quarta-feira, 10 de junho de 2009

Presente.

Houve uma época em que o mundo era lindo. As pessoas eram felizes e completas, mas veja bem: eram.

As pessoas começaram a deixá-lo cinza. Suas mentes ocupadas pelo trabalho, pela solidão, pela ganância e por uma infinidade de pensamentos ruins foram sugando as cores que faziam parte de um cenário esplendoroso.

Veio a tristeza e a melancolia. O mundo, outrora lindo, agora era como seus habitantes: vazio.

Eis que surge um habitante diferente.

Perto dele os outros sentiam-se confiantes novamente. Sentiam a energia que emanava de seu corpo.

Ouviu-se dizer que ele não era daquele planeta.

Por onde passasse o mundo sentia a nostalgia daquele tempo em que era lindo. As pessoas relembravam velhas histórias, de quando sorriam e eram felizes. Completas.

Aquele habitante percebeu que tinha algo de especial. Descobriu sua missão e partiu em sua jornada.

Viajou o mundo inteiro. Conversou com todos os outros habitantes que encontrou. Criou histórias e fez parte de outras tantas.

Por onde passou o mundo foi mudando.

O cinza foi dando lugar àquelas cores que outrora reinavam.

As pessoas foram sendo transformadas. O brilho de um sorriso começava a aparecer.

Cada sorriso de um habitante era capaz de gerar outro.

Os sorrisos foram apagando o cinza. Foram devolvendo as cores. Foram abatendo a solidão. Foram enchendo os corações de esperança e de amor.

Todos reconheceram que a mudança tinha vindo daquele habitante que antes era diferente, e agora era igual. Sua missão foi um presente ao mundo.

Seu nome: Alegria.

15 comentários:

Beto disse...

Alegria...

Ingrediente essencial para o otimismo!

Otimismo...

Ingrediente essencial para o sucesso!

Eu estou alegre, e vc?

Peter disse...

Eu sou alegre.

O ser ou o estar pode fazer toda a diferença...

Ser é permanente, é característico.

Estar é variável, é temporário!

Beto disse...

Vamos postar, teuso?

aquele abraço

Carol disse...

Dou mais valor aos momentos de felicidade....até pq não dá pra ser alegre o tempo inteiro.

Peter disse...

Teuso: procura-se.

Peter disse...

Carol: quem disse que não dá para ser alegre o tempo inteiro?

Teuso disse...

Shopenhauer disse Peter!

Teuso disse...

Shopenhauer disse Peter!

Peter disse...

Quem é esse?

Conheço o Schopenhauer, bucólico e desconfiado, porém sagaz e habilidoso.

Peter disse...

Vou começar uma gramática.

1. Sujeito vem primeiro.

2. Predicado vem depois.

3. Utilizam-se vírgulas para demonstrar palavras descoladas de sua ordem natural.

4. Se separares o sujeito do predicado, utilize vírgula.

Ex.: Schopenhauer disse, Peter.

Se deixarmos sem vírgula, teremos uma afirmação, em que o sujeito (Schopenhauer) diz uma palavra (Peter).

Era isso que queria dizer, nobre colega?

Peter disse...

Pago Bem.

Cultura para você.

Peter disse...

Aliás, Schopenhauer pode até ter dito que as pessoas não podem ser felizes sempre.

Agora, dependeria dos propósitos de Schopenhauer.

Qualquer pessoa comum sabe que Schopenhauer utilizava-se da dialética para vencer debates, pouco importando quem tinha razão.

Logo, se Schopenhauer debatesse sobre a felicidade, e seu oponente fizesse a afirmação de que "nem todos podem ser felizes", certamente ele utilizar-se-ia da premissa "todos podem ser felizes".

Logo, pouco importa o que Schopenhauer veio a dizer. Ele poderia ter mudado de idéia.

Abraços pegajosos de uma mente que está cansada de trabalhar. Preciso dormir um pouco.

Alguém me faz um café?

Peter disse...

Não precisa mais. Vou dormir.

Bons sonhos leitores.

Peter disse...

Ou seria:

Bons sonhos, leitores.

Peter disse...

Whatever!

 
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