domingo, 24 de janeiro de 2010

Qualidade de Vida Que Criamos

Texto fantástico do Dalai Lama que quis compartilhar com o povo do blog. Se gostarem sugiro esse blog: www.samsara.blog.br. Se o primeiro fato verdadeiro é que a vida em geral não é fácil, certamente não devemos esperar que ver a natureza de nossa mente será algo simples. A natureza da mente de fato, em qualquer nível, não é muito óbvia. Até identificar e reconhecer corretamente o que é a mente é extremamente difícil. Só para começar a tentar ver já precisamos de forte motivação. Devemos ser claros sobre porque gostaríamos de ver a natureza de nossa mente.A fundação para qualquer nível de motivação espiritual é levar a sério nós mesmos e nossa qualidade de vida. A maioria das pessoas acorda de manhã e vai para o trabalho ou escola, ou fica no lar cuidando da casa e das crianças. No final do dia, estão cansados e tentam relaxar: talvez bebendo uma cerveja ou vendo televisão. Uma hora vão dormir e, no dia seguinte, repetem a sequência. Gastam toda a vida tentando ganhar dinheiro, sustentar a família e ter qualquer diversão e prazer que consigam.Embora a maioria das pessoas não possa alterar a estrutura de suas vidas, elas sentem que também não podem mudar a qualidade de como vivenciam essa estrutura. A vida tem seus altos, mas também muitos baixos, todos bem estressantes. Sentem que são uma pequenina parte de um mecanismo sólido gigante, do qual não podem fazer nada. Então vão pela vida de modo mecânico, passivo, como passageiros de uma montanha russa que dura a vida toda, indo pra cima e pra baixo, assumindo que não apenas os trilhos, mas também a tensão e o estresse vivenciados nesse ciclo são partes inevitáveis dessa volta sem fim.Já que tal experiência na vida de alguém pode ser bastante deprimente, apesar dos prazeres, é essencialmente vital fazer algo a respeito. Apenas beber até o esquecimento toda noite, ou procurar constantemente entretenimento e distração com música e televisão o tempo todo, ou jogar jogos de computador incessantemente para nunca ter de pensar na vida, nada disso vai eliminar o problema. Devemos nos levar a sério. Isso significa ter respeito por nós mesmos como seres humanos. Não somos apenas peças de uma máquina ou passageiros impotentes de uma volta pela vida -- às vezes suave, às vezes turbulenta. Precisamos, então, examinar mais de perto o que estamos vivenciando cada dia. E se percebermos que estamos estressados pela tensão de nossa cidade, casa ou escritório, não devemos apenas aceitar isso como algo inevitável.Nossos ambientes de vida, trabalho e lar, incluindo as atitudes e comportamentos dos outros, apenas fornecem as circunstâncias com as quais vivemos nossas vidas. A qualidade de nossa vida, o que nós mesmos estamos vivenciando agora mesmo, contudo, é resultado direto de nossas próprias atitudes -- de ninguém mais -- e do comportamento que elas geram. Dalai Lama (Tibete, 1935 ~) e

2 comentários:

Beto disse...

A qualidade de vida que criamos é proporcional à qualidade de vida a que estamos submetidos a ter de acordo com nossos desejos.

Traduzo isso como zona de conforto, porém ninguém é obrigado a vivenciar dias turbulentos, horas sem fim ou situações desagradáveis... no entanto, o crescimento (bastante batido por aqui), bem como a evolução do ser humano, exige provas, testes e conhecimentos de nossos limites.

Concordando e discordando de pontos isolados, acredito que uma cervejinha no final do dia ajuda a calibrar e resgatar energias para começar tudo mais uma vez.

Peter disse...

Não digo que é proto-filosofia de butiquim pq o texto é do Dalai Lama (o que não quer dizer nada, lato senso). Entretanto...

Beto: o que queres dizer com vivenciar?

Explico. Para mim (veja bem, "para mim") vivenciar é experimentar uma situação ao limite, com todas as suas nuances, tirando o máximo proveito de todos os detalhes.

Creio que se as pessoas fossem "obrigadas" a "vivenciar" os momentos ruins, seu aprendizado seria completo. Elas atingiriam a "iluminação".

O que tu falaste diz tudo: "zona de conforto". Por estarmos na zona de conforto, acabamos não "vivenciando" as nossas experiências (sejam boas ou ruins - até pq nas boas há momentos ruins, e vice-versa).

Em tese: não somos completos. Parto da premissa que somos o resultado de nossas experiências (já disse isso aqui algumas vezes), e se nossas experiências não são "vivenciadas", elas são falhas. Não aprendemos tudo que podemos aprender.

Quais são os algozes disso? Medo? Tempo? Outras pessoas?

Digam suas opiniões.

abs

 
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