segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ao sabor do vento.

"A vida é um eterno aprendizado."

Foi com uma frase clichê que ele abriu os olhos para o que ia acontecendo. Deu-se conta de que sua vida era um eterno aprendizado, após longas lições que não havia prestado atenção.

Foi quando percebeu que estava valorizando coisas simples, que aos poucos se mostravam belas.

Foi quando percebeu que passou a definir seu gosto e suas expectativas. Foi, também, quando passou a tomar conta de si mesmo.

Ao sabor do vento deixou-se admirar.

Aprendeu que um banho de chuva pode servir para lavar a alma. E também para confirmar o amor que sente por alguém.

Aprendeu que ao plantar um sorriso podemos colher felicidade.

Aprendeu que uma boa caminhada ao sol dá o mesmo efeito de uma bela noite de sono.

Falando em sono, aprendeu a sonhar. E aprendeu a tirar os pés do chão, já que assim conseguiria alcançar seus sonhos.

O vento, sempre o vento, tratou de guiá-lo.

Que bom que a vida é um aprendizado. Agora, maduro, teve a oportunidade de questionar: quem será o professor?

Será o tempo? Será o vento? Será o outro?

Feliz daquele que sabe a resposta.

Ele já tinha aprendido com o tempo. Aprendeu que dando tempo ao tempo, as coisas com que sonhara chegariam com uma sensação ainda mais calorosa.

Aprendeu com o vento, que leve poderia levar um anseio ou uma mágoa para onde seus olhos não pudessem ver.

Aprendera com os outros. Ou seria: aprendera nos outros? Bom, com os outros, ou nos outros, aprendera a sorrir, a olhar, a admirar, a respeitar e uma infinidade de sentimentos que deixavam sua vida ainda mais completa.

Ao sabor do vento deixou-se banhar.

Ah, o vento!

Como em uma brincadeira infantil, fechou seus olhos e abriu seus braços. Deixou o vento o abraçar.

Um abraço eterno, sempre igual, mas sempre diferente. Sentiu o vento soprar seus cabelos. Sentiu o vento alisar cada parte de seu corpo. Alegrou-se com a sensação do vento indo ao encontro de seu sorriso, e de encontro à sua pele.

Deixou com o vento suas preocupações, e do vento captou a energia.

A força.

A coragem e a vontade.

Imaginou-se como um barco a vela, navegando no oceano de sensações que a vida lhe proporciona e concluiu: "ao sabor do vento..."

Assim, leve, belo e feliz deixou-se guiar, rumo à felicidade de uma vida completa.

Ao sabor do vento.

11 comentários:

Beto disse...

graças ao vento.. graças a maré! aproveitando o bom período é possível compensar as épocas de baixa!

de qualquer modo, eh sempre bom estar com o mastro erguido (sem duplicidade de conotação), assim a oportunidade não escapará.

Peter disse...

Beto, Beto, sempre rápido no gatilho.

Já falei que o vento influencia as marés?

Anônimo disse...

aquele que já possui a resposta pode não saber aproveitar o "sabor" que o vento trás.. e assim não é tão feliz quanto quem fica a imaginar..

Peter disse...

boa anônimo...

por isso ele aprendeu a sonhar, e a aprender com o vento...

aprendeu a distinguir e apreciar sabores...

tudo ao sabor do vento...

Anônimo disse...

;) ops..

Peter disse...

por isso ele pode dizer: como é doce o sabor do vento...

Peter disse...

Finalmente, interatividade entre os leitores para aprimorar as publicações!!!

Tudo ao sabor do vento...

Carol disse...

Dizem que não importa onde já chegamos, mas para onde estamos indo, mas se não sabemos para onde estamos indo, então qualquer lugar serve...
Buenas, cuidem para o vento não tirar o barquinho de vcs da rota...enfim é isso...

mas tah meio frio pra falar de vento...

Peter disse...

E por que não sabermos aonde estamos indo e deixarmos o vento nos levar até lá???

Mi disse...

Um brinde ao sabor do vento!

Peter disse...

Dois brindes ao doce sabor do vento!

 
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