segunda-feira, 31 de agosto de 2009

I am Sam

Com o olhar fascinado, perdido no infinito degrade azul no céu de um dia maravilhoso. Contrastando e complementando o brilho do céu azul, nuvens brancas que juntas lembram o leito mais aconchegante. Tudo lindamente iluminado pelo sol radiante.

Essa é uma das faces do amor.

Amar é viajar para o além do conhecido. É confiar. É acolher. É aceitar diferenças.

É acreditar, sentir, provocar e iluminar.

É motivar. É ser motivado. É abrir e ser aberto.

É viver experiências. É errar. É acertar. É aprender e ensinar.

É não saber explicar. É purificar. É ver. É ouvir. É falar.

Amar é viver o novo. Amar é reconstruir o que já foi vivido.

Amar é dançar sem música. Amar é correr na chuva.

O amor não foi feito para ser explicado, e sim para ser vivido.

Seja o amor do homem e da mulher, o amor entre pais e filhos, o amor entre amigos. O amor por uma música, um time, uma idéia ou um ideal.

Amar é identificar. Identificar motivos, ideais e valores naquilo que amamos. Identificar diferenças, oportunidades e sensações que completam o nosso amor.

O amor é místico, é subjetivo, é vaidoso, orgulhoso, profundo, livre e colorido.

O amor muda o nosso corpo, solidifica, consolida, testa e prova nossas idéias, e nos torna diferentes.

Aquele que ama ou já amou sabe o que estou tentando dizer. O amor é motivador, é criador e renovador.

Viver sem amar é como o céu azul sem as nuvens... um lar sem aconchego. É como o céu azul sem o brilho do sol... como música sem melodia. Viver sem amar é passar o tempo... sem aproveitar as oportunidades de crescimento, aprendizado e alegria que passam por nós todos os minutos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

As variáveis do quebra cabeça

Sabe, há tempo eu não montava um quebra cabeças do final. Pode parecer um tanto quanto louco, porém é possível. Há alguns pares de semanas, eu me perguntava se as peças de um quebra cabeça poderiam ser montadas após uma ligeira mistura de cantos, cores e formatos. Eu pensava, sim! Pensava que montar um quebra cabeças exigia, além de tudo, de maestria e precisão. Mal sabia eu, que para se montar um, primeiro necessita entender como funciona uma quebra cabeças ao contrário. Seria confuso se não fosse automático, se não fosse o natural. Ir de trás para frente as vezes nos transmite uma ansiedade, uma sensação de regressão, mas não quando se tem o manual, o guia, ou seria um tutorial? Dotado de perguntas e respostas, eu mal sabia que para se montar peça por peça, bastava esticar a mão... Esticar a mão entende-se por começar, por tentar iniciar o jogo de um pra cá, você pra lá, ele fica no canto, azul com azul, nuvem com céu e chinelos fora do pé, para não estragar o que já fora montado. Quando se dá conta, metade dele foi montado. A outra metade está estruturada e o que falta? O recheio! O recheio que inquieto quer sair da caixa, o conteúdo que ilustra a tampa do quebra cabeças e esboça uma vontade de estar pendurado em uma parede. A partir da estrutura, podemos ver que sem querer o quebra cabeças vai moldando-se conforme nossos gestos. Se és meticuloso, começa pelas bordas... o ansioso procura o meio, o contido separa as cores ... e o surpreso? O surpreso aceita sugestões, o surpreso admira alguém que lhe ajuda a montar e suspira um afeto de que foi auxiliado no mesmo modo de pensar. Ao mesmo tempo, o auxílio remete à nostalgia de que há tempos estava vivendo um quebra cabeças, e sequer notava que o quebra cabeças era seu sentimento. Que peça por peça foi alavancado a uma altura que pudesse ser observado de cima, porém nunca inferiorizado. Se visto de cima, pôde ser encontrado e analisado de uma ótica totalmente oportuna, contendo um desenho para lá de interessante, ao passo que um desejo vem à tona: “Vou montar esse quebra cabeças!” Nada mais justo, por vez, nada mais coerente... peça encaixa em peça e razão equaliza a emoção. Ser um alvo, vítima (positivamente falando) de um jogo de quebra cabeças, nos faz voltar àqueles dias que pensávamos... “Jamais quero ser reestruturado de dentro para fora, nem que seja por força alheia.” Se arrependimento matasse, a frase da lápide deveria ser algo que consolidasse devaneio e lamúria, porém sensato e capaz de transmitir a graça de ser um conjunto de peças que trás o significado a alguém. Ser um quebra cabeças faz de mim alguém muito compreendido, alguém que entende que quebrar a cabeça não faz jus ao ato físico. Quebrar a cabeça em prol de ter uma visão avantajada, aonde se veja que a junção de peças chave são o início de uma bela imagem em seu quebra cabeças. Muitas vezes as peças estão ao lado e não vemos. Muitas vezes, a mão que ajuda a montar representa algo tão importante, que você se sente tão bem... tão bem ao ponto de incluir ela no jogo. E assim se vai, você monta com vontade, desmonta com prazer. E o que resulta? Um quebra cabeças aonde o que mais vale é cada movimento, cada peça vale muito... cada peça representa um motivo a mais para se sentir suficientemente capaz de fazer parte de uma bela dupla de jogadores, jogadores grandiosos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Escolhas

Alguns dos primeiros passos rumo à maturidade eu dei no meu cursinho. Lá tinha uma frase bem grande estampada: você é o resultado de suas escolhas. Confesso que na época eu não dava a importância que essa frase merecia. Após alguns anos eu passei a acreditar nisso. Com as experiências que tive fui aprendendo que poderia moldar meu caráter, poderia forjar minha pessoa, poderia chegar aonde eu queria... fazendo as escolhas certas. Já escrevi milhares de vezes que é escrevendo que desabafo, e que muitas das coisas que eu escrevo simplesmente nascem da minha cabeça... enquanto estou escrevendo. Alguns textos não são pré-concebidos. Eu faço um monólogo com o computador, e, quando vejo, o texto está pronto. A princípio o texto é legal, por vezes bonito, alguns felizes, outros tristes. Depois de um tempo eu paro para ler e entendo o que eu escrevi. As idéias encaixadas fazem um sentido completo. Com esse não será diferente. Ok, podem perguntar: acabou o mini flashback? Sim. E não. Interrompi o que escrevia justamente para fazer uma conexão. Sou o resultado das minhas escolhas, que inconscientemente faço. Entendeste? Assim como escrevo de maneira insconsciente, acabo fazendo escolhas que não percebo. Juro, quando comecei a escrever este texto estava questionando a veracidade da frase: você é o resultado das suas escolhas. Será que não posso ser resultado das escolhas dos outros? Se estou estressado por causa da cobrança de um chefe, será que não resultado da escolha dele? Este texto não foi escrito agora. Ele foi escrito faz um tempinho, em um dia que eu estava questionando algumas escolhas e atitudes. Um dia triste e cansativo. Foi por isso que questionei a essência da frase. Não estou bem hoje por causa das escolhas dos outros. Os outros fizeram escolhas que invadiram meu espaço, que extrapolaram o limite das minhas escolhas, e feriram o meu eu (isso explica a tristeza do texto). Sei que estou sendo confuso em minhas colocações, pois estou confuso no momento. Introspectivo e de certa forma carente, precisando de um ombro amigo para desabafar. O que me deixa feliz (e muito feliz) é que sei que isto é passageiro. Minha natureza é alegre. Meu corpo é feliz. A angústia de hoje será esquecida no futuro, e fico tranquilo com isso. Sei que quando publicar este texto eu já vou ter melhorado e voltado àquela forma alegre, tranquila e segura de suas deciões. Voltarei a ser o resultado das MINHAS escolhas. E poderei compartilhar com você, leitor, como fiz isso. Gostaria de aprender contigo. De saber quando você se sente assim, e como você faz para voltar a ser o resultado das suas escolhas. Estava bastante incrédulo sobre ser o resultado das minhas escolhas. Estava crente de que em algum momento eu seria resultado da escolha dos outros, até que um amigo meu me ajudou a abrir os olhos: (depois de um tempo refletindo) "-É. Tu escolheu ser assim. Se preocupar com o outro." Realmente, a escolha dos outros me estressou, mas eu optei em seguir esse caminho. Eu escolhi ser quem eu sou. Abraço.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Equilíbrio.

Elis cantou "O Bêbado e o Equilibrista".

Da bela voz de Elis podemos aprender lições diversas: sobre esperança, conforto, indignação, ilusão e beleza.

E temos a dica para uma lição difícil de aprender: equilíbrio.

O Bêbado e o Equilibrista possuem a mesma característica: vivem com equilíbrio. Ambos.

Sim. É antagônico afirmar que o Bêbado vive com equilíbrio, mas na minha opinião é o equilíbrio que o torna bêbado. Difícil de entender?

Enquanto o Equilibrista possui o equilíbrio do seu corpo, procurando o controle do físico, muitas vezes o Bêbado procura o controle do intelecto.

Uma mágoa, uma desilusão, um medo ou uma perda (assim como na música da Elis) causam tormenta na cabeça do neo-bêbado, fazendo-o buscar pelo equilíbrio através do caminho mais fácil. Compreendeste?

Mesmo havendo um traço marcante em comum, comparar o Bêbado com o Equilibrista mostra-se pouco ou nada útil, eis que são universos distintos: o físico e o mental.

Somos feitos de "corpo" e "alma" (por alma leia-se mente). Muitas vezes nosso corpo influencia na nossa alma, como um machucado que dói e nos deixa estressados. Outras tantas vezes nossa alma influencia nosso corpo, como quando estamos tristes e nosso fica cansado e pesado.

Agora, de nada adianta. Nosso corpo é um sistema único, completo, assim como nossa alma. Os dois vivem sozinhos, independentes, mas relacionam-se entre si.

E voltamos para o tópico: equilíbrio.

O Bêbado (alma) precisa de equilíbrio.

O Equilibrista (corpo) precisa de equilíbrio.

Um equilibrista que trabalha sua vida inteira focando no equilíbrio do seu corpo, pode deixar de oferecer equilíbrio à sua alma. Quando testado, o equilibrista pode ser traído por sua mente, criando a sensação de que anos de trabalho foram colocados fora.

Um bêbado que procura o equilíbrio para sua alma pode maltratar por anos o seu corpo, e quando finalmente encontrar a paz interior, sentir que é tarde demais, eis que o seu corpo o traiu, desgastado pela falta de cuidado.

Mesmo independentes, o Bêbado e o Equilibrista (o corpo e a alma) precisam estar em equilíbrio entre sí.

Somos todos bêbados equilibristas.

Em alguns momentos deixamos o bêbado supera o equilibrista. Em outros momentos o equilibrista supera o bêbado. E vivemos assim.

Devemos conversar com nosso corpo. Mais do que conversar devemos ouvir. Ouvir o bêbado. Ouvir o equilibrista.

Devemos enxergar o nosso bêbado. Devemos enxergar nosso equilibrista.

Devemos sentir a confusão, a ansiedade, o medo, a angústia, a incerteza, a dúvida e a tristeza do bêbado. Devemos sentir a confiança, a segurança, a força, o limite, a destreza e a rigidez do equilibrista.

Quando conhecemos os dois lados, que são diferentes e complementares, conhecemos o todo. Aprendemos a nos conhecer e usar nossas ferramentas para alcançar o que precisamos: equilíbrio.

Aprendemos a perceber quando nosso bêbado deixa nosso equilibrista sufocado. Como nossa alma/mente não relaxa e machuca nosso corpo.

Aprendemos a perceber quando nosso equilibrista deixa o bêbado atordoado. Como nosso corpo cansado deixa nossa mente/alma nebulosa e não nos deixa trabalhar.

Conhecer o bêbado e o equilibrista é permitir-se. Permitir-se atingir um meio-termo, onde o bêbado e o equilibrista saem ganhando. É equilíbrio.

Equilíbrio entre o corpo e a alma. Entre nosso passado e nosso futuro.

Equilibramos nosso presente e o vivemos plenamente.

 
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