domingo, 1 de março de 2009

Carnaval

Saudoso Carnaval.. de marchinhas, é lógico! No interior de mim mesmo, penso que tenho por volta de 40 ou 50 anos, afinal não me encaixo no perfil do hoje, um carnaval high tech, globalizado, cheio de maracutaias eletrônicas e aquele famoso sonrisal do amor! Pois bem, sou um adorador das batidas eletrônicas, vivo no meio da ascendente globalização, porém não uso drogas. Serei o único saudosista do famoso carnaval de marchinhas? Invado-me com essa série de perguntas afinal presenciei um carnaval sem espírito de carnaval, outrora o mesmo tenha ocorrido na mesma época de foliões, reis momo e colombinas. Mas onde estava o clima carnavalesco? Nem sinal do mesmo, cada um na sua e sequer um mero trenzinho para alegrar o cidadão... Após o ingresso da festa notei que não passava de mais uma “vibe”, vazia de pierrôs ou “bandeiras branca”. Mas como quem está na chuva, resolvi molhar-me, e, definitivamente comprovei a ausência do espírito que move turistas, comércio, economia e diversos corações. Sedento por uma marcha, escutei diversos sons outrora já famosos. Pois bem, caro leitor do pagobem, nem tudo são flores ou banhos de espuma, a única certeza emplacada em minha lembrança são as famosas músicas tocadas e embaladas pelo suor excessivo dos foliões, pelos grupos formados aleatoriamente e pelos encontros ocasionados pelo furor de fevereiro... embora o carnaval já seja passado (em 2009), fica minha ansiedade por achar uma festa de verdade no ano que vem, uma que toque e repita inquietamente as baladinhas que uniram, relacionaram ou apresentaram os nossos avôs.

14 comentários:

Teuso disse...

Pô betinho! Quem faz a festa somos nós!! A parceria faz a força! Carnaval é só uma festa que todos acreditam que devem estar felizes! Ou seria eufóricos?

Peter disse...

Rá... não acredito que li esse comentário... "quem faz a festa somos nós"???

Nada contra, mas só quem viveu um carnaval de verdade (Carnaval Tradicional) sabe como isso faz falta...

Estamos deixando uma tradição morrer... Djs são legais... mas não no carvanal...

Pq as coisas chegaram a este ponto?

Peter disse...

FERNANDÃO CARVALHO!!!!!!!

Juliane Blue disse...

Tb adoro a nostalgia das marchinhas de carnaval...!

O blog está ótimo, reflexivo, bem humorado, leve e inteligente.

grande abraço

Teuso disse...

Cara pra mim marchinha e Dj é a mesma M!

Beto disse...

e a cabeleira do zezé, será que ele é?

Janete disse...

Como assim Betinho?

Até parece que não teve "trenzinho da alegria" no Gala Gay de SC...

Beijão bofe!

Natalix disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natalix disse...

Marchinhas boas eram as do Sílvio Santos há uma década. Aliás, lembram quando ele concorreu a presidente?

Beto disse...

Senhor a bravanel presidente.. seria o ROque seu respectivo vice?

Juro que perco o sono perante essa dúvida!

Nostálgico disse...

Não comparai uma banda de marchinhas com um DJ da puta que pariu tocando techno em pleno carnaval brasileiro. "Bota a camisinha, boa, meu amor..."

Peter disse...

Várias considerações:

1. O Sílvio presidente eu não lembro (acho que nem era vivo), mas lembro dele como tema de uma escola de samba... quem quer dinheiro????

2. Marchinhas de Carnaval são tradição, e estão morrendo...

3. Acho o fim da picada abrirem o espaço que antes era da felicidade (histórica) e da tradição do carnaval de blocos para uma festa eletrônica, onde as pessoas só sorriem se estão drogadas.

Sinceramente, marchinhas eram inteligentes, bem humoradas, e às vezes até com cunho social.

DJs são legais até certo ponto. Pouquíssimos criam, apenas mixam uma coisa criada por outro em uma outra música...

Cadê as fantasias? O humor? A tradição?

Talvez eu seja burro e não perceba que todas pessoas estejam fantasiadas. Poucos sorrisos, drogas, óculos escuros (de noite!!!), em um desfile de anabolizantes e silicones com pouquíssimo cérebro.

Jamais comparai carnaval tradicional com DJs.

Gosto dos dois, cada um no seu limite e em seu tempo.

Carnaval não é espaço para DJS, assim como raves não são espaço para Blocos.

Acho que estamos presenciando uma evolução cultural (ainda mais em nosso país), onde valoriza-se cada vez mais o menos: menos cultura, menos diferenças, menos personalidade, menos ambições, menos consciência social...

Seria triste se não fosse engraçado relembrar confetes, serpentinas, bandinhas, marchinhas, trenzinhos e fantasias (e nem falo do clima libidinoso, para não contaminar).

Natalix disse...

De fato, diminuir as diferenças a partir da "diminuição" da cultura é uma política atual bem transparente. Vide o ensino, por exemplo. Se não se está preparado para a faculdade, baixemos o nível desta. E assim por diante.

Peter disse...

Não diria que é uma política atual bem transparente, pois não acredito que a política mude a sociedade.

Acredito que a sociedade é que constrói a política.

Concordo que "é uma política atual", mas no sentido de que é o reflexo de uma sociedade pouco instruída, que pouco valoriza educação e acaba por eleger seus representantes.

 
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