terça-feira, 19 de maio de 2009

A arte de virar o jogo

Mais conhecido como salvar a pele, livrar a cara, a arte de virar o jogo também pode ser compreendida como uma filosofia de vida, como um constante busca ao mérito de reverter uma situação desfavorável. O que preocupa (ou motiva) é o risco que se toma ao deparar-se com uma situação aonde se necessita inverter as vantagens ou, sobretudo, alavancar resultados para que, em suma, não se leve uma derrota, um toco, ou até mesmo uma aliança no chão. Acompanhada pela destreza e desenvoltura de quem sabe utilizar uma singela escada, a arte de virar o jogo consiste em um rito que se sobressai ao acúmulo dos degraus, afinal é imprescindível atingir o topo da mesma, caso contrário a derrota é recebida nos acréscimos. No mesmo modo que um jogo, essa arte é, corriqueiramente, confundida pela arte de iludir (quem sabe um futuro tópico). Virar o jogo não consiste em ludibriar um terceiro, engambelar um segundo, enrolar-se a si mesmo; consiste em utilizar fatos mal localizados e nada observados como fatos chave para que uma idéia seja compreendida por si só. Ainda assim, se a verdade não for totalmente compreendida e o placar não sofrer alterações, tente virar o jogo através de táticas perfumadas. Aí, leitor, você se pergunta! “What porra is that?”. Perfumar uma verdade, amanteigar uma história, abrilhantar um fato é tão simples como virar um jogo. Imagine uma frase qualquer e pense como injetar mais emoção, como traduzir tudo isso em uma oração que expresse mais envolvimento emocional. Tente utilizar palavras como: Nossa (emoção), expressões: Você não imagina (desperta curiosidade), trejeitos: Bah (bah). É claro que cada jogador é capaz de desenvolver suas próprias onomatopéias ou conjunções verbais para perfumar a sua história. Ser duro, intenso e sagaz também contribui para que uma verdade seja corretamente lapidada ou uma jogada possa ser efetuada com maestria. A contradição jamais poderá estar presente em um diálogo aonde haja a necessidade do jogador virar o jogo, estudos revelam que em jogo de contradições, o adversário sempre obtém a vitória nos pênaltis, ou seja, você está quase lá, porém na última contradição perde o jogo como um toque de Midas. Em um simples contato, tudo vai por água abaixo (em alguns casos, a pessoa veste-se e vai embora). Pois bem, a arte de virar o jogo é o conjunto de verdades perfumadas aonde o contexto do jogo influencia diretamente a posse de bola do jogador. De nada adianta uma jogada positiva aonde a posição de retranca iluda o mesmo, pensando que seja possível resgatar um resultado mostrando fragilidades e devaneios. Para o jogador que pretende virar o jogo, a equação precisa ser muito bem elaborada com embasamento tradicional, sempre almejando o troféu, mesmo que ele tenha uma previsão de premiação para o 13º jogo, afinal para esses casos, o interessante é praticar alguns amistosos.

3 comentários:

Poker dos Primos disse...

A tua arte de jogar não condiz com a ARTE que estou acustumada a pensar distorçe toda tua trama. EITA quanta palavra complicada.
Vou postar um link de redirecionamento para cá para podermos acompanhar o blog de vcs ;)
Big Beijao CLA.

Peter disse...

Firulismos não viram jogo.

O jogo vira o jogo.

Já viraste a casaca hoje, flor?

Teuso disse...

Pra virar o jogo tem que pensar em algo novo. Algo que não se tenha tentado ainda... Estratégia... Gritar uns vamos e suar sangue também surtem efeito! Se eles querem meu sangue, terão o meu sangue só no fim!

 
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