segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tudo em nome da ciência

domingo, 24 de janeiro de 2010

Qualidade de Vida Que Criamos

Texto fantástico do Dalai Lama que quis compartilhar com o povo do blog. Se gostarem sugiro esse blog: www.samsara.blog.br. Se o primeiro fato verdadeiro é que a vida em geral não é fácil, certamente não devemos esperar que ver a natureza de nossa mente será algo simples. A natureza da mente de fato, em qualquer nível, não é muito óbvia. Até identificar e reconhecer corretamente o que é a mente é extremamente difícil. Só para começar a tentar ver já precisamos de forte motivação. Devemos ser claros sobre porque gostaríamos de ver a natureza de nossa mente.A fundação para qualquer nível de motivação espiritual é levar a sério nós mesmos e nossa qualidade de vida. A maioria das pessoas acorda de manhã e vai para o trabalho ou escola, ou fica no lar cuidando da casa e das crianças. No final do dia, estão cansados e tentam relaxar: talvez bebendo uma cerveja ou vendo televisão. Uma hora vão dormir e, no dia seguinte, repetem a sequência. Gastam toda a vida tentando ganhar dinheiro, sustentar a família e ter qualquer diversão e prazer que consigam.Embora a maioria das pessoas não possa alterar a estrutura de suas vidas, elas sentem que também não podem mudar a qualidade de como vivenciam essa estrutura. A vida tem seus altos, mas também muitos baixos, todos bem estressantes. Sentem que são uma pequenina parte de um mecanismo sólido gigante, do qual não podem fazer nada. Então vão pela vida de modo mecânico, passivo, como passageiros de uma montanha russa que dura a vida toda, indo pra cima e pra baixo, assumindo que não apenas os trilhos, mas também a tensão e o estresse vivenciados nesse ciclo são partes inevitáveis dessa volta sem fim.Já que tal experiência na vida de alguém pode ser bastante deprimente, apesar dos prazeres, é essencialmente vital fazer algo a respeito. Apenas beber até o esquecimento toda noite, ou procurar constantemente entretenimento e distração com música e televisão o tempo todo, ou jogar jogos de computador incessantemente para nunca ter de pensar na vida, nada disso vai eliminar o problema. Devemos nos levar a sério. Isso significa ter respeito por nós mesmos como seres humanos. Não somos apenas peças de uma máquina ou passageiros impotentes de uma volta pela vida -- às vezes suave, às vezes turbulenta. Precisamos, então, examinar mais de perto o que estamos vivenciando cada dia. E se percebermos que estamos estressados pela tensão de nossa cidade, casa ou escritório, não devemos apenas aceitar isso como algo inevitável.Nossos ambientes de vida, trabalho e lar, incluindo as atitudes e comportamentos dos outros, apenas fornecem as circunstâncias com as quais vivemos nossas vidas. A qualidade de nossa vida, o que nós mesmos estamos vivenciando agora mesmo, contudo, é resultado direto de nossas próprias atitudes -- de ninguém mais -- e do comportamento que elas geram. Dalai Lama (Tibete, 1935 ~) e

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

2010

Viver é ter experiências. Vivo dizendo aqui que sou/somos resultado das experiências que vivenciamos.

Agora, o que faz com que nós sejamos nós mesmos? Nossas experiências? Nosso corpo? Nossas idéias?

Se eu tirar as experiências que tive, ainda continuarei existindo, ainda serei eu. Se tirar um braço, uma perna ou um pulmão, continuarei sendo eu mesmo. Se não tiver idéias, continuarei existindo.

Sozinhas as experiências não são nada além de memórias. Um braço sem um corpo não faz uma pessoa. Uma idéia sem uma ação não faz uma reação. Agora, quando misturados, os elementos criam um novo elemento: eu.

Sei que existo. Sei quem eu sou. Estou certo disso.

Da certeza há a dúvida. E sem dúvida não há certeza.

Há momentos em que somos certeza, e não sabemos que somos dúvida.

Há momentos em que somos dúvida, desejando que fôssemos certeza.

Da dúvida, o anseio pela certeza. Da certeza, o medo da dúvida.

A bem da verdade não sabemos quem somos. O que nos contrói.

Somos o resultado de muitos fatores. Somos um corpo, resultado de uma atividade biológica, ao mesmo tempo em que somos sonhos. Irreais, imaginários.

Ouvi dizer que “o todo é a soma das partes”. É mesmo. De quantas partes? Para que saber?

Continuarei sendo o todo, o resultado das partes.

Viver é somar. É ir juntando pedaços de coisas que vão, aos poucos, construindo quem você é. Somos arquitetos da nossa existência.

Se estou vivendo uma dúvida, junto um pedaço de experiência, com um pouco de reflexão. Aos poucos vou adicionando o tempo necessário, e, no final, junto a situação. Viverei a certeza.

Somos objeto de nós mesmos. Construímos o que estiver pronto para ser construído, e, pode ter certeza, nossa vida está pronta para ser construída. Por nós mesmos.

Quem realmente somos? Somos o todo. A soma das partes. Impermanentes. Presentes.

 
Copyright 2010 pago bem!