quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Escolhas

Alguns dos primeiros passos rumo à maturidade eu dei no meu cursinho. Lá tinha uma frase bem grande estampada: você é o resultado de suas escolhas. Confesso que na época eu não dava a importância que essa frase merecia. Após alguns anos eu passei a acreditar nisso. Com as experiências que tive fui aprendendo que poderia moldar meu caráter, poderia forjar minha pessoa, poderia chegar aonde eu queria... fazendo as escolhas certas. Já escrevi milhares de vezes que é escrevendo que desabafo, e que muitas das coisas que eu escrevo simplesmente nascem da minha cabeça... enquanto estou escrevendo. Alguns textos não são pré-concebidos. Eu faço um monólogo com o computador, e, quando vejo, o texto está pronto. A princípio o texto é legal, por vezes bonito, alguns felizes, outros tristes. Depois de um tempo eu paro para ler e entendo o que eu escrevi. As idéias encaixadas fazem um sentido completo. Com esse não será diferente. Ok, podem perguntar: acabou o mini flashback? Sim. E não. Interrompi o que escrevia justamente para fazer uma conexão. Sou o resultado das minhas escolhas, que inconscientemente faço. Entendeste? Assim como escrevo de maneira insconsciente, acabo fazendo escolhas que não percebo. Juro, quando comecei a escrever este texto estava questionando a veracidade da frase: você é o resultado das suas escolhas. Será que não posso ser resultado das escolhas dos outros? Se estou estressado por causa da cobrança de um chefe, será que não resultado da escolha dele? Este texto não foi escrito agora. Ele foi escrito faz um tempinho, em um dia que eu estava questionando algumas escolhas e atitudes. Um dia triste e cansativo. Foi por isso que questionei a essência da frase. Não estou bem hoje por causa das escolhas dos outros. Os outros fizeram escolhas que invadiram meu espaço, que extrapolaram o limite das minhas escolhas, e feriram o meu eu (isso explica a tristeza do texto). Sei que estou sendo confuso em minhas colocações, pois estou confuso no momento. Introspectivo e de certa forma carente, precisando de um ombro amigo para desabafar. O que me deixa feliz (e muito feliz) é que sei que isto é passageiro. Minha natureza é alegre. Meu corpo é feliz. A angústia de hoje será esquecida no futuro, e fico tranquilo com isso. Sei que quando publicar este texto eu já vou ter melhorado e voltado àquela forma alegre, tranquila e segura de suas deciões. Voltarei a ser o resultado das MINHAS escolhas. E poderei compartilhar com você, leitor, como fiz isso. Gostaria de aprender contigo. De saber quando você se sente assim, e como você faz para voltar a ser o resultado das suas escolhas. Estava bastante incrédulo sobre ser o resultado das minhas escolhas. Estava crente de que em algum momento eu seria resultado da escolha dos outros, até que um amigo meu me ajudou a abrir os olhos: (depois de um tempo refletindo) "-É. Tu escolheu ser assim. Se preocupar com o outro." Realmente, a escolha dos outros me estressou, mas eu optei em seguir esse caminho. Eu escolhi ser quem eu sou. Abraço.

5 comentários:

Beto disse...

Ser assim através da escolha dos outros, está longe de ser algo estranho, diferente ou que aconteça somente contigo...
Começa desde tua educação, aonde tu não tem escolha alguma, e teus pais já moldam tua postura, logo tu tb é o resultado das escolha dos teus pais.
Ser o resultado da escolha dos outros não é de todo mal, é sim o resultado de que alguém sente-se privilegiado em poder contribuir na formação do teu "eu"...

Momento filósofo: tu escolheu ir no churrasco ontem, logo estás mais feliz hoje...

afinal depois de 12 latões, quem não fica?

Teuso disse...

Texto escrito com o coração! Sempre são os os melhores! As vezes também passo por estes momentos, acho que deve ser da idade!
O churras foi espetacular! é uma alegria enorme tê-los como amigos!

Abs!!

samanta piacini disse...

tomastes a escolha que te dá liberdade! e eu adoro isso..

Peter disse...

Importante o que o Beto destacou... nossa educação molda nossas escolhas...

Ok. De certa forma nossos pais influenciam nossas esolhar quando somos crianças, já que não podemos escolher.

Mas quando escrevi isso eu não pensava sob esse ângulo.

Pensava que hoje sou uma pessoa capaz de fazer escolhas, sejam elas quais forem...

Hoje sou independente. Faço as escolhas que quero...

Se sou triste é porque escolhi ser triste. Se sou feliz é porque escolhi ser feliz. Se sou procupado/nervoso/angustiado é porque escolhi ser preocupado/nervoso/angustiado.

Se sou relaxado e confiante é porque escolhi ser relaxado e confiante. Entende?

Somos aquilo que queremos ser, consciente ou inconscientemente.

Outro ponto importante: liberdade.

Realmente, escolhi ser livre.

Como escrevi, passei o dia angustiado, questionando minhas escolhas.

Mudei o ponto de vista. Antes eu percebia minhas escolhas como erradas, pois me deixavam angustiado. Passei a perceber que a angústia era uma escolha que eu tinha feito, insconscientemente.

Escolhi ser livre. Escolhi sentir outra coisa ao invés daquela angústia. Escolhi a liberdade do sentimento ruim.

Fiquei feliz e passei a perceber minhas escolhar como certas, já que davam uma excelente oportunidade de aprendizado e crescimento.

Por isso bato na tecla: somos o que queremos ser. Basta termos a consciência de fazermos escolhas ecologicamente saudáveis.

Sermos belos.

Sermos inteligentes.

Sermos capazes.

Sermos felizes.

Sermos realizados.

E seremos.

(resposta escrita depois de muita, mas muita reflexão, alguns puxões de orelha, algumas lágrimas e uma infinidade de aprendizado)

Beto disse...

e ponto final.

Bela repercussão

 
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