quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Como.

Incrivelmente o blog já completou um ano e meio. Mais um ano acabando, com saldo positivo, por isso o último post de 2008 é uma homenagem aos irmãos com que divido esta birosca (e aos leitores também). Ah, aos amigos não-leitores também.

E que venha 2009!

Como.

É bem verdade que o homem é produto de suas experiências.

É bem verdade que o caminho dele é repleto de tentativas e aprendizado.

É bem verdade que o resultado de tudo cria o seu caráter. Forma sua estrutura. Determina sua personalidade.

Como formar um homem de verdade?

É preciso ter amigos.

Conquistar pessoas.

Influenciar o próximo.

Servir de exemplo.

É saber rir nos momentos certos.

Chorar quando for preciso.

Agüentar o peso das responsabilidades.

Batalhar sempre.

É ter histórias para contar.

Sonhar.

Lutar.

Amar.

Ter um lugar que possa chamar de seu.

Plantar uma árvore e vê-la crescer.

Ter uma moral inabalável.

Uma família.

Ser lembrado pelas pessoas.

Ter atos e gestos que sejam exemplo e história.

Virar uma placa.

Uma lenda.

Escrever um livro e, se não tiver o dom, ter histórias para preenchê-lo.

Ter um olhar que mostre afeto e carinho.

Um abraço que ofereça conforto e segurança.

Uma postura firme. Forte. Decidida.

É ter um ideal.

É correr atrás do ideal.

É sonhar.

É transformar seu sonho em realidade.

É saber a diferença entre o bom e o ruim.

É fazer o bem acima de tudo.

É ser íntegro. Ilibado. Coerente.

É ser único.

Não é fazer sempre o certo.

É saber reconhecer o erro.

Aprender com o tropeço.

Levantar e seguir em frente.

Homem de verdade não é aquele que sabe de tudo.

É o que tem a experiência para saber onde procurar.

Aquele que busca incessantemente.

E quando encontra, ensina o caminho.

É rir. Gargalhar. Dirigir. Andar. Caminhar. Correr.

Jogar. Amar. Abraçar. Beijar.

Sonhar. Respeitar. Concretizar. Aceitar.

Pular. Refletir. Trabalhar. Questionar.

Que seu coração seja grande o suficiente para guardar todos aqueles que ama e que o admiram.

Que seu olhar diga mais coisas lindas que as palavras sábias que ele profere.

Que seu aperto de mão signifique pelo menos metade da sua segurança e sua integridade.

E mesmo assim ele continue sendo apenas uma pessoa. Humana e real.

Sigo os passos dos homens de verdade que conheci.

Meu pai. Meus avôs.

Meu caminho é único, diferente, como o deles.

Mas o desejo é o mesmo.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Deus

"Deus é um conceito pelo qual nos medimos nossa dor." (John Lennon) Essa é a frase inicial da música God de John Lennon, não existiria melhor frase para começar uma música com esse nome. Como não sou nenhum gênio como John era resolvi copiá-la. Nessa época do ano, Deus, através da figura de seu filho mais ilustre, Jesus Cristo, torna-se muito presente nas nossas vidas, talvez menos que deveria, pois o verdadeiro espírito natalino está um pouco esquecido. Mas olhando a retrospectiva ontem na Globo, com tanta desgraça que acontece todos os dias do ano, pensei o que todos pensam: "onde está Deus numa hora dessas?". Mas por outro lado também penso, por que ele tem que ter o controle de tudo? Por que ele tem que ter criado o universo? O que é Deus??? Acho que Deus é exatamente aquilo que pensamos ser, cada um sabe o verdadeiro significado de Deus em suas vidas. De nada adianta ir todos os dias na igreja rezar e no dia-dia ser a pessoa mais descrente. Acreditar em Deus, na minha opinião, é acreditar em mim. Acreditar que coisas boas acontecerão quando mais precisamos. Como diria John Lennon na mesma música "I just believe in me!". OBS: na retrospectiva de ontem ouvi uma frase que me marcou: "... e em 2008 o mais Internacional dos times brasileiros pintou a América de vermelho!". Sim, Deus existe!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ponto

Acabar sem começar é o mesmo que iludir já que tudo deve ter começo meio e fim assim como as frases as pessoas os livros as histórias que mesmo inacabadas esperam por um desfecho e o desfecho pode ser conhecido pode ser inovador pode ser misterioso assim como as frases as pessoas os livros e as histórias já que saber acabar é uma arte tanto quanto saber começar ou ainda melhor é aquele artista que sabe começar mas alguém já pensou nos que não sabem começar tampouco acabar e são especialistas na arte do continuar que é tão trabalhoso inclusive mais trabalhoso do que começar ou acabar pois é dar seqüência a idéias e pensamentos de outros os outros que são tão diferentes como as frases as pessoas os livros e as histórias pensar viver modificar e refletir são arte assim como começar continuar e acabar existem outras formas de expressão artística como amar viver sofrer pensar mas nenhuma arte é tão bela quanto saber pontuar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Entregue-se

Quem entrega algo, espera algo em troca ou se é gentil demais para esperar nada em torno da reciprocidade usual. E quem não se entrega com o intuito de receber no mínimo um “Obrigado” ou um mero sorriso de satisfação? De acordo com a evolução do homem, está em nosso DNA a troca de valores, a troca de recompensas, a troca de favores – Mesmo que tente se prevalecer o dar sem esperar nada em troca – a humanidade sempre quis que o bumerangue da gentileza, da solidariedade ou do amor fosse justo para com aqueles que praticaram, praticam, ou praticavam algum tipo de benfeitoria. Mas qual o laço que esse breve parágrafo pode fazer com o cidadão evoluído que sou, ou que você, leitor, és? Muita coisa! A arte de poder expressar-se em palavras sem focar um único sentido ou sem expressar uma única idéia pode fazer desse post uma mensagem subliminar. E isso basta! Para quem acompanha a vida dos escreventes desse blog, para quem sente na pele ou para quem simplesmente se doa e espera o mesmo. De fato a vida nem sempre é justa, às vezes damos mais, recebemos mais, ouvimos menos e somos subestimados demais, mas de que vale toda a boa intenção se nem sempre somos correspondidos? Valores como a integridade e a responsabilidade espiritual estão acima de todas as coisas, sobretudo a consciência limpa de alguém que tentou, tentou e tentou ... na espera de receber, mas recebeu menos que merecia. Se hão vítimas ou culpados, isso não cabe a uma mera explanação qualificar os autores, apenas ressalvar que nada se tem se não fizermos concessões (entenda-se entregas). Elas não doem, elas não matam e, muito menos, tiram a cor da vida, apenas te elevam ao plano de uma vida conjunta feliz, de uma amizade duradoura e de humanos mais honestos consigo e com sua felicidade tão buscada e quiçá compartilhada.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Direitos Adquiridos.

Quanto tempo leva para termos o reconhecimento por aquilo que fizemos? O que deve ser feito? Como deve ser feito? Assim como eu, muitos que lêem este blog (uns 3 ou 4 viventes) devem ser jovens e estar iniciando sua trajetória na vida profissional e particular. Já temos um certo conhecimento naquilo que fazemos, mas as vezes não temos o devido respeito e confiança de pessoas à nossa volta. Na minha humilde opinião somente longos anos de trabalho árduo, estudo, dedicação, humildade e paciência, nos trarão o reconhecimento. Acho, também, que é algo interno. Temos que saber que fazemos bem o que fazemos! E seguir fazendo a coisa certa durante um longo tempo! OBS: 7 de dezembro de 2008, já passam das 19 hs e não ouço festa na rua... Não, o Grêmio não saiu campeão... Já o Colorado... Abs Feito o post friendos

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Quando a vida te passa uma rasteira

Todos têm algumas convicções em sua vida.
Convicções que servem como garantias, como base, como verdades absolutas. Permeiam tuas atitudes. Definem teus atos. Modelam tua pessoa.
São as raízes que sustentam todos os outros sentimentos existentes.
Por causa das convicções as pessoas tocam suas vidas. Com ou sem consciência (na melhor acepção da palavra).
Por óbvio que nem tudo na vida é manifestamente bonito. Nem tudo é certo. Muito pouco é eterno.
Entretanto, são as poucas coisas eternas que marcam. Que alegram. Que amamos.
As poucas coisas eternas - que passaram pelo crivo da certeza, da beleza, da admiração, e das quais sentimos saudades – nos fazem valorizar as inúmeras coisas temporárias. Nos suportam e nos motivam.
São puras e verdadeiras.
Há quem acredite que a vida dá uma rasteira. As coisas eternas são questionadas.
A verdade é maltratada.
O certo é nebuloso.
Enveredar-se pelas dúvidas ou inebriar-se pelas incertezas (ou também as falsas verdades) é sucumbir ao que se acredita.
É perder o sonho.
É padecer com a falta daquilo que era certo e puro. Verdadeiro.
Se a rasteira é bem dada, levantar-se não é regra. É exceção.
Viver de exceções é fortalecer.
Fortalecer é lutar.
Lutar é voltar a dar certeza. De que as rasteiras não mais te sucumbirão.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Feminino

Se de todos os beijos, abraços, carinhos e amores. Se de todos os olhares, trocas, cheiros e rubores.
Se de todas mulheres que amei, pudesse abstrair o sentimento, não haveria solidão. 
Se todas mulheres que desejei fossem minhas, uma vida de amores seria pequena.
Se cada curva que admirei fosse um obstáculo, todos os caminhos seriam tortuosos.
Se cada suspiro que elas me causaram fossem flores, as cidades dariam lugar aos jardins.
Se os momentos que perdi o fôlego fossem sorrisos, não haveria tristeza.
Elas foram feitas para ser admiradas. Tocadas. Beijadas. Amadas.
Se de todas que já tive pudesse repetir, completo estaria.
Rosto, lábios, olhos, cabelos, pernas. Cheiros, carinhos, olhares, beijos e amores.
Delas o mundo precisa. Delas sou escravo.
Da beleza feminina sou admirador.
Das mulheres, amante.
Para elas, dedicado.
Sempre.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Torta Fria é almoço?

Bem, tenho que concordar com tamanha precisão que o título desse post assombrou o almoço de um belo sábado, fruto de um tão esperado final de semana. Foi quando a frase ecoou em meus ouvidos. “-Hoje teremos torta fria de almoço!”. Prontamente ajustei meu “-COMO ASSIM? Sim, afinal se torta fria é almoço, minha vó é virgem! Sim, minha vó é virgem. Tá bom, então por que eu deveria me satisfazer com uma torta fria? Lamentavelmente meu apetite não foi aguçado pela junção de pão de forma, brócolis, cenoura maionese e pepino. Busquei no fundo de minha memória algum resquício da palavra “Carne”. Ouvi carne, uma chuletinha? Uma simples almôndega, ou até carne de soja? Não, não ouvi, e não ouviria então. Conformei-me de que a única saída era buscar a solução do fim do mundo (sim, a falta de carne é tratada como um apocalipse para mim), cortar algo proveniente do boi e misturar com arroz, formando o tal do carreteiro. Pois bem, me indago se penso singularmente ou se, em pleno maracanã, moveria uma “Ola” em prol da carne no almoço. Fico pensando se o Galvão Bueno narraria um churrasco com a mesma ênfase de “Rrrrrrronaaaaldo”. Diante de minhas convicções, notei que para algumas pessoas, torta fria pode ser almoço, pode ser café da manhã, pode ser o que quiser. Afinal, quem acredita que um monte de pão, agregado a maionese, brócolis e azeitona possa substituir uma refeição sagrada como meu almoço, pode crer também que eu sou vegetariano. Fui pra cozinha!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Como transformar uma vida em filme

Já nadei, corri, joguei futebol e surfei.
Já estudei, trabalhei, colei e acertei.
Já errei. Já me arrependi de muita coisa e fiz muita coisa que não me arrependi.
Já gargalhei, já solucei, já bebi e já chorei.
Já andei descalço, já viajei, já telefonei e ligações recebi.
Tomei café na cama, beijei, abracei e sozinho me senti.
Já arrisquei-me no trapézio. Já excedi o limite de velocidade.
Já senti fome e comi. Já senti sede e não bebi. Já tomei banho gelado, de chuva, quente, morno, de mar, de piscina e de cerveja.
Já apostei e já ganhei. Muitas apostas eu perdi. Já blefei, já menti, já contei a verdade e nela me perdi.
Muito conversei, mais ainda pensei e muitas vezes não pensei e agi.
Já fiz planos, já sonhei. Já atingi metas, já chorei de emoção e já me atrasei para o futebol entre amigos.
Já cozinhei e já coloquei sal demais. Já fiz doações e carinho eu recebi. Já dormi demais, onde não podia, ou onde não era confortável. Já contei histórias, já fui motivo de histórias e já participei de muitas.
Já fui um herói. Já tive heróis. Ainda tenho heróis, e já tentei ser como eles.
Já pulei, já gritei, já cantei e louco me senti.
Já reuni amigos, já vi amigos casando. Já ajudei amigos chorando. Já torci por uma vitória. Já torci por uma derrota, já torci por um empate. Já escrevi textos, crônicas, músicas, melodias, piadas, deboches, resenhas e uma infinidade de bobagens.
Já tive vergonha e já fui cara de pau. Já motivei e fui motivado. Já troquei de emprego. Já fui promovido. Já passei a noite em claro. Já me apaixonei, e já me iludi. Já tombei e tropecei, mas todas as vezes acabei levantando. Já fui ao circo, ao cinema, ao bordel, ao boteco da esquina, à igreja, para o exterior, o interior, o shopping, para a livraria, a farmácia, ao supermercado e ao centro espírita. Já andei de montanha russa e tive medo. Já andei de montanha russa e achei sem graça.
Já me senti como uma criança. Já me senti como um velho. Já amadureci. Reuni amigos para chorar o leite derramado, comer um churrasco, olhar um jogo de futebol, comentar uma festa e fazer uma boa ação.
Já tive prazer e já fui feliz. Continuo feliz. Acredito que sempre serei feliz. 
Já fiz o que queria e muito queria o que não fiz.
Tudo me leva a crer que minha vida é um filme. Sempre com um final feliz.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Diário de uma garota de Bailão

Era uma tarde de domingo, um calor de derreter e Vânia teimava em permanecer ao lado do telefone. Uma ligação, um simples toque a cobrar... não importava o modo, e sim o quê! Vânia aguardava ansiosamente a ligação to sujeito que outrora havia conhecido. Como não era uma garota de se jogar fora, Vã, como era conhecida pelas boas línguas de seu bairro, vestia decotes e abusava de sua forma cilíndrica de ser. Por mais que sua silhueta não lhe favorecesse, insistia nas suas calças de suplex. Vaninha para o pessoal do bar, Vanão para os garotos da “obra” e Vaninha língua na virilha para os vizinhos da COHAB. Por mais que a pizza embaixo do braço teimasse em perdurar, Vânia insistia em ouvir ensaios do toque de seu celular, o famoso ‘ring ring’ que traria a felicidade ao paradeiro de Vânia, seu JK embolorado pelo suor exacerbado. Dez, onze, meia noite... Vânia acabara de devorar mais um pacote de milhopã e dois litros de fruki cola quando seu telefone toca. Milhopã no ouvido, fruki na mão... celular na boca! Alguns contratempos e um ALÔ? ... Não era Uéslei, era engano! Vânia irrita-se e joga seu celular na parede, termina o milhopã com refrigerante, afinal concretar o estômago lhe traria mais satisfação que esperar um pobre ordinário disposto a brincar com seus sinceros sentimentos. Valorização, pensou ela! Foi em um instante que se arrumou, a produção tomou conta de sua pessoa. Lingerie? Que nada, estava disposta a ser clicada ao vento ... Sandália? Que nada, um salto 15 lhe favoreceria o glúteo avantajado... Soutien? Que nada... Estava disposta a participar do concurso gata molhada. Pois bem, Vaninha decidiu construir seu castelo com as pedras alheias, utilizar a senha / catraca / fila ... enfim, aflorou seu espírito orkuteiro e decidiu sair à caçada. Adentrando o baile, Uéslei .... ninguém menos que Uéslei atinge a íris de Vânia em um sorrateiro vislumbre repentino. A desilusão toma conta de Vã... meia volta, jogo de cabelos, e um pragmático humpf! Nossa protagonista atravessou a rua e adentrou o drink da Débora, aonde até hoje atende como Marcinha Britadeira, cobrando a bagatela de R$ 30,00 por meia hora de desejo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Faça Por Merecer!

Me considero uma pessoa sensata, mas quando o assunto é futebol ou melhor quando o assunto é o meu Colorado das glórias orgulho do Brasil a situação muda... Nunca chorei ao ver filme nenhum, mas todas as vezes que vejo o filme Gigante, que conta a maior das glórias coloradas, desato a chorar! É incrível, simplesmente é maior que eu!Minha história como colorado é longa, me considero da geração mais genuína de colorados, na minha opinião existem três: A primeira é composta por torcedores como o meu pai, viu todos os títulos possíveis do Inter na década de 70, acompanhou a supremacia gaúcha e nacional, viu bons times nos anos 80 e sofreu para conseguir que eu fosse colorado, me acompanhando no estádio em jogos sofríveis nos anos 90 e início dos 2000 até eu começar a ir sozinho em alguns jogos. Hoje em dia ele frequenta eventualmente o estádio, nos jogos mais importantes e é um colorado rabugento, pudera ele viu vários times de super-craques como Falcão, Figueroa, Carpeggiani, Lula, Valdomiro... Por essa geração tenho profunda admiração pois alavancou o Inter como o grande clube que é. A segunda é a minha geração, frequento Beira-Rio desde os 4 anos de idade, e durante minha infância e adolescência vi meu time penar, foram raros os títulos gaúchos que acompanhei, e campanhas sofríveis em competições nacionais (calma, não chegamos ao ponto de ir à série B). Para completar o Grêmio ganhava tudo, ouvi muita gozação de gremista, mas nada que afetasse minha escolha, muito pelo contrário, cada vez ela se fortalecia mais. Passei a ser sócio e defensor do colorado, nada me separou, nos piores momentos eu estava junto, posso relatar inúmeros jogos que sofri dentro do estádio, mas me mantive firme. Até que veio a recompensa, vi o Inter ser campeão dos maiores títulos possíveis. A terceira é a geração de novos colorados, fazem parte dela aqueles colorados que se mantiveram passivos durante os anos de agrura e como um estalar de dedos após os títulos da libertadores e mundial se tornaram colorados "fanáticos". Respeito e acho importantíssimos esses torcedores, mas eles ainda tem muito o que provar...(sem citar nomes). Mas tento não ser um colorado radical, sei que existem outros times que também conquistaram títulos importantes, tanto quanto o Inter, respeito esses times. Atualmente estou me educando até para diminuir o ódio que é plantado de geração em geração para com o nosso co-irmão Grêmio, time campeão intercontinental toyota, título equivalente ao Mundial de Clubes Fifa conquistado pelo Colorado em 2006. Mas o fato é que Domingo último ocorreu um fato extraordinário, eu um colorado genuíno fui acompanhado por outros dois colorados, um pertencente à primeira geração e outro da terceira. A atmosfera estava excelente, o estádio cheio, e era um gre-nal, não um simples gre-nal, mas um jogo que valia a permanência do Grêmio na liderança do campeonato. Muitos os chamavam de Grenal do século (deste século, pois o do século passado já haviamos ganho). A atmosfera no estádio, lembrando a libertadores de 2006, estádio cheio, torcida animada, festa armada. O que se viu foi algo raro, o Inter goleou, amassou e aniquilou seu arqui-rival, o resultado foi 4 a 1, mas cabia muito mais, o estádio em polvorosa! Realmente tem coisas que simplesmente tem que ser... O Inter tinha que ser campeão mundial enfrentando o time de Ronaldinho Gaúcho, eu tinha que ter exorcizado os meus fantasmas colorados indo ver o jogo mais tenso da campanha da Libertadores sozinho, contra o Libertad, foi uma das experiências mais emocionante da minha vida! E o Grêmio tinha que sair da liderança do campeonato brasileiro após 13 rodadas perdendo para o Inter. Mas não com uma simples derrota sendo goleado pelo Inter! Mas ao mesmo tempo fico preocupado com o que vem pelo futuro. Sei que existem muitos jovens gremistas que, assim como eu na minha tenra idade, só presenciam infortúnios de seu time, e glórias do rival. Mas os infortúnios são muito maiores, como a queda para a série B e as glórias do rival são muito maiores, como o título mundial do Inter e a mais recente goleada. Fico imaginando que o que eles passam é muito mais difícil que passei, mas parece que ninguém do outro lado aprende, seguem com atitudes ruins, como a tentativa de invasão da torcida gremista na área destinada aos colorados. E com declarações pífias dos seus dirigentes, como a de um que disse : "podemos ter até ter perdido o grenal mas na hora da briga vinte mil colorados fugiram de 2 mil gremistas". Sem comentários, pensamento pequeníssimo! Nós colorados fizemos por merecer, tanto torcedores como dirigentes e jogadores. Aprendemos pela dor mas muito mais pelo amor! Mas o lado contrário parece que gosta da dor, são sucessivas quedas e tropeços, parece que algo maior quer os ensinar. Se quiserem fisgar a lição o momento é agora o título brasileiro está à disposição, um pouco mais de humildade talvez e o título pode aparecer. Resta saber se farão por merecer... OBS: se quiserem alguma explicação para saber como se faz existem inúmeros colorados que podem ajudar. Boa parte se encontrava no estádio Domingo festejando mais triunfo histórico.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Política, Mulheres, Cerveja e Futebol

Nada melhor do que isso. Um ideal, uma gostosa, uma gelada e um golaço. Talvez falte uma costelinha recém tirada da churrasqueira... mas não vou contaminar a costela.
Políticamente, nossa excelentíssima primeira dama, dona Marisa Rocco Botox da Silva, é um exemplo a ser seguido. Dois motivos:
Quem tiver o prazer de ler sua “vasta” biografia (disponível no site do Planalto), verá que ela nunca fez NADA. Pior, depois que assumiu o papel de 1a dama, não fez nada mais MESMO. O retrato perfeito do ideal político do atual governo.
Segundo: dona Marisa é cidadã italiana, e, num surto de inteligência, declarou que resolveu pedir sua cidadania para “garantir um futuro melhor aos seus filhos”. Isso quando ela já era 1a dama.
Amar futebol é natural ao brasileiro. Torcer pelo seu time é natural. Rir do rival é natural. Dar palpite na Seleção é natural. É natural conversar sobre futebol no trabalho. Falar com metáforas futebolísticas o tempo todo é “natural”.
Ser corinthiano é atestado de burrice e estupidez. É a comprovação da má-indole da pessoa.
Uma cerveja bem gelada não tem valor. Aquela ceva bem geladinha, depois de um dia inteiro de trabalho, ou ao confraternizar com os amigos... aquela loira com ou sem colarinho, pilsen, comum ou bock, em lata, garrafa, long-neck, casco, garrafa 1000 ml.
Agora, junte uma mulher, um corinthiano, cerveja em excesso e a política e veja na merda que dá.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O poder da Sedução

Leia-se: arma fatal, hipnotizadora, usurpadora de almas, acorrentadora de sexos e desnorteadora de mentes racionais. O que dizer sobre a sedução? Um sentimento conglomerado de diversas faces da lucidez... Embora o corpo esteja totalmente sóbrio, o ser humano jamais poderá livrar-se desse “mal”, da fragilidade de ser manipulado com simples gestos oportunos. Mas não vamos nos ater ao sexo propriamente dito, porque, até então, essa palavra não havia levado tal conotação. Uma criança pode ser ligeiramente seduzida por um pirulito (novamente, sem conotações maliciosas) ou por uma bola quadrada. Enfim, dependendo de sua convicção, um pupilo pode ser facilmente levado pela emoção momentânea do doce em sua boca. Ainda não muito distante, o ser humano (leia-se homens e mulheres) é facilmente seduzido pelos truques da vida, e, na maioria dos casos, a vítima é o cartão de crédito do cidadão. Em miúdos, seja um par de sapatos ou um par de coxas, seja um adereço a mais ou um adereço a menos, seja uma lingerie bonita ou uma lingerie bonita... nos casos citados, o ser humano pode cometer atos falhos em ambos os sexos, tudo pelo poder da sedução, a mesma sedução do pirulito. Na maioria das vezes, o poder da sedução é coberto pelo poder da emoção. O que resta disso? Pavor, dívida, e glória! A glória de se deixar ser seduzido, mas jamais vencido pelo lado racional. Ainda assim, a sedução pode ser uma arma eficaz contra distúrbios da mesmice, ser seduzido não é tão mal e, além do mais, não traz prejuízos duradouros. Afinal um parcelamento em três ou dez vezes pode ser diluído em qualquer orçamento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Gandhi

Gandhi, o Mahatma (grande alma), foi a grande figura da independência da Índia do Império Britânico, sua história foi escrita com princípios fortes, a não-violência e o controle mental. Sua atitude influenciou milhões de pessoas, não só na Índia, mas em vários cantos do mundo. Sua história como ativista social começou na África do Sul, onde tinha um escritório de advocacia. Lá a colônia indiana sofria forte preconceito por parte do governo, tinham que pagar impostos abusivos, Gandhi organizou a desobediência civil, sempre sem violência, movimento conhecido como Satyagraha que significa "força da verdade", bateu de frente com diversas autoridades, até acabar por ser preso, assim como milhares de outros indianos, até os governantes perceberem que eles nunca desistiriam, e acabaram cedendo. Na volta à Índia passou a lutar pacificamente pela independência e união entre os mulçumanos e hindus. Em uma das mais impressionantes demonstração de liderança, Gandhi levou milhares de indianos para coletarem sal em uma praia, produto o qual os ingleses cobravam altos impostos. Chegando na praia oficiais do exército britânico já esperavam a multidão, orientados pelo Mahatma nenhum indiano fugiu nem revidou, simplesmente foram organizadamente em direção à praia e apanhavam. Milhares feridos, presos e mortos, mas nenhuma violência por parte dos indianos. Gandhi durante sua vida também fez diversos jejuns como protesto, sempre que uma onda muito grande de violência entre hindus e mulçumanos o jejum de Gandhi servia para os acalmava, se não fosse suficiente ele ia até o local do conflito e sua presença dissipava a multidão e trazia a paz de volta. Seguindo a desobediência civil, Gandhi continuou a luta pela independência indiana, fez com que os indianos confeccionanssem as próprias roupas, evitando comprar as importadas da Inglaterra. A Índia conseguiu sua independência em 1947, mas não como Gandhi gostaria, foi dividida em dois países,a Índia, para os hindus, e o Paquistão, para os Mulçulmanos. Gandhi seguiu lutando até o final da vida, quando foi morto em 1948 por um Hindu radical. Deixou o exemplo de ser um ser humano que conseguiu controlar sua mente por completo, executando jejuns de até 21 dias, lutando pelos menos favorecidos, liderando sem imposição e mantendo-se sempre firme no seu objetivo. Einsten definiu bem minha opinião sobre Gandhi ao dizer que: "as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a terra".

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Josephine

Black Crowes no rádio. Josephine tocando ao fundo. Essa era a melodia que ele gostava de acordar.
Todo dia seu despertador tocava, impetuosamente, às 7:30 da manhã, ao som de guitarras elaboradas, e a letra arrastada de um amor que ficou para trás.
Aquela sensação de bem-estar, a meia-luz proporcionada pela persiana entreaberta, que deixavam com que o sol da manhã emoldurasse as formas de sua amada.
O despertador tocava, seus olhos abriam-se, lentamente, e as curvas de sua amada iam se revelando. Ela dormia ao seu lado. Olhos cerrados, respiração lenta e profunda, boca semi-curvada, em um quase sorriso, que lembrava ele de todos os momentos felizes que haviam passado juntos.
Abraçava-a. Sentia o corpo dela chegar mais perto do seu, como se procurasse o conforto e segurança do seu abraço. Nessa hora seu meio sorriso abria-se por completo. Seu belo olhar ia aos poucos se mostrando, indo ao encontro do dele.
Nada atrapalhava este momento. A melodia ao fundo fechava com este momento.
Cada nota parecia estar carregada de sentimento. Cada segundo que se passava trazia a sensação que mais nada havia no mundo. O olhar não dizia nada, mas ao mesmo tempo dizia coisas que nenhum dos dois saberia traduzir.
Era o momento deles.
Quem tivesse a oportunidade de contemplar este momento acharia apenas mais um minuto perdido.
Para eles um dia inteiro passara naqueles segundos.
Na música um amor que ficou para trás. Na vida real um amor que jamais acabaria.
Eram 7:35. Josephine encaminhava-se ao seu fim. Sinal de que um dia repleto de obrigações vinha pela frente. Sinal de que tinham que se separar por algumas horas. Beijavam-se e levantavam. Completos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O que te faz feliz?

Semana passada, envolto por algumas doses de álcool (sim, existe a lei seca... mas chovia pacas!), indagamo-nos, um amigo, minha namorada e eu. O que te faz feliz? Certa feita esse amigo comentou que a felicidade era seus amigos, e fazer o que bem queria com destreza e simplicidade. Támbém veio à tona a opinião de que ser feliz é estar ao lado da família. Eu, arrojado como um hatch esportivo, comentei que ser feliz é ter dinheiro, estar ao lado de quem se gosta e ter saúde. Pronto! não sei brincar, pensei no interior do meu silêncio. Às vezes me pergunto, sou feliz? Por incrível que pareça, não sou. Ou acredito não o ser. Sinto que ainda falta algo para que eu complete algumas páginas do meu álbum de figurinhas. Como é difícil a auto realização, como é cansativa a rotina de buscar e buscar sem ao menos tocar no que se quer. O que consola é que "step by step" vamos levando adianta o conceito de que ser feliz é ter algum objetivo, é não se sentir só... é não acostumar com a rotina da mesmice ou sequer moldar-se no melhor estilo estagnado. E quem não é pego de surpresa quando essa pergunta cai feito uma luva na sua vida? Melhor que saber a resposta, é saber diferentes maneiras de responder a essa pergunta. Ser feliz é um estado de espírito, é isso! será? Concordo que a melancolia tenta abordar esse post para que o universo da lamúria se esbalde em palavras tensas, ou até sem uma definição alegre. Porém escrever me faz feliz, me faz despertar o fato de que após uma lida, um passeio sobre parágrafos, ser feliz é poder ver aonde se melhorar, aonde buscar o diferente, e, assim, poder se reiventar nos moldes da paz e da confiança.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Quanto tempo leva para se formar um campeão olímpico? Segundo especialistas 10 anos, de treinamento árduo e planejado. Mas é muito além disso, um campeão olímpico renuncia à muitas coisas e sem dúvida tem uma força mental gigantesca. É tempo de olímpiadas, os olhos do mundo estão voltados à Pequim, eu, como um amante de esportes em geral, fico fascinado com a quantidade de informações esportivas que chegam através dos meios de comunicação. A pouco estava vendo o filme oficial das olimpíadas de Moscou de 1980 (para quem gosta de imagens bonitas e esporte esses filmes são imperdíveis), e me chamou muito a atenção os levantadores de peso. Todos eles fortes feito touros, com a aparência de ogro, mas o impressionante mesmo é a expressão facial deles no momento em que conseguem levantar a barra com infindáveis anilhas, parecem crianças quando ganham aquele brinquedo tão sonhado, uma fisionomia serena mas feliz, a felicidade plena em pessoa! Somente cada um sabe das dificuldades que enfrentou para alcançar seus objetivos, imagino quantas vezes o medalista de ouro teve que levantar uma barra com mais de 100kgs, quantas abdicações, quantas vezes pensou em desistir de tudo, quanta disciplina foi necessária, quanta dor se passou. Mas naquele momento ficou claro que aquilo tudo não foi nada, aquele momento duraria pra sempre, os anos de treinamento não significavam mais nada. Tudo valeu a pena! Com certeza o objetivo de vida dele era aquele, e como já diria Gandhi: "Renuncie a uma coisa, somente quando desejar tanto alguma outra, que a coisa renunciada nenhuma atração mais exerça". O desejo desse ogro era enorme com certeza, muitas coisas foram renunciadas por ele... Outra particularidade das olimpíadas é que elas ocorrem de quatro em quatro anos, é o ciclo olímpico, o tempo entre uma e outra é longo, muitos atletas estão chegando ao ápice de suas formas nos próximos dias, um trabalho que durou muito mais tempo que 4 anos, talvez uma vida inteira. Já fui atleta, nunca nem perto de um nível olímpico, mas sigo vivendo no meio da competição. Vejo em muitos jovens atletas semelhanças comigo. As mesmas dificuldades, os mesmos objetivos, as mesmas dúvidas. O amadurecimento me fez ver que somente o tempo é capaz de consolidar os objetivos e o amadurecimento só vem com o tempo...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Through shallow ways, thou shall pass.

It isn’t against any odd. It is just a simple rule which happens to take place in every single person’s life.

Firstly, the English shall not be as correct as it was in earlier days. So as the thoughts that inspire this post.

Conflict is inherent to the human being. Persistence and other skills needed to win them are not.

Those who say that life is a paradox are either well-prepared for living or idiots who just repeat what have been told them.

When in youth, people tend to think that everything is possible. Everybody can do anything. Everybody is prepared. The paradox lies in a second stage. When grown-ups, these same people do not think, they simply "do" things, and question other things they don’t feel prepared to do.

Consequently, grown-ups question themselves, forgetting about the "irresponsible" teenager he/she used to be. Responsibility is the main skill which is created just as time goes by. It also pulls other feelings such as altruism, courage and self-awareness, which happens to resolve conflicts.

This is the paradox. A kid is not able to realize the things he/she can do, because he/she fails to realize that some things come after some time. Adults do not realize they are able to go further, because they fail to realize they are more and more prepared for the conflicts.

While in "blindness" the path gets narrower. And the "light" is in your hand, waiting for you to be used and help you on your way.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Discurso de Formatura - Administração e Empresas com ênfase em Comércio Exterior 2008/1

Aqui nos encontramos, com a certeza do local, tempo exato e na companhia de testemunhas dessa nova etapa conquistada. Há alguns anos, percorremos o caminho que nos conduziu ao dia de hoje. Tristezas, preocupações, anseios e dificuldades não foram suficientemente fortes para que esse sonho se esvaísse pelo ar. Ainda lembramos quando o centro acadêmico entrou em nossas vidas. Era uma época de transição, de consulta de valores. A busca pelo conhecimento jamais se estagnou na mente desses futuros administradores aqui presentes. (Nietzsche) nos fala: “Quem tem algo por que viver é capaz de suportar qualquer ‘como’”. O unilasalle foi nossa vida, foi nosso dia-a-dia. Seria impossível falar que não respirávamos faculdade, que não pensávamos um dia sequer no ambiente que nos agregava a cada dia, mais conhecimento, esperanças, novas rotinas e, quem sabe, novos rumos? Quem não criaria vínculos com uma instituição que ao decorrer desse tempo lutou em conjunto para cumprir com nossas metas? Eu não saberia ditar a origem da felicidade que hoje sentimos, mas garanto que um de seus princípios foi a sala de aula, o diálogo com os professores, o círculo de amizades e por que não, as discussões? Esse composto de vida e aprendizado trouxe valor ao que chamamos de amadurecimento. Alfred. de vigny relatava, “Nunca encontrei uma pessoa da qual não tivesse nada a aprender.”. Os anos de Unilasalle foram essenciais para que estudantes pudessem tornar-se Administradores competentes. O tempo de Unilasalle revelou o verdadeiro significado da melhoria contínua. Estamos em constante evolução. Que o dia de hoje, tão celebrado, seja apenas uma pausa para comemoração, afinal ainda temos um longo caminho a percorrer. Esse período tão nobre em nossas vidas nos apresentou diversas faces que ficarão marcadas como uma fase de plena ascenção como cidadão. Colegas viraram amigos, professores viraram amigos, e o melhor, amigos continuaram sendo amigos. Como descrever um período que carrega maior parte de sua totalidade com saudosos momentos? Como suportar a mudança de ambiente da noite para o dia? Começo a sentir falta das aulas, dos intervalos extendidos, das visitas técnicas, das viagens, dos colegas e de todos aqueles que deixaram sua contribuição como seres humanos e companheiros de jornada. A responsabilidade do que fazemos é tão importante quanto a responsabilidade das coisas que omitimos. Portanto cada segundo deve ser lembrado como uma parcela da alegria que hoje estampa cada um de nós. Pois bem, a saudade é inevitável, a lembrança positivamente marcada é muito bem vinda, o que nos resta, é a certeza de que o dever foi cumprido com êxito. Damos um Adeus ou até logo ao Unilasalle deixando parte de cada um pelas dependências da instituição. Seja na biblioteca, no mural de fotos ou nas conversas dos colegas que permaneceram na faculdade. O homem é feito para a luta, não para o repouso. Não paremos por aqui, busquemos, dentro de nós, o que de bom podemos ainda contribuir para o futuro, coloquemos em prática a imensidão de ensinamentos que, caprichosamente, foram transcritos em horas aula. Meus amigos, como é bom vencer! Como é bom poder relembrar das vitórias, mesmo que estas tenham sido precedidas por derrotas. Mesmo que estas tenham resquícios de dor. É talento do ser humano, poder filtrar os bons momentos. Mas não esqueçamos, os maus momentos ainda dividem a glória, afinal foram a solução para contornarmos desvios de percurso. A alegria não está nas coisas: Está em nós. Celebramos esse dia tão especial, irradiemos a satisfação da luta e passemos adiante a certeza: “É preciso viver, não apenas existir!” BOA NOITE OBRIGADO!

sábado, 26 de julho de 2008

O que que é isso!?!?

E aconteceu! O que todos há muito tempo todos esperavam! No primeiro momento a reação geral foi a famosa negação, fingindo que nada estava acontecendo. Mas não, o que estava prestes a ocorrer, não era algo corriqueiro, mas sim um fato extraordinário! Durante muitos anos pesquisas foram feitas sobre o assunto, mas nenhuma explicação plausível foi encontrada. Estudiosos entraram em polvorosa, o google entrou em colapso! Todas as coisas, aos poucos foram se encaixando, nos primeiros meses os Sábios sairam das montanhas, Israel e Palestina assinaram um eterno tratado de paz e o futebol de domingo foi cancelado. Após o primeiro ano os acidentes de trânsito deixaram de existir, em pouco tempo nem trânsito existia, as moedas mundiais passaram a valer menos que uma maçã estragada. No segundo corrupção já constava nos livros de história! No terceiro livros de história não existiam mais. Aos poucos tudo passou a fazer perfeito sentido, o universo conspirava a favor de tudo! TUDO! Rebeldes passaram a exigir o caos, a crise! Mas logo depois desistiram. Um congresso de âmbito mundial foi marcado, o terno havia sido banido da vestimenta mundial, o que todos usavam era um lençol branco e a cabeça raspada, nos dias de frio simplesmente se passava frio. Logo nos primeiros minutos do congresso, o assunto já era sobre qual chá se deveria tomar para afinar o sangue. Logo se partiu para uma aula de yoga coletiva, ministrada por sua santidade o papa! Eis que no meio da postura do tigre, escuta-se passos, quem seria, o primeiro a escutar foi o nosso Lula, os outros mantiveram-se concentrados, em alfa! Eis que na sala surge Deus! E Deus grita! AMÉN!!!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Curto e grosso.

Às favas com um bando de delinqüentes que levam a política por profissão e não por altruísmo.
Primeiro: se alguém ao ler o que vou escrever aqui disser: "- O Brasil é um país ridículo!" ou "- O povo brasileiro é assim e não mudará!" que vá à puta que o pariu. Depois explico as razões.
Já vejo pouca TV. Quando ligo é tragédia para tudo quanto é lado. Posso dizer que os meios de comunicação de massa são hoje o que o Coliseu era antigamente.
Lembro da minha infância que, ao folhear o jornal, saia com as mãos cinzas de tinta. Hoje saem vermelhas de sangue.
Complementarmente, somos informados de mais políticos sendo flagrados em escândalos (ou ainda velhos políticos que ainda estão em ação), arrecadação recorde de impostos, férias dos parlamentares, inflação, congelamento de preços dos alimentos, alta do petróleo, Lei Seca e outras notícias que alegram até a mais sorumbática das almas.
Tudo é muito novo, não? Claro que não, pombas.
Violência e corrupção SEMPRE estiveram nas manchetes.
O que me deixa puto é que a maior parte das pessoas NUNCA faz nada para mudar.
Porra. Cadê os movimentos sociais? As passeatas? Os panelaços (critiquem os Argentinos agora... se os hermanos estão descontentes eles chiam)... Cadê a indignação das pessoas?
Os únicos que vejo protestar são vagabundos que estão em busca de um ideal que em nada agrega à vida em sociedade, herdeiros que uma política esquerdista decadente e individualista (sim, INDIVIDUALISTA!).
Enquanto isso vejo arrecadação recorde de IOF, em complemento à CPMF extinta, que não prejudica em nada o Governo. E este insiste em querer uma CSS. E a população mais preocupada com o novo DVD da Ivete Sangalo. Falando nisso, viram que ela anda meio de birra com a Cláudia Leite? Isso todo mundo sabe.
Já discordo antecipadamente àqueles que dizem que isto é reflexo de uma sociedade pouco privilegiada e culturalmente desinformada.
Se não fossemos tão "nas cordas" a tão reverenciada "potência brasileira" já teria se manifestado. Educar para o barbada e ilegal é tão exaustivo quanto educar para o correto. Só muda o ponto de vista.
Ainda bem que entre uma criança assassinada e outra aparecem uns heróis da contra-cultura (isso, contra-cultura mesmo, pois culturalmente se deve perseguir o errado) que nos ensinam lições como amor, respeito, dedicação e firmeza de caráter (são essas as razões que me fazem TER CERTEZA de que o povo brasileiro vai mudar, e esse país será levado a sério).
Pena que a Dercy se foi. Ela criticava a política, muito embora fosse criticada pelos palavrões.
Caralho!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sexo, Drogas e Rock & Roll

Já dizia Erasmo Carlos: Mulher! Mulher! Do barroDe que você foi gerada, Me veio inspiração, Pra decantar você nessa canção... O Mestre das baladinhas das nossas avós não tem nada com o título desse post, a não ser a música que estou ouvindo nesse momento. A verdade é que não preciso ouvir Iron Maden para gostar de Rock, afinal Rádio Táxi daria conta do recado. Drogas? Já passou a fase, porém ainda sou vitimado pelos destilados do destino. E quanto ao sexo? Quem disse que precisa-se de uma mulher para consumar as vias de fato? Pois bem, precisa sim... Se você é do tipo que prefere contentar-se com qualquer genérico, prefiro sugerir a dança do quadrado, como melodia dessa inóspita escolha. Haja paciência, não é de hoje que ouço essa bela metáfora, Sexo drogas e rock & Roll... Mas o que será que isso realmente queria nos passar? Tudo bem que na época, era a rotina dos viventes... Mas paremos para pensar: Um roqueiro drogado teria capacidade de dar "umazinha" qualificada? Um michê cheirador de loló seria capaz de destruir uma fender clapton? Deixo dúvidas pairando no ar no mesmo momento que levanto a hipótese de que sexo drogas e rock & roll não passava de uma onda passageira. Assim como os diálogos que hoje insistem em presenciar nossos ouvidos: Miguxos, S2, suhasuhauhs, kposoksopks, adorooo, amoooo, meu tudo, com suas pedras construirei meu castelo, pega ficha-catraca seletiva ... e por aí vai! Presenciamos uma nova era, a era da Masturbação, coca-cola e emocore... O Sexo, drogas e rock & Roll foi perdido no tempo como um vagalume em meio ao brejo. Se antigamente você não poderia enfrentar alguém do lema hippie, hoje é sua chance. Acredito estarmos muito perto de presenciarmos um emo tomando refrigerante de canudinho enquanto chora e acaricia-se na calçada. Tem o que dizer sobre tudo isso? Bom era o tempo do lança perfume universitário.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Utopia

Perniciosamente afirmo: a vida é utópica.
Não me lembro bem qual propaganda atual diz que quando nos apaixonamos por alguém, não nos apaixonamos pela pessoa física, e sim por uma projeção. Concluo: amor é utópico.
Quando votamos em algum político, votamos nas promessas utópicas que ele faz. Concluo: política é utópica.
A vida em sociedade faz com que depositemos em outras pessoas expectativas de conduta, as quais nunca são atingidas. Concluo: a sociedade é utópica.
Artistas fazem suas obras com base nas suas idéias, buscando um objetivo. Quando estudamos o objeto artístico, dificilmente nos deparamos com a idéia do autor, e nunca atingimos o objetivo dele. Concluo: arte é utópica.
Mente aquele que afirma que conseguiu chegar aonde queria. É da natureza do ser humano querer sempre mais. É da natureza humana a utopia.
A utopia é a quimera humana? Não. Nascer é.
A utopia nos mantêm vivo. Ativo. Buscando atingir objetivos.
Quando nascemos entramos em um mundo de fantasia. Nossas, dos outros, de quem quer que seja. A utopia está aí para todos, é inafastável. A quimera existe quando alguém, responsavelmente ou não, escolhe colocar mais alguém no mundo. Agora, já que este alguém nasceu, seja bem-vindo à Utopia.
Quem sabe a origem do signo "utopia"?
Um pouco de pesquisa e verá que nada mais é do que um antônimo de Brasil (na sua pior assepsia).

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Transformando Limão em Limonada

Hoje acordei atrasado, gripado e com diarréia. A primeira coisa que veio em minha cabeça foi: que dia de merda que vai ser!! Como vou aguentar até a noite na lida diária? Pra piorar a situação olhei pela janela e vi aquele tempo completamente encoberto e com uma neblina baixíssima! Mas para meu completo espanto um lindo sol se abriu e mudou completamente meu estado de espírito. O dia foi super produtivo, apesar das adversidades, graças ao sol! Mas e se tivesse chuvido? Será que minha previsão se concretizaria? Tudo seria uma merda? Não sei, mas é daí que quero tirar uma conclusão. No meu dia-dia escuto muitas desculpas tipo: "meu dedão tá com uma bolha", "meu pai tá enchendo muito meu saco!'', " minha direita não anda!", "tá muito quente (ou frio)" etc... Ora, dificuldades e problemas quase sempre acontecerão, se os nossos dias forem bons somente quando estiver tudo perfeitamente em ordem aí realmente teremos centenas de dias de merda e pouquíssimos dias bons. A capacidade de superação é algo indispensável para o sucesso, o Felipe Massa, por exemplo nas duas primeiras corridas não pontuou e atualmente é o líder do campenoato ( desculpa peter, é difícil fugir do esporte, pelo menos não tem saibro no meio), o Lula veio do nada e hoje é o Presidente do Brasil, Guga perdeu o pai com nove anos ( taí o saibro ), ontem vi um rapaz com paralisia cerebral, que mal consegue ver, que está se formando em jornalismo, exemplos não faltam, garanto que cada um tenha o seu também... Desculpas sempre existirão, e admito é muito mais fácil dar uma do que superar os obstáculos! O sol nem sempre vai aparecer, mas o limão vai estar sempre lá, querendo virar limonada!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O doce sabor do alívio

Não há nada melhor que a sensação de dever cumprido, da conta paga, do “tcc entregue”. Pois bem, na vida presenciamos sensações que são indescritíveis. Quem nunca esteve prestes a urinar nos membros inferiores e, a tempo, conseguiu “jatear” no vaso sanitário? Pois bem², é um yoga longitudinal, um tantra egípcio, uma massagem neozelandesa... Pois bem³, como eu disse, são sensações nunca vividas, indescritíveis, porém extasiantes (provenientes do êxtase, quase um orgasmo!). Mas na vida, os orgasmos são passageiros. Ao contrário do nosso conhecido “squirt”, um êxtase tem curto prazo. Cabendo a nós voltarmos ao mundo real após breves espasmos de alegria ou “serelepidez”. E porquê? Por que o êxtase é tão curto? Por que é tão ingrato para com nosso sorriso? De que valeu tudo aquilo que batalhamos por anos e em um intervalos de segundos ou minutos evaporou-se como um lança-perfume no carpete (momento pessoal)? O valor daquilo que lutamos por tanto tempo e conquistamos em segundos não pode ser atrelado ao curto êxtase, aquela garota que você conheceu não pode perder o encanto após a noite bem curtida (isso acontece, e como!), o êxtase deve ser correlacionado desde a primeira vez que você a viu, desde a primeira quebra de pescoço quando ela passou e deixou um doce rastro, o aroma de fêmea. Tudo é uma questão psicológica, nascemos e morreremos com a impressão: “o que é bom dura pouco!”. ERRADO! “o que é bom merece um brinde!” ... essa deveria ser a frase certa. Afinal tudo dura pouco. Amigos se vão, namoros se rompem, colegas se distanciam, faculdade se encerra, final de semana acaba, água quente esfria, sorvete derrete ... enfim, a vida é feita de refeições e digestões (parábola do Beto), curtir eh como uma comida (sem duplo sentido), felicidade exorbitante..e depois? Depois vem a digestão, ou seja, a moleza, o desânimo, a falta de vontade de se mexer. É isso meu caro, esse e o momento que hoje vivo, ontem tive o prazer, a alegria a divinal sensação de entregar a monografia! Mas e daí? Hoje tem que trabalhar... Você também, então não ria ... afinal serão apenas 5 segundos de êxtase passageiro.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma crônica anunciada (e não publicada)

Cotidiano.
É a nova doença que assola a humanidade? É resultado do capitalismo globalizado? É o ode à falta de criatividade?
Quem sabe...
Maria, Cristina e Paula. Mãe, filha e neta. As duas primeiras são esposas, a última será. Quer queira, quer não queira. O destino da pequena Paula está escrito. Muito antes de Cristina nascer.
O cotidiano foi quem escreveu.
Paulo, Renato e José. Neto, filho e pai, respectivamente. Independentes, burgueses e comuns.
Por mais que hoje em dia personalidade seja a cereja no bolo, o dinheiro determine sua história social, o padrão comum da família Silva sobrepunha-se.
Todos eram (ou ao menos pareciam) ser quem eles queriam. Cada um deles tinha seu papel na sociedade, claramente definido. Ninguém dentro ou fora da família duvidada disso.
O cotidiano estava para a família Silva assim como a filosofia "Let it be" estava para os Beatles.
Não havia novo. Não havia surpresa.
Sua vida era como beijo sem vontade. Vida sem amizade. Amadurecimento sem saudade.
Sempre foi fácil acordar e fazer a mesma coisa de sempre. Mesmo a pequena Paula sentia isso. Se choro ganho o que preciso. Se mudo posso não conseguir o que quero, não? Por isso fazer sempre as mesmas coisas pelos mesmos resultados.
Era o cotidiano. Reinava sobre os Silva. Quando José e Maria casaram, sabiam que uma hora teriam filhos. Sabiam que uma hora trabalhariam. Nunca sabiam quando, mas sabiam que as coisas aconteceriam, mesmo sem saber o que seriam essas coisas. Mesmo sem falar um com o outro.
O cotidiano pegou José, Maria, seus filhos e seus netos no colo no momento que nasceram. Assoprou as velas no primeiro aniversário. Fez com que a noite caísse. O sol raiasse. O tempo passasse. A beleza da vida se fosse. Junto com o tempo.
Triste?
Imagine que sempre teve gente que invejou os Silva.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A vida sem vida

Nostalgia é a palavra de ordem dos últimos tempos.

Ora, as festas que mais fazem sucesso são aquelas que repetem músicas do passado (anos 70, 80). Os filmes de antigamente são regravados ou ainda continuados (Rocky VI, Rambo 29, Indiana Jones 75). A Literatura e outras formas de Arte estão cada vez mais decadentes. Os quadros mais valorizados não são os atuais e o livros mais vendidos são os de auto-ajuda.

Preliminarmente: não sou contra a auto-ajuda ou a nostalgia. Mas essa "febre" me leva a refletir.

O que faz com que se valorize hoje o que foi criado ontem? Onde está o valor do que é criado hoje?

Remixar músicas é um modo de dizer: "-Olha, eu não sou bom o suficiente para criar um hit como o que estou tocando, portanto "adaptá-lo-ei" a uma nova realidade!".

Às favas com a nova realidade. A nova realidade é fútil e pobre em criação?

Clássico é clássico e isso não se discute. Agora, utilizar-se do clássico para criar uma nova realidade é inferioridade intelectual.

Dizer que é "cult" porque lê, vê, ouve e veste o que era moda antigamente é um ode à incapacidade intelecto-cultural de atualmente.

Não vemos mais ninguém criando (leia-se: fazendo algo verdadeiramente novo). Vemos releituras e adaptações do que foi criado em outra época.

A sociedade carece de uma identificação própria destes tempos. E não me venha com essa ladainha de que a tecnologia e a Internet são o nosso legado. Ipod é a mesma merd@ que um walkman, que é a mesma coisa que um tocador de vinil, só com uma certa portabilidade e algumas outras funções. A Internet, se for um legado, é maldita. Ninguém mais conversa com um bom olho-no-olho.

A sociedade vive sem viver. Não contempla mais as belezas que outrora contemplava. Não admira o simples que outrora a destacava. Esquece o quanto é bom o contato com outras pessoas. Não valoriza o próximo, o novo, o criativo, o natural.

Quem quiser entender o texto de hoje adicione ao mesmo um pouco de conservante, algum suco em pó de sua preferência, peça para um amigo seu remixar e outro colocar no seu profile do Orkut como "about me". Se você achar que é mais uma bosta jogada na Internet, completamente sem sentido, lhe digo: muito obrigado por provar minha teoria que existem pessoas completamente alienadas e sem um pingo de personalidade.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Desequilíbrio Necessário

Belo texto de Teuso destruído pelo ananá do Peter...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Procrastinar, adiar, postergar, enrolar ... jeitinhos sutis de deixar de fazer algo!

Eu enrolo a namorada, tu posterga aquela DR, ele adia a visita à sogra, nós procrastinamos o retorno pra casa depois daquele churrasco com os amigos.

Há uma certa diferença entre isso tudo! Sente-se um certo teor de perigo em procrastinar algo, em deixar pra depois aquilo que se sabe que é inadiável.

O que resta é encarar que a procrastinação será sempre acompanhada de um momento muito desagradável.

Voltemos ao cidadão que procrastina seu regresso ao domicílio após uma noitada com belas garotas. A greve de sexo será a mesma, logo procrastinar é amadorismo. Um profissional simularia um seqüestro relâmpago.

Ao que procrastina a entrega da prova com nota baixa ao pai, estará adiando uma surra de fio de luz. O sensato suborna o professor.

Exibindo dois exemplos, fica mais fácil entender que procrastinar é foda! Lascar-se é inevitável, sentar no patê é uma escolha daqueles que fazem mal feito o que deveriam ter feito às escuras.

Procrastinar pode lhe render muito stress, ansiedade e distúrbios como nervosismo e suor. Ao invés de procrastinar aquela aproximação à vizinha, fale-a que te desperta o libido e provoca uma excitação de porco (orgasmo prolongado). Quanto à corrida, não procrastine! Ainda mais se tua vizinha for comprometida.

A procrastinação também tem seus pontos positivos. Você pode procrastinar aquela ida ao batismo do primo, aquele passeio à são José do sul do norte do oeste de Santa Luzia. Enfim, procrastinar às vezes pode ser a saída de quem entrou na casa de tolerância, contratou alguns serviços e viu que não tem dinheiro pra pagar. Nesse caso a procrastinação deveria ser substituída pelo excesso de atenção, não das garotas... mas pelos seguranças em torno de ti!

Portanto, meu amigo! Procrastinar é algo que faremos o resto de nossas vidas, adiar, deixar pra depois é excelente... Só advirto que procrastinar o ápice do prazer é mais arriscado que encarar tua vizinha no dia posterior.. quanto à greve de sexo, relaxe.. só não esqueça o dinheiro da próxima vez!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O orgulho de uma nação

Muitos momentos são importantes na vida de cada um de nós. Agora, poucos são tão importantes quanto o que presenciei ontem.
Noite mal dormida, interrompida pela ligação de um irmão dizendo: "-Vamos!". Correria, preparação e nervosismo até sair de casa e chegar ao local. Chegando lá restou o nervosismo. Dia frio, chuvoso e feio. Perfeito para entrar para a história.
Aos poucos via colegas chegando. Alguns tão nervosos quanto eu, outros confiantes. Todos com uma só vontade: "É hoje!".
O tempo passava, o frio aumentava, a chuva ia e vinha, e o sentimento de que algo estava por vir ocupava o nervosismo habitual.
Começa o jogo mais esperado do ano. A velha "touca" parte para cima, mas em pouco tempo é dominada por um time novo. Novo pois está aprendendo e consolidando uma imagem que batalhou por criar. Humildemente a Nação Colorada pede passagem no cenário futebolístico mundial. Gloriosamente crava seu nome na história.
O que aconteceu durante o jogo não precisa ser comentado aqui. Muito já foi dito, escrito e fotografado. Os feitos daqueles que marcaram 8 em um dos maiores rivais serão lembrados eternamente.
O que precisa ficar aqui é a emoção de presenciar um título regional ao lado de antigos amigos, familiares e 50 mil apaixonados pelo Clube do Povo. É abrir o jornal e ver estampada a foto do Capitão orgulhosamente batendo no peito, redimindo-se frente a torcida que o cobrou em momentos passados. É aprender que devemos fazer por merecer, e cantar o hino do Estado que dá o nome da competição. É atravessar o campo de cabeça baixa, aguardando o final para cantar com certeza de ser campeão. É raça. É alegria. É paixão.
Um dia conseguirei transmitir em palavras o sentimento que me tocou quando falei com meu pai por telefone, aos gritos, com um coro de 50 mil vozes gritando "Clemer" ao fundo, agradecendo por na tenra idade ter sido fardado com um manto vermelho.
Internacional é teu nome. Emocionante é tua história. Orgulhoso e eternamente agradecido eu sou.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O doce sabor da amizade.

É. Existem ditados piegas e populares que dizem mil coisas sobre a amizade, mas sempre giram no eixo “amigo” X “irmão que posso escolher” X “pessoa para todas as horas” X “blá, blá, blá”. Ora, é óbvio que o amigo é o irmão que escolho, que estará lá quando eu precisar e outras coisas boas. Na verdade é tudo isso e muito mais. Amigo é amigo e pronto. Parei para pensar e escrever este texto para homenagear um dos melhores amigos que tenho, que hoje faz aniversário e que me presenteia todos os dias com a sua amizade (e alguns dias presenteia os leitores com as pérolas que aqui posta, mas nem sempre). Digo que “amigo é amigo e pronto” pois o verdadeiro amigo não pode ser colocado em palavras. Talvez amigos não devessem ser chamados de amigos, e sim pelos seus nomes. Pelo nome pois este é a nossa identidade, e essa é única, como a amizade. Aliás, deveriam os amigos ser chamados pelos nossos nomes. Amigos, dentre muitas coisas, fazem bem para a gente. Nada mais justo chamar um amigo do meu nome, uma vez sendo ele que me faz melhor a cada dia. Ademais, minha identidade é composta também pela amizade que eu tenho. Em poucas palavras: sou o que sou pelos meus amigos. O reflexo de alguém que se preocupa comigo, que ajuda e que merece ser respeitado. Beto, amigo, parabéns. Não consigo descrever com palavras o sentido que a tua amizade tem para mim. Assim como não consigo te descrever como pessoa, como sou grato e como não entendes nada sobre Los Hermanos. Vamos tentar com metáforas: a amizade do Beto é como o pôr-do-sol no Guaíba no domingo de tarde, como uma cerveja bem gelada no final do expediente, como acordar (tarde) com o rádio relógio tocando aquela música que te remete às melhores sensações do mundo, como um churrasco com um pernilzinho de cordeiro, uma picanha bovina e uma costela suína (feito ao fogo de lenha), como o carro que faz 45 km com meio litro de gasolina (comum), como sair atrasado para o trabalho e pegar todas as sinaleiras abertas e o trânsito livre (e estacionar na vaga na frente da empresa), como encontrar a colega de trabalho mais gata no elevador (e ficar preso com ela), como ganhar na loteria, como o Inter ganhar o Mundial. Enfim, como o Beto. Parabéns.
 
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