quarta-feira, 25 de junho de 2008

Transformando Limão em Limonada

Hoje acordei atrasado, gripado e com diarréia. A primeira coisa que veio em minha cabeça foi: que dia de merda que vai ser!! Como vou aguentar até a noite na lida diária? Pra piorar a situação olhei pela janela e vi aquele tempo completamente encoberto e com uma neblina baixíssima! Mas para meu completo espanto um lindo sol se abriu e mudou completamente meu estado de espírito. O dia foi super produtivo, apesar das adversidades, graças ao sol! Mas e se tivesse chuvido? Será que minha previsão se concretizaria? Tudo seria uma merda? Não sei, mas é daí que quero tirar uma conclusão. No meu dia-dia escuto muitas desculpas tipo: "meu dedão tá com uma bolha", "meu pai tá enchendo muito meu saco!'', " minha direita não anda!", "tá muito quente (ou frio)" etc... Ora, dificuldades e problemas quase sempre acontecerão, se os nossos dias forem bons somente quando estiver tudo perfeitamente em ordem aí realmente teremos centenas de dias de merda e pouquíssimos dias bons. A capacidade de superação é algo indispensável para o sucesso, o Felipe Massa, por exemplo nas duas primeiras corridas não pontuou e atualmente é o líder do campenoato ( desculpa peter, é difícil fugir do esporte, pelo menos não tem saibro no meio), o Lula veio do nada e hoje é o Presidente do Brasil, Guga perdeu o pai com nove anos ( taí o saibro ), ontem vi um rapaz com paralisia cerebral, que mal consegue ver, que está se formando em jornalismo, exemplos não faltam, garanto que cada um tenha o seu também... Desculpas sempre existirão, e admito é muito mais fácil dar uma do que superar os obstáculos! O sol nem sempre vai aparecer, mas o limão vai estar sempre lá, querendo virar limonada!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O doce sabor do alívio

Não há nada melhor que a sensação de dever cumprido, da conta paga, do “tcc entregue”. Pois bem, na vida presenciamos sensações que são indescritíveis. Quem nunca esteve prestes a urinar nos membros inferiores e, a tempo, conseguiu “jatear” no vaso sanitário? Pois bem², é um yoga longitudinal, um tantra egípcio, uma massagem neozelandesa... Pois bem³, como eu disse, são sensações nunca vividas, indescritíveis, porém extasiantes (provenientes do êxtase, quase um orgasmo!). Mas na vida, os orgasmos são passageiros. Ao contrário do nosso conhecido “squirt”, um êxtase tem curto prazo. Cabendo a nós voltarmos ao mundo real após breves espasmos de alegria ou “serelepidez”. E porquê? Por que o êxtase é tão curto? Por que é tão ingrato para com nosso sorriso? De que valeu tudo aquilo que batalhamos por anos e em um intervalos de segundos ou minutos evaporou-se como um lança-perfume no carpete (momento pessoal)? O valor daquilo que lutamos por tanto tempo e conquistamos em segundos não pode ser atrelado ao curto êxtase, aquela garota que você conheceu não pode perder o encanto após a noite bem curtida (isso acontece, e como!), o êxtase deve ser correlacionado desde a primeira vez que você a viu, desde a primeira quebra de pescoço quando ela passou e deixou um doce rastro, o aroma de fêmea. Tudo é uma questão psicológica, nascemos e morreremos com a impressão: “o que é bom dura pouco!”. ERRADO! “o que é bom merece um brinde!” ... essa deveria ser a frase certa. Afinal tudo dura pouco. Amigos se vão, namoros se rompem, colegas se distanciam, faculdade se encerra, final de semana acaba, água quente esfria, sorvete derrete ... enfim, a vida é feita de refeições e digestões (parábola do Beto), curtir eh como uma comida (sem duplo sentido), felicidade exorbitante..e depois? Depois vem a digestão, ou seja, a moleza, o desânimo, a falta de vontade de se mexer. É isso meu caro, esse e o momento que hoje vivo, ontem tive o prazer, a alegria a divinal sensação de entregar a monografia! Mas e daí? Hoje tem que trabalhar... Você também, então não ria ... afinal serão apenas 5 segundos de êxtase passageiro.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma crônica anunciada (e não publicada)

Cotidiano.
É a nova doença que assola a humanidade? É resultado do capitalismo globalizado? É o ode à falta de criatividade?
Quem sabe...
Maria, Cristina e Paula. Mãe, filha e neta. As duas primeiras são esposas, a última será. Quer queira, quer não queira. O destino da pequena Paula está escrito. Muito antes de Cristina nascer.
O cotidiano foi quem escreveu.
Paulo, Renato e José. Neto, filho e pai, respectivamente. Independentes, burgueses e comuns.
Por mais que hoje em dia personalidade seja a cereja no bolo, o dinheiro determine sua história social, o padrão comum da família Silva sobrepunha-se.
Todos eram (ou ao menos pareciam) ser quem eles queriam. Cada um deles tinha seu papel na sociedade, claramente definido. Ninguém dentro ou fora da família duvidada disso.
O cotidiano estava para a família Silva assim como a filosofia "Let it be" estava para os Beatles.
Não havia novo. Não havia surpresa.
Sua vida era como beijo sem vontade. Vida sem amizade. Amadurecimento sem saudade.
Sempre foi fácil acordar e fazer a mesma coisa de sempre. Mesmo a pequena Paula sentia isso. Se choro ganho o que preciso. Se mudo posso não conseguir o que quero, não? Por isso fazer sempre as mesmas coisas pelos mesmos resultados.
Era o cotidiano. Reinava sobre os Silva. Quando José e Maria casaram, sabiam que uma hora teriam filhos. Sabiam que uma hora trabalhariam. Nunca sabiam quando, mas sabiam que as coisas aconteceriam, mesmo sem saber o que seriam essas coisas. Mesmo sem falar um com o outro.
O cotidiano pegou José, Maria, seus filhos e seus netos no colo no momento que nasceram. Assoprou as velas no primeiro aniversário. Fez com que a noite caísse. O sol raiasse. O tempo passasse. A beleza da vida se fosse. Junto com o tempo.
Triste?
Imagine que sempre teve gente que invejou os Silva.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A vida sem vida

Nostalgia é a palavra de ordem dos últimos tempos.

Ora, as festas que mais fazem sucesso são aquelas que repetem músicas do passado (anos 70, 80). Os filmes de antigamente são regravados ou ainda continuados (Rocky VI, Rambo 29, Indiana Jones 75). A Literatura e outras formas de Arte estão cada vez mais decadentes. Os quadros mais valorizados não são os atuais e o livros mais vendidos são os de auto-ajuda.

Preliminarmente: não sou contra a auto-ajuda ou a nostalgia. Mas essa "febre" me leva a refletir.

O que faz com que se valorize hoje o que foi criado ontem? Onde está o valor do que é criado hoje?

Remixar músicas é um modo de dizer: "-Olha, eu não sou bom o suficiente para criar um hit como o que estou tocando, portanto "adaptá-lo-ei" a uma nova realidade!".

Às favas com a nova realidade. A nova realidade é fútil e pobre em criação?

Clássico é clássico e isso não se discute. Agora, utilizar-se do clássico para criar uma nova realidade é inferioridade intelectual.

Dizer que é "cult" porque lê, vê, ouve e veste o que era moda antigamente é um ode à incapacidade intelecto-cultural de atualmente.

Não vemos mais ninguém criando (leia-se: fazendo algo verdadeiramente novo). Vemos releituras e adaptações do que foi criado em outra época.

A sociedade carece de uma identificação própria destes tempos. E não me venha com essa ladainha de que a tecnologia e a Internet são o nosso legado. Ipod é a mesma merd@ que um walkman, que é a mesma coisa que um tocador de vinil, só com uma certa portabilidade e algumas outras funções. A Internet, se for um legado, é maldita. Ninguém mais conversa com um bom olho-no-olho.

A sociedade vive sem viver. Não contempla mais as belezas que outrora contemplava. Não admira o simples que outrora a destacava. Esquece o quanto é bom o contato com outras pessoas. Não valoriza o próximo, o novo, o criativo, o natural.

Quem quiser entender o texto de hoje adicione ao mesmo um pouco de conservante, algum suco em pó de sua preferência, peça para um amigo seu remixar e outro colocar no seu profile do Orkut como "about me". Se você achar que é mais uma bosta jogada na Internet, completamente sem sentido, lhe digo: muito obrigado por provar minha teoria que existem pessoas completamente alienadas e sem um pingo de personalidade.

 
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