terça-feira, 22 de abril de 2008

O doce sabor da amizade.

É. Existem ditados piegas e populares que dizem mil coisas sobre a amizade, mas sempre giram no eixo “amigo” X “irmão que posso escolher” X “pessoa para todas as horas” X “blá, blá, blá”. Ora, é óbvio que o amigo é o irmão que escolho, que estará lá quando eu precisar e outras coisas boas. Na verdade é tudo isso e muito mais. Amigo é amigo e pronto. Parei para pensar e escrever este texto para homenagear um dos melhores amigos que tenho, que hoje faz aniversário e que me presenteia todos os dias com a sua amizade (e alguns dias presenteia os leitores com as pérolas que aqui posta, mas nem sempre). Digo que “amigo é amigo e pronto” pois o verdadeiro amigo não pode ser colocado em palavras. Talvez amigos não devessem ser chamados de amigos, e sim pelos seus nomes. Pelo nome pois este é a nossa identidade, e essa é única, como a amizade. Aliás, deveriam os amigos ser chamados pelos nossos nomes. Amigos, dentre muitas coisas, fazem bem para a gente. Nada mais justo chamar um amigo do meu nome, uma vez sendo ele que me faz melhor a cada dia. Ademais, minha identidade é composta também pela amizade que eu tenho. Em poucas palavras: sou o que sou pelos meus amigos. O reflexo de alguém que se preocupa comigo, que ajuda e que merece ser respeitado. Beto, amigo, parabéns. Não consigo descrever com palavras o sentido que a tua amizade tem para mim. Assim como não consigo te descrever como pessoa, como sou grato e como não entendes nada sobre Los Hermanos. Vamos tentar com metáforas: a amizade do Beto é como o pôr-do-sol no Guaíba no domingo de tarde, como uma cerveja bem gelada no final do expediente, como acordar (tarde) com o rádio relógio tocando aquela música que te remete às melhores sensações do mundo, como um churrasco com um pernilzinho de cordeiro, uma picanha bovina e uma costela suína (feito ao fogo de lenha), como o carro que faz 45 km com meio litro de gasolina (comum), como sair atrasado para o trabalho e pegar todas as sinaleiras abertas e o trânsito livre (e estacionar na vaga na frente da empresa), como encontrar a colega de trabalho mais gata no elevador (e ficar preso com ela), como ganhar na loteria, como o Inter ganhar o Mundial. Enfim, como o Beto. Parabéns.

domingo, 13 de abril de 2008

A Despedida do Cara

E ae gurizada depois de um longo período de negociações vou começar a postar. Como a maioria dos heróis de hoje em dia ele é de carne e osso, pois tive a chance de vê-lo em ação a pouco tempo atrás, falo de Gustavo Kuerten, propulsor de meu amor pelo tênis e boa parte de minha adolescência. Guga esse ano está encerrando sua carreira, devido a uma séria lesão no quadril, que o atormenta a anos. Em sua primeira despedida ele jogou o torneio ATP Tour do Brasil, o qual ele foi o campeão em duas oportunidades. Logo em sua entrada na quadra percebeu-se a importância do momento, ele chorava, e com ele milhares de seguidores (inclusive eu). O seu adversário era o argentino Carlos Berlocq número 74 do mundo (sim isso é muito difícil de ser alcançado). O jogo iniciou parelho o Manézinho jogando como nos velhos tempos de número 1 do mundo, mas com o passar do tempo seu quadril foi mais forte do que sua grande fortaleza mental. Guga perdeu o jogo mas nos encheu de lições. Após o jogo, concedendo uma entrevista, emocionadíssimo, Guga comoveu a todos nós, abrindo seu coração ao vivo, para quem quisesse ouvir, agradeceu sua família, pediu desculpas pela derrota e garantiu "só estou largando porque não consigo mais" e no final de seu depoimento declarou-se para seu muito-mais-que-treinador Larri Passos ( que també chorava feito criança): "Dizem que eu sou gênio, mas o verdadeiro gênio é ele (Larri)". Bom os gênios se reconhecem. Gustavo Kuerten! Exemplo de determinação, coragem, garra, inteligência, carisma e equilibrio. Puro coração, e o coração nada mais é que a pureza da razão. Obs: essa semana ele estará na ativa aproveitem!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Isso é o nosso Presidente

"Não pude fazer (faculdade), num primeiro momento, porque não tive condição. No segundo momento, porque eu estava casado. No terceiro momento, porque era dirigente sindical. No quarto momento, porque virei presidente do PT. No quinto momento, porque virei presidente da República. Quem sabe no sexto momento, quando eu não for mais nada, quem sabe eu possa conseguir, através da universidade aberta, meu diploma?" Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentando o fato de não ter diploma universitário.
1. Num primeiro momento, nosso Presidente poderia dedicar-se a estudar, em casa, e passar em uma Universidade Pública, sem custos, como milhares de pessoas fazem em nosso país (por perceberem que uma formação superior é de fundamental importância pessoal e profissional). Claro que posso estar interpretando erroneamente nosso Presidente. Talvez ele quisesse fazer referência a condições de estudo, ou de tempo. Ora, será que isso também não seria possível com um pouco de organização e dedicação?
2. Coitado. Devemos mudar essa regra que pessoas casadas não podem cursar um curso superior. É um disparate a pessoa estudar e aprimorar seus conhecimentos, quando é casada. Que absurdo é esse? Desde quando "estar casado" impede alguém de estudar? Conheci pessoas que tinham um emprego árduo, eram casadas, tinham filhos, família com problemas, viagens de negócio, e ainda estudavam. E com dedicação.
3. Todo dirigente sindical dedica 100% do seu tempo à sua função? Não. Isso é óbvio. Nem padre faz isso. Mais uma vez faltou empenho ao nosso líder. Tenho a mais pura certeza que se estivesse conciliando as duas coisas, tanto sua função de dirigente sindical quanto o seu papel de estudante sairiam ganhando. Imagine o que este pilar de conhecimento e exemplo para a sociedade, que é hoje nosso Presidente, teria feito como dirigente sindical se à época estudasse?
4. Ora, ser dirigente de partido impede os estudos? Há alguma incompatibilidade no estatuto do PT que assim o proíba? Mais uma vez, conheço um político (sem nomes), altamente reconhecido e atuante, que durante o seu mandato AINDA ARRANJA TEMPO PARA FAZER UMA ESPECIALIZAÇÃO. Como isso?
5. Como Presidente da República creio ser impossível fazer um curso superior. Aqui tudo bem. Agora, o que não perdôo é fazer apologia à falta de estudo como fator que não determina o sucesso. Na posição em que Ele se encontra, deveria primar pelo exemplo, dizendo E mostrando que educação é a base de qualquer coisa.
6. Espero que o Lula nunca venha a fazer qualquer faculdade depois de virar mais nada. Imagina o peso morto na sala.
Imagina o ônus para o professor e para os colegas. O que alguém que não é nada agregaria aos outros? É meus queridos, é o que dá pensar só em si.
O Lula não fez Faculdade premeditadamente, pois nosso sistema político e social é cheio de brechas. Na verdade ele é um visionário. Enquanto muitas pessoas vivem encontrando um espaço para viver de maneira digna, ele visualizou uma freeway pela frente, e seguiu seu caminho da forma mais esperta e calma possível. Quem não tem, no mínimo, dedicação e senso de organização não pode ocupar o cargo máximo do Executivo brasileiro. Mas nem de longe, pombas.
Outra hora posto a continuação de Vicente e Janaína. Estou sem tempo para escrever pois estou estudando.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Manual Prático do motorista ofensivo

Quem pernoita ou mesmo de dia vaga pelas ruas das grandes metrópoles já está vacinado pelo caos motorizado que se encontra nas cidades do presente futuro. Já não é mais possível evitar arranhões ou estrume de cavalo no veículo. Tudo isso já saiu da nossa alçada, ou seja, dirigimos a DEUS dará. Portanto seria interessante seguir o guia prático do motorista “espertinho”, ou melhor, do motorista digamos Visionário. Você vai precisar de: Um gato entre a vida e a morte; Um machado sem fio; Um kilo de laranja do céu; Meia dúzia de ovos da semana passada; Dois limões tahiti 200g de nitroglicerina Você deve estar se perguntando: -“Para que tantos materiais de necessidade básica?” Saia de casa com todo material no porta-malas menos os itens 1 e 2, pois o gato e o machado são itens da sua cesta básica, ou seja, itens de sua maior necessidade. Certifique-se que o gato não se mova mais que o raio de seu corpo e coloque-o no chão do lado do carona Assim que entrar na rodovia tente fazer a primeira ultrapassagem. Caso não obtenha sucesso, prepare seu primeiro condimento. Segure o gato pelo rabo e gire-o fazendo com que sua cabeça encontre o Machado sem fio (gentileza notar que o machado está sem fio para não causar cortes!!!), assegure-se que seja um gato morto e lance-o como um saco de água no seu algoz atrasando um pouquinho a vida do seu mais novo “colega”. Continue preservando sua tranqüilidade interior e, na primeira parada, busque seu kit da paz no porta-malas para estar ciente de que ninguém perturbará sua tranqüila ida ao trabalho. Aumente o volume ao som de Kenny G para entrar em alfa. Caso algum motociclista lhe force a lateral, abaixe-se no banco e simule pegar uma arma ou algum objeto intimidante. Sorrateiramente colha uma laranja do seu pomar móvel e lance o projétil no capacete. Tal estrondo deve causar algum efeito neural que por cinco segundos eu garanto que ele dormirá (isso funciona tão bem quanto o gato). Livre de dois amigos, você terá uma highway à sua frente, e quando na faixa de pedestres alguém se atravessar, não poupe os ovos e doe-os com demasiada força sempre com o pensamento de suprir a fome alheia. Pronto, vocês está na rua do seu trabalho e quem está na sua vaga? É, eu também não sei! Mas tenho a certeza que é o momento exato dos limões entrarem em ação. Insira delicadamente os limões no escapamento do veículo. Assegurando que se você não pode estacionar, pelo menos seu “parceiro” terá de regressar de coletivo. A paz de espírito mais uma vez é renovada, fruto do planejamento estratégico e da inteligência em prol da praticidade aliada à eficácia matinal. Trabalhe como um touro, afinal você poupou energias visando a própria felicidade. Vá embora pelo mesmo percurso com a nitroglicerina a tiracolo. Procure o primeiro engarrafamento e aguarde insistentemente a primeira brecha de acostamento. Com um cálculo seguro verifique se é possível fugir por ali. Abra o vidro cuidadosamente e arremesse a nitroglicerina para trás. Feche o vidro ligue o rádio e finja que é mais um acidente. Termine seu dia com o dever cumprido de não ter prejudicado a ninguém e durma com a consciência de alguém que não fez nada mais que sua obrigação.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O CAROÇO DA AZEITONA

Já dizia o poeta Mário Quintana, “...eles passarão eu passarinho” ... E daí? Eu passarinho, você urubu, ela ave-de-rapina. Mas o que se leva disso tudo? Quem realmente alguma vez compreendeu o que se passava na mente de Quintana? Concordo que ele tenha sido um bom poeta, um ícone gaúcho. Mas emocionar-se com essa frase? Pudera!!! Assim como o caroço da azeitona, o excedente não excede, só complementa aquilo que já era previsto exceder. Em uma população aonde a cultura não é valorizada, já não me espanto com a quantidade de areia que deposita-se mensalmente nos meus olhos. É creu pra cá, é agachadinha pra lá e o brasileiro continua a culpar o caroço da azeitona. Em um ambiente que valoriza a falta de moral e a ausência de conteúdo não surpreende o encontro com uma geração vazia, sem poder de argumentação ou sequer capaz de escrever um singelo texto desprovido de erros de português. O que seria do Brasil sem as modalidades depravadas? Certamente seria o país de Gales, abençoado pelo lado cultural e provido de gente culta. Mas não, o Brasil não pode viver sem a baixaria dominical, sem a falta de pudor diária ou sem a glória ao desconhecido. Fato que me surpreende é a notícia de que dois deputados brasileiros entraram com uma ação contra a Rede Globo pedindo uma revisão nos critérios na votação de eliminação do BBB. Efetuei um minuto de silencio por conta da minha ira e pensei: “-Um deputado eleito pela democracia (a tão suada democracia) importa-se com o BBB?”. Já cansei de discutir, já cansei de tentar mudar a mentalidade das pessoas que compram o pay-per-view desse programa, e adivinha o que ouvi de uma analista de marketing? “-Assistir ao BBB é bom para entender o que se passa na mente das pessoas!”. Movi mais um minuto de silêncio por conta dos graduados de papel. Mas remar contra a maré não adianta. Recolhi meus remos, guardei a vela e todos os artifícios que supostamente me tirariam desse mar “morto”. Pois bem, notei que eu estava fora de moda. E um terceiro minuto de silêncio foi em vão. Afinal são poucos (e parabenizados) aqueles que criticam essa mídia “baixa”. Depois não adianta reclamar. Profissionais fracos, autoridades despreparadas, pais alienados, filhos mal educados... Todos juntos constituem uma parcela do caroço da azeitona, fruto do transbordo da salada da ignorância.
 
Copyright 2010 pago bem!