quinta-feira, 3 de julho de 2008

Utopia

Perniciosamente afirmo: a vida é utópica.
Não me lembro bem qual propaganda atual diz que quando nos apaixonamos por alguém, não nos apaixonamos pela pessoa física, e sim por uma projeção. Concluo: amor é utópico.
Quando votamos em algum político, votamos nas promessas utópicas que ele faz. Concluo: política é utópica.
A vida em sociedade faz com que depositemos em outras pessoas expectativas de conduta, as quais nunca são atingidas. Concluo: a sociedade é utópica.
Artistas fazem suas obras com base nas suas idéias, buscando um objetivo. Quando estudamos o objeto artístico, dificilmente nos deparamos com a idéia do autor, e nunca atingimos o objetivo dele. Concluo: arte é utópica.
Mente aquele que afirma que conseguiu chegar aonde queria. É da natureza do ser humano querer sempre mais. É da natureza humana a utopia.
A utopia é a quimera humana? Não. Nascer é.
A utopia nos mantêm vivo. Ativo. Buscando atingir objetivos.
Quando nascemos entramos em um mundo de fantasia. Nossas, dos outros, de quem quer que seja. A utopia está aí para todos, é inafastável. A quimera existe quando alguém, responsavelmente ou não, escolhe colocar mais alguém no mundo. Agora, já que este alguém nasceu, seja bem-vindo à Utopia.
Quem sabe a origem do signo "utopia"?
Um pouco de pesquisa e verá que nada mais é do que um antônimo de Brasil (na sua pior assepsia).

1 comentários:

Beto disse...

Pedro sair do armário é utopia!

 
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