. O que ficou para trás ficou, mas deixou ele mais consciente. Como agir. Como pensar. Como fazer. Como errar. O aprender a errar é lindo. Deus errou, com certeza, quando fez o céu pela primeira vez. Só por isso que o que ele vê hoje é perfeito. E ele, “dentro” dele como está, consegue enxergar o que precisa. E o que ele precisa, é só dele. Individualmente.

1 comentários:

Cláudia disse...

Qto individualismo dentro de um individuo e suas conclusoes indivuais.
O olhar da vida de dentro do teu ser esta sendo individual para nao relacionar os outros que habitam em vc ?
Ou apenas quer mostrar ao mundo tua visao sem querer criticas de outros individuos que pensam individualmente refletir sua vida somente sobre a sua visao ?

 
Copyright 2010 pago bem!