quinta-feira, 4 de março de 2010

Fazer história

E no século XXI, quem fez a diferença? quem a faz? quem fez história? Fato que me assola ultimamente, visto a mesmice que assola algumas pessoas... As mesmas desculpas, os mesmos subterfúgios, as mesmas melindras. Diante de uma sociedade pacata, até demais, parei para analisar o que será lembrado das últimas décadas.

Seguindo a mesma linha do foco desse blog, o de trazer cultura e discutir pontos de vista, deixo a dica do livro que inspirou esse lapso. 1808 retrata a ganância de Napoleão por fazer história. Segundo os estudos, seu ego era alimentado pela sua insaciável vontade de ser Imperador, isso mesmo, IMPERADOR!

Não, não estou falando do Adriano baladeiro, mas sim de Napoleão, figura pequena porém de estratégias elaboradíssimas. O que impressiona é o imenso tamanho de seu ego, um ego inflado. Mesmo que na época os objetivos fossem traçados através de conquistas de território, ainda náo vejo, na atualidade, fatos que possam desencadear marcos para serem vistos daqui há alguns séculos.

Ok, ok, podemos até traçar um paralelo com o mundo dos negócios. Daqui há algum tempo, alunos de ensino superior estudarão cases de executivos bem sucedidos que um dia almejaram um alto posto em uma grande empresa, mas e daí? O índice de pessoas com acesso a esse tipo de informação é abaixo de medíocre.

Aonde quero chegar é que um gerrilheiro, uma pessoa que luta pelos ideais de forma agressiva (com ou sem violência), acaba ficando na história. Hoje queremos estabilidade financeira, qualidade de vida e estagnamos em nossas poltronas esperando pelo final de semana. Não que isso seja o (in)correto, porém é uma realidade tão distante da que tivemos há alguns pares de anos que pensamos como o futuro lembrará de nós.

Fazer a diferença não é inventar controles remotos que possam acessar todos aparelhos de sua casa, mas sim evitar um conflito que colocaria em risco uma fatia da população.

Seremos lembrados pelas descobertas da medicina, pelos avanços da tecnologia em prol da segurança. Porém tudo isso soa tão artificial, tudo envolve máquinas e artifícios que podem mascarar o verdadeiro mérito do criador. Nos meados de 1800, as consquistas aconteciam a sangue frio, na "mão livre" como diria meu pai.

A década de hoje apresenta jovens buscando uma vaga de emprego que lhes tomem apenas 4 ou 6 horas/dia. Isso é fazer a diferença ou seria tirar o seu da reta? Perdão pela expressão, mas parece que as vezes (sem generalizações) boa parte dos cidadãos mantém o egocentrismo de Napoleão.

Eu quero, e muito, fazer a diferença. Seja em projetos sociais ou em algum blog que possa despertar a curiosidade ou até mesmo exercitar o poder de discussão de leitores que eu nem conheço. Fazer a diferença é saber que podemos nem ser lembrados daqui alguns punhados de meses ou horas, porém é ter a certeza de que sua parcela foi bem executada, contribuindo para o superávit cultural da sociedade moderna.

2 comentários:

Peter disse...

Belíssimo post.

Já abordei esse assunto da mesmice (Pessoas em Série) e da falta de prioridades para as pessoas (Orientação x virtudes), recentemente.

Primeiro: Napoleão tinha o ego inflado (eu tive a oportunidade de ver o túmulo dele, e o negócio é colossal... magnífico), e ele era "o cara".

Ele teve seus deslizes, muito em parte por causa de seu ego, mas ele defendeu com unhas e dentes o povo francês (no túmulo dele há uma inscrição "para todas as pessoas da França, que eu amo"). No mínimo inspirador.

Ele começou com as atuais diretrizes democráticas, com o respeito à propriedade privada, a liberdade e a igualidade (um viva ao Iluminismo de Kant, Newton, Franklin, Jefferson e Smith).

Fato é que o que Napoleão construiu em sua época é a base da sociedade atual. Ponto.

Napoleão era egocêntrico? Há que se discutir. Para mim ele era um "narciso", agora, suas idéias acabaram por influenciar o mundo até hoje, mesmo quando ele atuou pela França.

Enfim, o comodismo atual é que gera a estagnação que menciona. Não há heróis (salvo raras exceções).

Quem me conhece sabe que não sou adepto de generalismos, agora, sobre isto tenho que falar.

Sou da teoria que nós somos os heróis. Se visualizamos em alguém uma aura de "Herói", pois este alguém salvou vidas ou fez história, esquecemos de nos visualizar fazendo o mesmo.

Os grandes feitos da humanidade foram feitos por PESSOAS. Pessoas, assim como a gente.

Não há heróis hoje em dia pois não nos visualizamos como heróis.

Não conseguimos projetar em ninguém esta imagem, pois ela não está presente na gente!

E é por isso que eu disse no post anterior: diversidade existe e deve ser contemplada.

"Faça a diferença. Exerca sua diferença."

É fácil ser herói (e não estou sendo irônico).

Teuso disse...

Napoleão era egocentrico? SIM!!!!

Acho que muitas vezes o comodismo está ligado aos valores que são exaltados nos dias de hoje. Por se valorizar muito o material, os objetivos são materiais, não importando a profissão escolhida, então se eu sou médico ou engenheiro e o meu objetivo é ganhar R$ X por mês, nunca farei a diferença. E viva a diferença!!

 
Copyright 2010 pago bem!