sábado, 31 de janeiro de 2009

A Administração de Expectativas

Olá caro leitor, você não faz idéia de como esse texto brotou em minha ilustre inspiração entre cervejas e torpedos de siri. Mas valendo-se de aperitivos, o que segue daria assunto para um jantar inteiro. É impressionante como uma semana vaga (leia-se ociosa) pode influenciar e quiçá doutrinar novos rumos (leia-se fazer algo pela vida). Em uma semana pude notar quão amador sou na administração de minhas expectativas, mas não me sinto um tolo afinal podemos viver, viver e viver... e nunca saberemos administrar nossas expectativas com notória sapiência, com uma voraz vontade de viver o amanhã antes de hoje (leia-se comer cru). Pode ser insatisfatório, mas uma expectativa, quando não agradável, traz lições e uma bela valorização do ego. A arte de administrar expectativas pode enaltecer um momento, aguçar o paladar, tornar 1 real em um milhão, valorizar pessoas, promover encontros, etc. Indo para o lado inverso da frase acima, uma perspectiva mal valorizada carrega resquícios que talvez se tornem argumentos desfavoráveis no momento de uma concretização. Houve um fato, semanas atrás, que poderia ser considerado corriqueiro não fosse o momento. Dentro de um carro, na saída de uma festa, um diálogo em movimento retilíneo uniforme nem esboçou uma saída pela tangente. Fato esse que, sem expectativa (nada sóbrio), jamais imaginei passar por alguma situação semelhante, positiva e bem recordada. Pois bem, contrariando a lógica, momentos como esses devem ser lembrados pois tratando-se de uma administração, não houve e sequer foi esboçado qualquer comportamento que beneficiasse o fato. Expectativas, frustrações, devaneios... sim, começa no fim, termina no início e eu já nem sei mais qual a expectativa para o fim do mesmo. No final de semana que se passou, escutei algumas canções que me trouxeram a devida inspiração para que o assunto viesse à tona. Entre palavras e outras, percebi que:
  • Esperamos demais por coisas de menos;
  • A expectativa pode nos deixar deveras cegos;
  • Uma expectativa bem administrada produz bons frutos.

De tudo isso, nada além de esperar pode ser feito. O viver sem pressa é uma metáfora muito difícil de ser colocada em prática, afinal se todos levassem à risca, não existiriam financiamentos, prestações, casas Bahia, lojas do Aldo. O dom do ser humano, de poder refletir sobre suas esperanças, sobre o tamanho de suas expectativas, traduz o verdadeiro sentido de evitar um descaso do destino, uma peça pregada pela doce ilusão de criar o impossível. Caso a arte de administrar expectativas, felicidades e anseios, seja bem compreendida e corretamente colocada em prática, certamente o autocontrole será possível, a angústia será desprezada e, com certeza, suas unhas permanecerão intactas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O que fazer?

Esses dias recebi um e-mail mostrando as atrocidades que estão sendo feitas na faixa de Gaza, eram várias fotos mostrando soldados (para nós ocidentais, terroristas) e civis entre eles crianças e mulheres palestinos sendo massacrados pelo poder bélico israelense (apoiado pelos EUA), o que me chamou a atenção para o que estava acontecendo. Não vou entrar no mérito político e religioso da questão, mas centenas, ou talvez milhares de palestinos inocentes foram mortos vítimas de uma guerra desleal. Os mísseis israelenses tem uma tecnologia que permite uma precisão milimétrica, ao contrário dos foguetes palestinos. Talvez o maior problema seja que os soldados do Hamas estão infiltrados no meio do povo palestino, e Israel, mesmo sabendo que matará mais inocentes que inimigos, seguiu bombardeando. Ok, o Hamas é uma organização ilegal e considerada terrorista pela maioria das potências mundiais, que quer de volta para palestina o território ocupado pelo estado de Israel, nem que para isso seja preciso suicidar-se e matar inocentes. Talvez não exista um lado certo, mas com certeza esses bombardeios mostraram o retrocesso da sociedade, principalmente a ocidental, que mantém-se ocupada com reality shows e banalidades enquanto famílias são dizimadas. Isso tudo me fez pensar sobre como nos preocupamos tanto com os nossos problemas, tão pequenos perto de tudo isso, não que não sejam importantes. E esquecemos o dos outros, esquecemos de olhar para o lado e ficamos dentro de nosso casulo. O que fazer?Como ajudar? Não sei, talvez sejamos incapazes de ajudar algo tão distante de nós ( é o que preferimos pensar ). Mas vale a reflexão, talvez começando pelas pessoas próximas a nós possamos aprender a olhar para o lado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Relacionamentos

Amor e paixão são sinônimos e antônimos. Se é da paixão que nasce o amor, ou do amor que nasce a paixão ninguém nunca conseguirá responder. A única certeza é que de um dos dois é que nascem os relacionamentos. Estes só se mantêm com base em uma coisa, simples: saber. Saber olhar, ouvir, sentir e conversar. Saber que no outro alguma coisa te atrai, te puxa, mas não saber explicar. Saber aquilo que o outro precisa, e saber reconhecer o momento de mudar. É saber que alguma coisa linda, especial pode ser construída a qualquer tempo, nem que para isso seja preciso desconstruir. É saber coisas que não se esperava saber, e ficar sem saber o que fazer. Agir como um bobo, sem saber a razão. Não parar de pensar até descobrir a motivação. Ficar nervoso até saber o momento certo de... O saber (ou o não saber) motivam nossos atos. Dão-nos coragem para fazer coisas que trarão bons frutos, mesmo que no início seja difícil. Saber cria paixões/amores. Estes são podem ser medidos. Não podem ser comparados. Só vividos e aproveitados. Alguns duram anos. Outros a vida inteira. Alguns duram tão pouco que mal podem ser identificados. São vividos intensamente, e só serão reconhecidos como amor muito tempo depois. Iguais ou não, pouco importa. O relacionamento pode durar, pode acabar, pode evoluir. O passado sempre existirá. A lembrança deverá ficar Assim como as alegrias e as tristezas, que nos ensinam a... Saber é amar/apaixonar. É se relacionar. É, no final, ter a certeza de que o que desejas (consciente ou inconscientemente) vai dar certo. Não importa quando.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quando o Inesperado Acontece...

Poderia ser mais um post sobre um assunto vago, ou até com falta de propriedade, mas não! Só se pode comentar um fato tão marcante quando se passa por tal... E o inesperado aconteceu. De uma forma ou outra, ele dava indícios de que em breve chegaria e traria consigo lágrimas, choro e até o forte aperto no peito. O inesperado, quando chega, às vezes não vem sozinho, o que abre um uma bifurcação entre a notícia boa ou a ruim. Tratando-se de fatos, a inspiração desse texto é nada boa, eu diria que, pela minha “vasta” experiência de 23 anos, jamais pensei que seria tão difícil de compreendê-lo como deveria, embora já houvesse esboçado alguns pensamentos sobre a possibilidade de um “inesperado” a qualquer momento. Mas o fato de pensar, tentar se preparar de nada adianta quando o mesmo chega, da boca pra fora, dito e explicado, nunca conseguiria ser compreendido por alguém que não crê nele, pode ser desenhado e comprovado por cálculos, mas de que adianta? Se o que ouve não concorda e ainda compromete-se em desenvolver uma saída alternativa? Em vão. O inesperado nunca desembarca indeciso, é sempre impetuoso e disposto a motivar o crescimento, seja por bem ou por mal. Concordo que as atribuições que lhe dão são corretas: amadurecedor e fortificante do amor próprio, porém precisava ser tão dolorido? Precisava ter de nos mostrar uma vida tão bela antes disso, para então, trazer a notícia que logicamente jamais seria compreendida? É claro, que se o período antecedente fosse ruim, o inesperado já seria previsto, porém poderia ser evitado. No caso implícito, o inesperado foi resultante de um ano e meio de ótimo convívio, belos momentos, muitas fotos e eternas lembranças. Registros, esses, que são lembrados a cada madrugada, a cada passo pela casa, na abertura do guarda roupa ou até mesmo em um simples passeio de carro. Nesse meio tempo, todo as negociações tomaram conta de mim, as doações então! tamanha a quantidade das mesmas... Sem arrependimentos, remorsos ou raiva, o que fica são as lembranças rodeadas pela esperança de um dia serem vividas novamente, afinal a experiência que as trouxeram tornaram o momento muito feliz, porém acompanhado de um término totalmente inesperado.
 
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