terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Vicente e Janaína - Parte 1

Vicente: trabalha como servente, é crente e gosta de gente. Tudo nele é como a rima, simples e perfeitamente sincronizado. Janaína: é independente, e maluca, literalmente. Fazia moldes de dentes, e largou tudo para entrar no exército. Foi expulsa por “inadequação”. Hoje é instrutora de luta greco-romana para os profissionais do Bope. Quem tentasse imaginar um relacionamento entre Janaína e Vicente pensaria que um está para o outro assim como a melancia está para o leite, a cruz para o Diabo e a criança ranhenta e chorona para aquela sessão de cinema de um filme que você está louco para ver (e só conseguiu naquele horário). A vida de Vicente seria um ótimo modelo para inúmeros filmes/livros/contos. Ex-jogador profissional de poker, teve passagens pela polícia por furto e rufianismo e é pai de 8 filhos (dos quais ele só sabe de 2). A família, obviamente (e por motivos literários) é humilde. O pai saiu de casa quando Vicente tinha 2 anos, e a mãe teve que sustentar a família de 5 pessoas com o seu emprego de diarista. Até que não era muito difícil, não fosse o alcoolismo... Janaina era uma patricinha. Assumida. Fendi e Prada eram trocados para ela. A família inteira era rica. Seu avô era banqueiro, e montou um banco de investimentos para o filho. Sua mãe vinha do interior, e a família possuía fazendas no país inteiro, onde criavam gado para corte e cana para produção de álcool. Viajou o mundo inteiro umas 3 vezes, estudou fora do país e aos 22 anos era ortodontista, com especialização em moldes dentários feita na Inglaterra. Vicente era o filho do demo. Vivia brigando e enchendo a cara. Numa noitada qualquer, em um buteco não muito diferente, aprendeu a jogar poker. Foi o que lhe rendeu dinheiro e sustentou a família por um tempo. Sustentou, também, outro vício: mulheres. Era tão galinha que não se contentou em dormir com uma ou duas mulheres diferentes por noite, virando rufião. Tirava meninas insatisfeitas de classe média de suas casas, garantindo-lhes dinheiro fácil (por apenas algumas “massagens”). Uma vez até fez uma proposta para Janaína, ao topar com ela em um sinal de trânsito, mas nenhum dos dois lembra disso.

1 comentários:

memiselfandk disse...

Que legal o blog de vocês meninos, tenho um também e mechendo em algumas coisas achei vocês sem querer, li alguns dos posts e achei interessantíssimo por isso quis comentar principalmente nesse ultimo já que meu atual post é bem parecido...queria muito que passassem por lá pois vejo o quanto vcs escrevem bem e queria mesmo 1 opnião, pq sempre escrevi mas nunca publiquei e essa semana resolvi como que de repente!
mas ta bom..então é isso!
Obrigada e parabéns!
Abraços!

 
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