domingo, 28 de junho de 2009

Trova boa, Trova Ruim

Definitivamente... Não há uma trova perfeita, uma trova mágica, daquelas que fazem qualquer um boquiaberto ficar. Trova boa? Trova ruim? O que vale é o conjunto, seja ele de atitude + gestos ou capacidade de argumentação + coragem ... Chego a mais uma conclusão, através de minhas profundas teses, de que uma trova não passa de um rótulo do produto que todos procuram, ilusão!

Certo de que a trova muitas vezes ajuda, ainda creio que uma trova nada condiz com um Sim ou um Não .. Se a aparência agrada, se o papo é bom, então teremos um bom desfecho... Se nada contribui, certo que o toco virá à galope! Mas vejamos que eu digo trova e não assunto.

Entende-se por trova: balacobaco, artemanha, marotagem, firulas e godô!

Entende-se por assunto: diálogo, criatividade, intelecto e variedade de palavras.

Entende-se por aparência: roupa, hálito, nível alcoólico e equilíbrio.

Afinal, o que precede o Ok? Seria a combinação de boa vestimenta e uma balacobaco convincente? Uma bela tática e um nível alcoólico considerável? Criatividade de proporcionar um bate papo nada usual sem godô, mas com um equilíbrio invejável? Não sei! Não seria eu a melhor pessoa para esclarecer a dúvida que assola milhares de leitores do pagobem.com. Porém cabe uma constatação que, uma trova nem sempre é o sucesso de uma conquista, tanto quanto um chute bem dado não é sinônimo de gol. Taí, consegui uma metáfora que ilustrasse o que penso sobre o resumo da ópera.

Sempre acreditei que o sucesso da conquista está no interesse do outro, então a trova certamente não interferirá. Como um adorador da sinceridade no momento do approach, sou a favor da simplicidade em doses homeopáticas.

Mesmo que ainda existam aqueles que preferem uma bela trova para conseguir arrancar suspiros ou telefones, os fãs da singularidade geralmente obtêm resultados mais positivos no longo prazo.

Bem, mesmo sendo sincero ainda levas toco? A dica é freqüentar o blog do Pitanguy.

Boa Festa!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

I'm Burning!!!

Pra quem não viu (remix)

Pra quem não viu 171

domingo, 21 de junho de 2009

Schopenhauer

Se você, que é feliz, e ainda não leu Schopenhauer, continue sem ler. Além de ele dizer para não sonharmos com um futuro brilhante, ele diz que a felicidade é uma quimera e somente a dor e o fracasso que são reais. Segundo ele, nosso objetivo de vida não pode ser o de ser feliz, mas sim de ficar longe da dor e do sofrimento. É uma tremenda ducha de água fria. Sendo justo, admito que gostei um pouco de seu realismo, o sábio filósofo propõe que ao invés de nós ficarmos imaginando como seríamos felizes com aquilo que não temos mas queremos muito, nós pensarmos de como seria se não tivéssemos o que nós temos. Acho que essa é uma das maiores lições para sermos felizes! Ou não, porque a felicidade não existe! É só uma quimera!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lições.

Nostalgia é palavra de ordem. Principalmente quando se está apaixonado.

A maneira como aquele alguém que antes você mal conhecia toma conta de sua vida é incompreensível.

E a nostalgia? Simples. Ela entra quando passamos o dia lembrando os bons momentos em que o casal passou junto. Lembrando como foi/é a conquista. Lembrando como foi/é o amor. Lembrando as infinitas sensações experimentadas em cada minuto que se passou/passa abraçado.

Amor é invasão.

Um invade a alma do outro. Sem pedir licença, vai ocupando cada espaço, preenchendo vazios, iluminando a escuridão que existe em cada um de nós. Uma invasão que faz bem.

Bonito é perceber como o que antes era “eu” vira “nós”. O “eu” passa a pensar em como irá surpreender e agradar o “outro”, inconscientemente trazendo benefícios para o “nós”.

Mas quais são as lições que tiramos?

Todas as que queremos.

Aprendemos sem perceber.

Criar sempre uma bela expectativa: de como o outro estará vestido quando nos encontrarmos, de qual será o olhar quando abrir a porta para nós, de como será o beijo após um reencontro, como será que atenderá o telefone...

E sempre ser surpreendido. Por mais que eu crie uma expectativa formidável, sou sempre surpreendido.

Ela estará mais linda do que consigo imaginar. O olhar será sempre mais brilhante e penetrante. O beijo será sempre mais apaixonante. O “oi” será sempre mais carinhoso.

Com isso vamos aprendendo... a sermos surpreendidos. Quando somos surpreendidos aprendemos a surpreender.

Quando somos surpreendidos conhecemos outro detalhe, antes desconhecido, e que agora reforça todo o sentimento.

Paixão é invasão e surpresa. E lembranças.

Ser surpreendido com um e-mail no trabalho, uma foto, uma mensagem, uma ligação, uma música... e aprender com tudo isso.

Relacionamento é invasão e surpresa. São lembranças. É construção.

Sempre com a nostalgia. Os dias passam, os momentos que viram lembranças vão aumentando, as surpresas vão construindo, e somos a cada novo dia uma nova pessoa. Com novas sensações, novas aspirações, novas idéias e novas surpresas.

Sempre com novas lições. Prontos para ensinar e aprender. Prontos para ficarmos apaixonados novamente.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Presente.

Houve uma época em que o mundo era lindo. As pessoas eram felizes e completas, mas veja bem: eram.

As pessoas começaram a deixá-lo cinza. Suas mentes ocupadas pelo trabalho, pela solidão, pela ganância e por uma infinidade de pensamentos ruins foram sugando as cores que faziam parte de um cenário esplendoroso.

Veio a tristeza e a melancolia. O mundo, outrora lindo, agora era como seus habitantes: vazio.

Eis que surge um habitante diferente.

Perto dele os outros sentiam-se confiantes novamente. Sentiam a energia que emanava de seu corpo.

Ouviu-se dizer que ele não era daquele planeta.

Por onde passasse o mundo sentia a nostalgia daquele tempo em que era lindo. As pessoas relembravam velhas histórias, de quando sorriam e eram felizes. Completas.

Aquele habitante percebeu que tinha algo de especial. Descobriu sua missão e partiu em sua jornada.

Viajou o mundo inteiro. Conversou com todos os outros habitantes que encontrou. Criou histórias e fez parte de outras tantas.

Por onde passou o mundo foi mudando.

O cinza foi dando lugar àquelas cores que outrora reinavam.

As pessoas foram sendo transformadas. O brilho de um sorriso começava a aparecer.

Cada sorriso de um habitante era capaz de gerar outro.

Os sorrisos foram apagando o cinza. Foram devolvendo as cores. Foram abatendo a solidão. Foram enchendo os corações de esperança e de amor.

Todos reconheceram que a mudança tinha vindo daquele habitante que antes era diferente, e agora era igual. Sua missão foi um presente ao mundo.

Seu nome: Alegria.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Presentear

Ato muito esquecido nos bons costumes do sadio intuito de agradar, dar presentes é um ato honroso que desperta elogios e muitas vezes um ganho imenso no quesito recordações. Presenteia-se com objetos concretos, com captação de sonhos, com alcance de objetivos, com solidariedade... enfim, seria deveras interessante se o verbo mencionado fosse levado a serio, não fosse o mundo extremamente materialista atual. Em tempos de vida superficial, de atitudes verticais, está cada vez mais comum o esquecimento da esssência da bondade.
  • Quem presenteia quer agradar, quem agrada quer créditos, quem quer créditos quer algo em troca, quem quer algo em troca está disposto a doar ou doar-se... quem dá presentes torna-se um possível alvo da boa vontade do outro, quem sabe o destino de toda essa recompensa.
  • Desde 1500 a.c. o ato de presentear já fazia parte dos costumes dos povos nórdicos. Rumavam aos frios bosques para colherem frutos aos integrantes da aldeia, desse modo era feito um rodízio para que todos participassem do processo. Para os nórdicos, presentear era uma doutrina a ser seguida, aonde não se visava o retorno da bondade, mas sim o cumprimento de regras impostas por alguém que jamais perguntou sua origem.
  • Exemplos vivos da história, presentear pode ser uma sacanagem que visa o ganho de uma parte, somente. Cavalo de tróia ou presente de grego... Traduzindo para dias atuais, aquele presente que ilude, e um dos lados sai em prantos. Flores + promessas de felicidade combinam perfeitamente para uma distorção da boa vontade uma vez citada.
3 exemplos de ingressar na vida de uma pessoa.. presenteando por interesse mútuo, presenteando com naturalidade ou presenteando por interesse próprio. Seria necessário refletir para ver o que é correto ou não? Um chocolate para demonstrar uma lembrança de alguém muito bem quisto, um bibelô pelo motivo do afeto àquele seu(sua) amigo(a), uma rosa que tenha a finalidade de conquista de um sentimento natural... .. em tempos de 12 de Junho (solteiros e namorandos), soh não vale não comemorar!

sábado, 6 de junho de 2009

Vida Louca

Era um homem de família. Se recusava em fazer horas extras, seus filhos eram seus fiéis companheiros, todos os dias se submetia a horas a fio de vídeo-game com o mais velho, Miguel, de 9 anos. A mais nova, Yasmin de 6 anos, enchia seu coração de alegria, tinha lindos olhos azuis que brilhavam com as histórias maravilhosas que ele à contava. Tinha um amor absoluto por sua mulher, fiel companheira durante longos 20 anos. Tudo o que eles têm construíram juntos são anos de total parceria. União inabalável! Seu nome, sobrenome e apelido é Trabalho! É um abnegado, deixou tudo e todos para trás em busca de seu sonho. Ainda muito jovem foi fazer um MBA nos Estados Unidos de onde nunca mais voltou. Hoje em dia é um multi-empresário, tem negócios por todas as áreas possíveis, é o protótipo de um homem bem sucedido. Suas palestras valem 200 mil dólares e são extremamente solicitadas. Um exemplo de excelência! É separado de uma mulher que nunca amou, seus filhos crescem felizes à 1000km de distância no outro lado do país, e pelo menos na última vez que os viu ( a mais ou menos um mês) pareciam estar felizes e saudáveis e tirando notas boas na escola. Dinheiro? Pra que? Tudo o que ganha vendendo brincos, pulseiras e colares com materiais coletados nas areis das praias mais paradisíacas do mundo ele gasta para conhecer mais um canto paradisíaco do mundo. Ama a tudo e a todos, deixa saudades e tem saudades de todos que deixou para trás no mundo. Mas não acha justo viver em um só lugar tendo tantos para conhecer, assim como não acha justo viver com uma só mulher tendo tantas para desfrutar. Tem vários filhos, tanto biológicos como de criação. Viu pela última vez seus pais quando, nem ele lembra como, visitou sua cidade natal, à cinco anos. Vive a vida intensamente! Cidadão do mundo! Qual desses estilos de vida é o certo? Poderemos um dia por isso tudo junto? Ou sempre teremos uma prioridade? E se tentarmos conciliar tudo isso será que não faremos tudo mal? Não estaremos fadados à mediocridade? A Vida é uma louca mesmo!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

E tudo se encaixou

Depois de um mês e vinte e um dias, as coisas voltaram ao seu devido lugar. Como um toque de Midas, aquilo que um dia era ócio virou saudade, aquilo que um dia era vazio tornou-se cheio por demais, aquilo que um dia era motivo de lamentação, virou motivo de aprendizado multiplicado pela paciência do “tudo vai dar certo”.

Não nego que a saudade provoca suspiros daqueles dias que povoaram minhas horas como períodos passageiros, períodos de inutilidade... porém períodos de compreensão do tempo. O tempo, que já fora abordado por aqui, não decepcionou e trouxe “com o vento”, uma passagem (lição) de como esperar é necessário, de como aguardar algo torna seu valor inestimável, de como a surpresa pode ser melhor que a esperada.

“- Era um dia quente, o sol castigava o asfalto que gemia ao transcorrer de rodas apressadas. A temperatura obrigava, aqueles que rumavam aos seus domicílios, a permanecerem com suas faces entregues ao vento e inertes ao efeito sonoro proveniente do interior de seus veículos. A preocupação era tanta, a ansiedade era notória que a fome e a pressa acabaram por ficar de lado na espera de um simples sussurrar, na calma de olhar para o lado aguardando uma nova chamada, ficava vulnerável aos perigos que o asfalto lhe guardava em conjunto com as mentes dispostas a riscarem avenidas com a pressa do regresso ao lar. Sinais fechando, fumaça conduzindo fumaça, e o trajeto encaixando-se perfeitamente para uma sexta-feira gloriosa, detentora de notícias que tornassem a felicidade a médio prazo, plausível e real! Minutos passando-se, carros perseguindo seus trajetos e o rádio persuadia a mente que tornara-se capaz de ouvir um decibel qualquer desde que fosse de gosto e intenção. Nada! O laranja ácido do painel do carro confundia os olhos que uma vez intensos queriam enxergar a luz de telefone móvel... estrategicamente posicionado ao lado direito. Ruelas, becos, lombadas e desvios a fio foram o suficiente para desconcentrar e visão panorâmica e não perceber a vibração que outrora aconteceu. Tudo se encaixou! A ligação ocorreu, a notícia transmitida e a sexta-feira ganha!”

A saudade, naquele momento, tornou-se um mero desafio... o compromisso foi aceito como proposta de crescimento e a angústia travestida em doses de energia incomparáveis. No final das contas o resultado foi único, a espera sofrida e a novidade festejada... como uma bola dentro, como um quebra cabeças de 1000 peças ou simplesmente como uma verdadeira luz no fim do túnel.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ao sabor do vento.

"A vida é um eterno aprendizado."

Foi com uma frase clichê que ele abriu os olhos para o que ia acontecendo. Deu-se conta de que sua vida era um eterno aprendizado, após longas lições que não havia prestado atenção.

Foi quando percebeu que estava valorizando coisas simples, que aos poucos se mostravam belas.

Foi quando percebeu que passou a definir seu gosto e suas expectativas. Foi, também, quando passou a tomar conta de si mesmo.

Ao sabor do vento deixou-se admirar.

Aprendeu que um banho de chuva pode servir para lavar a alma. E também para confirmar o amor que sente por alguém.

Aprendeu que ao plantar um sorriso podemos colher felicidade.

Aprendeu que uma boa caminhada ao sol dá o mesmo efeito de uma bela noite de sono.

Falando em sono, aprendeu a sonhar. E aprendeu a tirar os pés do chão, já que assim conseguiria alcançar seus sonhos.

O vento, sempre o vento, tratou de guiá-lo.

Que bom que a vida é um aprendizado. Agora, maduro, teve a oportunidade de questionar: quem será o professor?

Será o tempo? Será o vento? Será o outro?

Feliz daquele que sabe a resposta.

Ele já tinha aprendido com o tempo. Aprendeu que dando tempo ao tempo, as coisas com que sonhara chegariam com uma sensação ainda mais calorosa.

Aprendeu com o vento, que leve poderia levar um anseio ou uma mágoa para onde seus olhos não pudessem ver.

Aprendera com os outros. Ou seria: aprendera nos outros? Bom, com os outros, ou nos outros, aprendera a sorrir, a olhar, a admirar, a respeitar e uma infinidade de sentimentos que deixavam sua vida ainda mais completa.

Ao sabor do vento deixou-se banhar.

Ah, o vento!

Como em uma brincadeira infantil, fechou seus olhos e abriu seus braços. Deixou o vento o abraçar.

Um abraço eterno, sempre igual, mas sempre diferente. Sentiu o vento soprar seus cabelos. Sentiu o vento alisar cada parte de seu corpo. Alegrou-se com a sensação do vento indo ao encontro de seu sorriso, e de encontro à sua pele.

Deixou com o vento suas preocupações, e do vento captou a energia.

A força.

A coragem e a vontade.

Imaginou-se como um barco a vela, navegando no oceano de sensações que a vida lhe proporciona e concluiu: "ao sabor do vento..."

Assim, leve, belo e feliz deixou-se guiar, rumo à felicidade de uma vida completa.

Ao sabor do vento.

 
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