segunda-feira, 23 de março de 2009

Do grito ao silêncio.

O tempo foi passando. Enquanto ia envelhecendo ia questionando muitas de suas atitudes pela vida. Não por coincidência, chegou o verão. Sua época preferida. Festas, bebidas, mulheres combinados em um clima perfeito. Sempre foi fã das noitadas, em especial as do verão. Exatamente no início do verão teve algumas mudanças repentinas em sua vida. Geralmente passava esta temporada alheio a qualquer tipo de pensamento mais sério. O verão que passou foi uma das raras exceções em sua vida. Foi diferente. Desde o começo foi diferente. As festas foram mais intensas. Alguns hábitos foram mudados. Vivia ouvindo gritos, aonde quer que fosse. Não eram gritos ruins, mas não saberia explicar. Era tudo muito diferente (talvez até um pouco novo). De certa forma gostava dos gritos. A insegurança latente era complementada pela sensação de estava sempre acompanhado. Eram os gritos que o seguiam. O verão foi passando, coisas foram acontecendo, mas os gritos continuavam. Os gritos o mudaram. Forjaram um homem no lugar daquele guri. Procurou a origem dos gritos. Queria poder agradecer àquele que vivia gritando. Àquele que em todos os momentos gritava aquilo que só ele ouvia. Aqueles gritos que fizeram com que ele continuasse pensando em sua vida, e aprendendo. Os gritos o ensinaram. O verão passou. Incólume. Seu verão passou. Distinto. Suas experiências de um verão diferente o marcaram, assim como os gritos que passou a ouvir. Os gritos que ouvia eram de seu coração. Só percebeu quando o silêncio tomou conta.

4 comentários:

Beto disse...

Essesz gritos geralmente ecoam e nunca somem, somente ficam no mudo. É o que chamo de ressonâncias, ou resquícios d algo que foi bom. Quem sabe esse teu verão fora realmente fortificante do que tu chamas, crescimento!

Abs

Rambo disse...

"Desculpa pra ser bicha, olê, olê, olá!"

Teuso disse...

Acho q o homem não nasceu preparado pras emoções... O amadurecimento é mais lento talvez por isso. Mas o que não nos mata nos fortalece! firme e forte!

McGyver disse...

Meu amigo.. essa tua parada é fácil de solucionar, difícil é desenvolver uma bomba com as mãos atadas. Aliás, alguém aí tem um chiclete, um clipe e uma bola de gude?

 
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