segunda-feira, 10 de março de 2008

Vicente e Janaína - a continuação (parte II)

Janaína, muito embora fosse milionária, era simples. Humildade era sua maior característica. Sempre planejava tudo, era organizada e toda certinha, até demais. Quando voltou de sua especialização, seus amigos e parentes organizaram um happy-hour para ela. Por alguma coisa inexplicável, ela errou o endereço e foi parar em uma festa de góticos. Loira e chique (como sempre), ao adentrar o recinto, a festa parou (como aquele velho clichê de filmes da Sessão da Tarde). Aí tudo mudou, a casa caiu. Como constantemente bebia, Vicente eventualmente perdia na mesa de jogo, o que fez com sua carreira profissional acabasse precocemente (o que para ele foi bom, pois assim tinha mais tempo para suas festanças e suas mulheres). Mas o jogo estava no rapaz e, mesmo fora do circuito profissional, jogava por diversão. Nessas ocasiões, pelo hábito de jogar bêbado, perdia muito, e furtava dos outros jogadores, achando que assim conseguiria recuperar-se. Certa feita, foi surpreendido e tomou uma surra, acabando preso (sim, o jogador que o flagrou era policial). Janaína ficou chocada com o que viu. Toda de rosa, com batom com brilho e jóias chamativas, claramente se destacava naquela festa onde todos vestiam preto. Drogados, os freqüentadores da festa impediram que ela saísse. Depois de gritar, espernear e gritar por socorro, acabou desmaiando. Os góticos, então, deram-lhe LSD. Quando Janaína acordou, a festa tinha um elefante, alguns duendes circulando e cores chamativas, fora o som, que tinha sido substituído por um funk pegado! Não preciso dizer que a moça extravasou. Quando entrou na cadeia, após inúmeras incursões noturnas e cheias de amor dos presos mais antigos, Vicente começou a repensar a sua vida.

1 comentários:

Beto disse...

E o drama toma conta do Sr. Peter ... Sinto um cheiro de autobiografia por aqui

até

 
Copyright 2010 pago bem!