segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Diário de uma garota de Bailão

Era uma tarde de domingo, um calor de derreter e Vânia teimava em permanecer ao lado do telefone. Uma ligação, um simples toque a cobrar... não importava o modo, e sim o quê! Vânia aguardava ansiosamente a ligação to sujeito que outrora havia conhecido. Como não era uma garota de se jogar fora, Vã, como era conhecida pelas boas línguas de seu bairro, vestia decotes e abusava de sua forma cilíndrica de ser. Por mais que sua silhueta não lhe favorecesse, insistia nas suas calças de suplex. Vaninha para o pessoal do bar, Vanão para os garotos da “obra” e Vaninha língua na virilha para os vizinhos da COHAB. Por mais que a pizza embaixo do braço teimasse em perdurar, Vânia insistia em ouvir ensaios do toque de seu celular, o famoso ‘ring ring’ que traria a felicidade ao paradeiro de Vânia, seu JK embolorado pelo suor exacerbado. Dez, onze, meia noite... Vânia acabara de devorar mais um pacote de milhopã e dois litros de fruki cola quando seu telefone toca. Milhopã no ouvido, fruki na mão... celular na boca! Alguns contratempos e um ALÔ? ... Não era Uéslei, era engano! Vânia irrita-se e joga seu celular na parede, termina o milhopã com refrigerante, afinal concretar o estômago lhe traria mais satisfação que esperar um pobre ordinário disposto a brincar com seus sinceros sentimentos. Valorização, pensou ela! Foi em um instante que se arrumou, a produção tomou conta de sua pessoa. Lingerie? Que nada, estava disposta a ser clicada ao vento ... Sandália? Que nada, um salto 15 lhe favoreceria o glúteo avantajado... Soutien? Que nada... Estava disposta a participar do concurso gata molhada. Pois bem, Vaninha decidiu construir seu castelo com as pedras alheias, utilizar a senha / catraca / fila ... enfim, aflorou seu espírito orkuteiro e decidiu sair à caçada. Adentrando o baile, Uéslei .... ninguém menos que Uéslei atinge a íris de Vânia em um sorrateiro vislumbre repentino. A desilusão toma conta de Vã... meia volta, jogo de cabelos, e um pragmático humpf! Nossa protagonista atravessou a rua e adentrou o drink da Débora, aonde até hoje atende como Marcinha Britadeira, cobrando a bagatela de R$ 30,00 por meia hora de desejo.

6 comentários:

Teuso disse...

Esse definitivamente é o beto!!!

Peter disse...

Meeesssstreeee!!!!

nanda_nery@hotmail.com disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Nery disse...

Oi

nanda_nery@hotmail.com disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Nery disse...

Vc é sensacionalllllllllllll!!!!!!!!
Beto tb é culturaaaaa
Bjo no ♥!!!

 
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