sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Celebrar

Já fiz isso antes, e vou fazer novamente. Nem sequer é minha vez, só que a oportunidade e a data são únicas.

Não por pouco eu divido este espaço com dois grandes amigos: Beto e Teuso.

O aniversário de um já passou, e agora chega o aniversário do outro. E, mais uma vez, quem ganha o presente sou eu.

Existem muitas pessoas neste mundo. Algumas são nossas conhecidas, outras são nossos parentes e alguns poucos podemos chamar de amigo.

Amigo.

Palavra que é banalizada no dia-a-dia, em um mundo que as pessoas vivem de favores e criam "amigos" por mero interesse...

Agora, amigo de verdade, ahhh.... esses são poucos. Que bom. Há quem diga que o que é pouco é mais valorizado.

Não sei. Sei que valorizo enormemente os amigos que me cercam.

Hoje um grande amigo faz 25 anos. Um quarto de século de histórias, que devem ser guardadas dentro dos corações de quem as viveu.

25 anos de vitórias e derrotas. De títulos conquistados (e não estou falando apenas de 2006). De superação. De amadureccimento. De crescimento.

Muitos foram os churrascos, as conversas, as gargalhadas. Também foram alguns momentos de desabafo, de confissões e de ajuda.

É assim que uma amizade é feita. É construída aos poucos, com momentos bons e ruins, assim como as coisas que acontecem em nossa vida. É isso que amizade é: vida. Verdadeira. Inspiradora.

É Teuso... mais de uma década se passou desde que viramos amigos. Muito aprendi contigo e tenho certeza que tenho muito mais para aprender.

Esse teu jeito verdadeiro, único, determinado, maduro, consciente, livre e presente servem de inspiração para mim e muitas das pessoas que te cercam...

Como já disse, amigo não deve ser descrito em palavras... e bem que eu tentei.

Parabéns amigo e obrigado pelo presente que é essa amizade.

A Europa será pequena!

domingo, 22 de novembro de 2009

A reengenharia do namoro

Fazer tudo do zero, criar o novo, esquecer vícios, adotar novas perspectivas... TODO DIA! Efetuar a reengenharia dentro de si (e do outro) em uma relação a dois é nada fácil, porém é essencial para galgar novas celebrações de datas e quiçá algo duradouro.

Fácil não é, porém poucos estão dispostos a fazerem sacrifícios (fora da rotina) em prol do benefício do(a) amado(a). Atitudes simples podem fornecer a combustão necessária para que a rotina não tome forma e vire um agregado, assim com sogra, cunhado, cachorro...

Sexta feira , ao realizar de carro um trajeto pessoal, me deparei com um roteiro que usualmente faço. Pensei que, assim como a rota que meu cérebro traçou, fazemos coisas muito mais automáticas e delicadas com o outro (amante). A forma de atender ao telefone, o jeito de receber um agrado, a maneira de como elogiar o seu cabelo, o tino de perceber como ela se arrumou para você. Podemos não notar, mas elas NOTAM! Se o piloto automático é mode ON, a cegueira necessita ser mode OFF. Para preservar algo, a reengenharia precisa estar presente do mesmo modo que lugares e programas precisam ser editados (pouco repetidos).

A mesmice, comumente falada, afeta todos os namoros, desde os sub até os desenvolvidos. É uma questão de tempo, de assimilar, de entender as diferenças temporais bem como os picos de humor.

Sexta feira presenciei uma cena em que um casal (faixa dos 34 anos), aparentemente apaixonados, discutiram (explicitamenmte) por besteira. Levantaram-se pagaram a conta (palavrões no ar) e foram embora distanciados um do outro, de modo que no meio de ambos houvesse espaço para o início de um novo casal. Discussões como essas infelizmente são normais, problemas de compreensão são inevitáveis, o que não pode ocorrer é a abstenção da reengenharia.

Flores em plena segunda-feira, uma ligação fora do horário comum, um e-mail dedicado, uma carta escrita à mão, um bombom escondido na gaveta, um post it na porta do closet, um alarme no celular. Diversas formar de começar do zero estão evidentes aos praticamente de um namoro antigo-atual.

Quem está disposto a conceder esses novos sentimentos certamente terá pela frente uma tranqüilidade maior se houver o interesse de amar infinitamente. Presentes como esses não custam, são fáceis de encontrar e estão a disposição de qualquer um.

O romantismo está presente, as oportunidades de ser feliz idem, resta a você saber utilizar as ferramentas para provocar suspiros, elaborar surpresas e o melhor, alimentar a saudade!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Verdade Nua e Crua

De quando em vez nos deparamos com a seguinte situação: a verdade.

O que é a verdade? É a "iluminação". É a solidez das idéias. A clareza do pensamento. A resposta definitiva aos questionamentos. É a conclusão.

Nem sempre a verdade é bonita e limpa. Há momentos em que a verdade é tão suja que não a vemos como verdade. Negamos a verdade insconscientemente.

Somos seres humanos, portanto, pensantes (supostamente). Deliciosamente vivemos nossa vida escolhendo caminhos e buscando pelo prazer. Seja um bem novo, uma idéia que nos complete, um ideal, um sonho. Uma festa, um hábito, um padrão de vida. Um sorriso. Amigos. Vivemos buscando preenchimento.

E a velha máxima: pessoas são pessoas. Somos completamente incompletos. Buscamos a verdade em nossa vida pois nossa vida é incompleta.

É ou não é? Sempre há algo novo para buscarmos. Sempre há um novo sonho esperando para ser realizado.

E pessoas incompletas vivem. Vivem buscando ser/ficar/estar completas.

Algumas pessoas (e por que não todas) acabam completando a si mesmo nos olhos de outras pessoas.

Amigos com interesses comuns completam. Um(a) parceiro(a) completamente diferente completa. Uma torcida completa.

Moral da história: completamos uns aos outros.

Até aí tudo muito bonito e simples.

Questão: e se o outro que nos completa não está na mesma sintonia que a gente? E se a peça que falta para fechar nosso quebra cabeça tiver formas diferentes do espaço que falta no tabuleiro?

É meus caros. A vida não é facil.

Quando tratamos de relacionamentos geralmente nos deparamos com essa questão. Duas pessoas em situações completamente diferentes.

O que os homens querem? O que as mulheres querem?

Homens querem companheirismo. Como? Através de mulheres bem resolvidas.

Mulheres querem segurança e estabilidade. Como? Através de homens profundos, livres e presentes.

Se o casal não se dá conta do que um ou outro precisa, a língua falada pelos amantes será completamente indecifrável.

As palavras poderão ser parecidas. O sexo poderá ser interessante. A presença do outro poderá trazer conforto.

Temporariamente.

Algo estará faltando.

Conexão.

Atração.

Aquela coisa que faz com que os relacionamentos sejam sentidos/vividos, e não explicados.

Homens e mulheres que não se entendem podem até estar felizes. Agora, o mais importante: ELES NÃO SERÃO FELIZES.

É meus amigos, essa é a verdade nua e crua. Dificilmente percebida por muitos, mas sentida por quase todos nós.

Quem nunca sentiu estar em um relacionamento em que a conexão estava fraca? O elo estava rompido? Que em alguns momentos era bom, mas em outros não?

Homens precisam ser homens. Mulheres precisam ser mulheres.

Homens precisam ser estáveis, seguros, produndos, livres. Precisam conduzir as mulheres em todas as suas formas. Precisam saber trabalhar com suas expressões. Precisam entender sua energia.

Mulheres precisam ser companheiras. Precisam liberar seu feminino sem medos. Precisam ocupar o lugar que só cabe a elas em uma relação. Precisam ser a explosão que são, sem limites.

A mulher dá o gás. O homem dá a condução.

Relacionamentos assim preenchem os amantes.

Amantes preenchidos acabam por preencher as pessoas que os cercam... e o mundo cresce.

Evolui.

 
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