sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dúvidas Essenciais

Estava lendo coisas antigas escritas por mim, notei que é um ótimo meio de descobrirmos como éramos. Constatei que eu era um guri sonhador e ingênuo mas tinha as minhas certezas. Sem falsa modéstia impressionei-me com minha maturidade, isso por volta dos 18 anos. Tinha vários objetivos e sentimentos puros. Com o passar dos anos minha essência manteve-se a mesma, mas a experiência me tornou um pouco mais duro. Alguns objetivos foram consolidados, mas não exatamente como eu imaginava. Eu e pessoas de minha volta (inclusive parceiros de blog) estamos pensando muito nisso ultimamente. Certezas que viram dúvidas e se diluem em horas e horas de filosofia intima. Tudo isso com certeza é muito benéfico para o desenvolvimento pessoal e muito natural em nossa fase da vida, os vinte e poucos anos. Algo que aprendi é que nesses momentos é que surgem idéias geniais, amadurecimento, crescimento. É o momento de decolar a carreira profissional e nos consolidarmos como seres humanos adultos. No texto que li escrito à uns seis anos atrás eu dizia que seguiria fazendo a coisa certa. O que é fazer a coisa certa? Acho que todos no nosso íntimo sabemos... É o que me proponho manter-me fazendo a coisa certa. Na época um mantra para mim (nostálgico eu?) era uma música do Renato Russo que dizia: “Se você quiser alguém em quem confiar/ Confie em si mesmo/ Quem acredita sempre alcança”. Passei um tempo com essa filosofia em “banho Maria”, mas hoje a tenho presente comigo. Sei que não quero endurecer, como muitas pessoas mais velhas que conheço, mas também não quero ser tão mole como era... Talvez o equilíbrio seja o ideal... O que me deixa mais seguro é uma fase atribuída a Sócrates por Platão: “Só sei que nada sei!”.

8 comentários:

Beto disse...

O grande dilema da sociedade moderna é saber em quem confiar... Após certos períodos, olhamos para trás e vemos que a confiança depositada pode ter sido em vão. Ao contrário de uma explanação e o entendimento posterior, evitar isso é impossível. O que resta é crer que se faz a coisa certa, afinal a recompensa (positiva ou negativa) certamente virá! p.s.: caberia uma risda irônica no final.hehehe
abs

A Publicitária disse...

Realmente, quem acredita, sempre alcança! E viva Renato Russo!!!

Tuguito disse...

É a "douta ignorância", Teuso.
Abraço!

Peter disse...

Para quem cozinha: o interno (a vã filosofia íntima) é que nem fazer bolo... tem que saber mexer para não abatumar.

Paradoxo é mato quando se vive, como podemos ver que o que te deixa seguro é a segurança que advem da insegurança.

Acho que endurecer é inevitável. É o acúmulo de experiência.

A diferença é endurecer com jogo de cintura. É endurecer e manter o sorriro jovial. É espiritualidade.

Peter disse...

by the way: tuguito? pouts

Peter disse...

by the way 2: bem vinda publicitária!

Beto disse...

Endurecer é um tanto satisfatório.
No modo natural, é claro!

Che Guevara disse...

Hay que endurecer, pero sin perder la ternura!

 
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