quinta-feira, 29 de abril de 2010

Exploração do Ego

De fato, o ser humano é explorador, sim! Permeia, peleia e quebra a cara... é a exploração do ego. Nada mais avassalador que a oportunidade que se tem de travar batalhas com seu auto conhecimento, e há batalha mais difícil que descobrir o limite do seu eu? Qualquer pessoa poderia definir seus próprios limites, porém quem conhece seus limites? O ser humano, quando colocado à prova de fogo testa seus limites assim como o cão testa a presença de seu dono por perto. Para o cão, seu faro comprova se o perigo está por perto ou não. Para o homem, luxos e caprichos prejudicam sua verificação de anomalias no caminho.

Pudera, o ser humano por natureza é medroso, salvo os aventureiros sem amor à pele. Não é minha intenção generalizar, porém conheço tipos que não tomam conhecimento de nada antes do próximo passo. Mesmo que de qualquer eles estejam no seu direito de testar os ápices de adrenalina, respeito! Enfim, o tópico do post não é discutir pontos de vista, apenas dissertar sobre até onde conseguimos ir de acordo com nossas previsões.

Essa semana ainda pensei sobre a exploração da minha vida. Penso que por vezes posso estar estagnado no tempo, que por vezes deveria explorar mais a minha capacidade de adivinhar/pressentir o dia posterior, ou até mesmo fechar os olhos e rumar à chuva... no pior dos cenários, molhado sairei.

1. Testando seus limites

Já fizestes algo sem planejamento, olhou para trás e se valorizou? Te consideras um explorador do ego e um absoluto no conhecimento de suas capacidades? Pois bem, está aí uma tarefa, um exercício de auto conhecimento que vamos tomando lições durante uma vida toda. Semana passada, ainda, fiquei pasmo por uma situação em que bloqueei ações que jurava ter controle total. Trata-se de um exemplo de limites, já ultrapassei tal limite, porém nossos limites são como músculos... atrofiam se não praticados.

2. Você acredita que pode ultrapassar seus limites?

Sun Tzu já dizia, em seu livro “A arte da guerra”, que encaminha-se sua vitória, quando seu exército acredita nela. Há dúvidas que o medo precede ou modela o fracasso? Lógico que não! Porém não há receita de bolo para motivar ou fermentar tal coragem. São nas pequenas ações que iniciamos nosso autoconhecimento, como desbravar ou desbloquear nosso medo.

A exploração do ego de um homem passa por etapas que a vida dele contempla naturalmente. Seja no primeiro beijo, no primeiro emprego, e porque não no primeiro término de um relacionamento?

Sabemos que passamos de fase quando beijamos, sabemos que crescemos quando temos nosso primeiro salário, mas e quando terminamos um relacionamento? Tudo bem, além dos momentos guardados, qual a parte da evolução está em questão? Nos primeiros dias, semanas, parece que se regride, tamanha confusão que o cérebro faz de acordo com as lembranças ou nostalgias ao quadrado.

A exploração do ego busca conhecer em si mesmo quanto de nós, nós nos conhecemos. Parece confuso, mas está aí uma prática para saber até onde ir, quando pular ou até quanto rir.

O comodismo atrapalha a exploração do ego do homem/da mulher. Nosso ego é constantemente alimentado por sensações boas criando intensas zonas de conforto. Zonas de conforto que mais parecem zona de confronto, geram confusões que, por vezes, pedimos mais ajuda do que água.

Explorar-se a si mesmo não é fácil, verificar aonde erramos para consertar e partir pra outra menos ainda. Dói, coça e irrita! Porém é necessário. Enquanto isso, apenas massageamos nosso ego com belas passagens, ou enquanto essas durarem.

E você, conhece a si mesmo?

Pagobem para te ver em conflito com teu próprio ego, faz bem!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Novidades

Aguarde!

Novidades aqui no blog!

Abraços!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hits

1. Looping, o mal da música;

2. Criatividade, a gente vê por aqui;

3. Pagobem para uma boa melodia.

O que é uma boa música para você? Cite alguma!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como realmente conhecer pessoas

Crônica rápida:



"Você entra na escola ainda criança, mal sabendo os motivos que o levaram até lá. Ainda assustado com aquele mundo totalmente novo, passa a conhecer diversas pessoinhas que compartilharão alguns bons anos ao seu lado (e nenhuma delas sabe disso ainda). Anos vão e vem, e você vira amigo de muitos desses colegas, e de outros apenas um conhecido. Os anos (implacáveis) continuam passando, até que você topa com aquele conhecido de colégio nos corredores da faculdade. Trocam aquele "oi" meio sem jeito e seguem para suas aulas. Descobrem que serão novamente colegas. O tempo segue passando, e você está no aniversário de um primo seu. Olha para o lado e vê o colega de 25 anos atrás na mesma festa. Mais maduros, ambos começam a conversar. Uma amizade começa a nascer."





Quem nunca passou pela experiência de conhecer alguém por alguns anos e, de repente, virar amigo dessa pessoa?


O ser humano é um ser que vive em sociedade, precisando ter características mínimas de sociabilidade (ok: muitas pessoas simplesmente não sabem o que é isso).


Conhecemos inúmeras pessoas ao longo da vida: algumas delas ficam marcadas como nossos amigos, outras passam despercebidas e um outro tanto convivem conosco frequentemente, com um distanciamento que classificamos como "conhecido".


A amizade


Todos sabemos o que é amizade. Todos lembramos algum amigo que temos e como o conhecemos, os momentos em que vivemos (sejam estes felizes ou tristes).

Muito já falei sobre a amizade e a importância dos nossos amigos na desenvolvimento da nossa personalidade (como nos textos que fiz em homenagem aos dois amigos que dividem este blog: Beto e Teuso).

O cerne da amizade é a intimidade entre os amigos, que dividem histórias e aprendizados. Como ensina o grande Guru Pitka, no fabuloso "The Love Guru":

Não achei o trecho em que ele explica o conceito de Intimacy, mas o trailer é uma obra!


Intimidade é um joguete semântico com a tradução em inglês: Intimacy vira Into-me-I-See.


A intimidade entre amigos é quando eu consigo ver no outro aquilo que vejo dentro de mim mesmo. Vejo o mundo do outro como parte do meu mundo. Vejo os interesses do outro como meus interesses. Vejo as histórias do outro como as minhas histórias.


Vejo no outro um reflexo de quem eu sou. A imagem do outro é a minha imagem, com pequenas diferenças e, quando me vejo no outro, sinto a tranquilidade e segurança em ser que eu sou.


A amizade é um reflexo do individualismo (autocentrismo) dos seres.


O autocentrismo


Temos tendências a olhar para dentro de nós mesmos, achando que nosso umbigo é o universo. Pudera.

A sociedade conspira no sentido de que devemos ser seres autocêntricos e que devemos olhar constante e atentamente às nossas preocupações, já que estas são as coisas que realmente importam.

  • "Tenho que preparar aquele relatório para o trabalho."
  • "Como vou fazer para comprar aquela casa?"
  • "Preciso perder peso..."
  • "Como o mundo está perigoso atualmente!"
Sem hipocrisia: temos tantas coisas na cabeça que mal percebemos aqueles que passam em nossa vida. Nos poucos momentos em que percebemos, acabamos tendo aquela velha frase que aprendemos quando criança martelando em nossa cabeça: "não converse com estranhos".

Não conhecemos alguém e se este alguém conversa com a gente, somos todos cautelosos, já que crescemos pensando que conversar com estranhos é perigoso.


Making a long story short: vivemos um mundo que favorece o individualismo. O que importa é aquilo que está presente na nossa realidade, e não na dos outros. Fechamos as portas para os outros antes mesmos de os conhecermos.


A prova disso é que hoje temos estudos que comprovam a importância de sorrir como um fator que facilita a comunicação dentro de empresas, ou criando aquele sentimento de "pulga atrás da orelha" (realizado pela HSM Management).

Temos nossos interesses. Somos autocêntricos e desconfiados, e depositamos nossas desconfianças nos outros.


Agora, o autocentrismo pode ser bem aplicado (como aquele autocentrismo que acaba tornando uma pessoa sua amiga e fiel escudeira), desde eu respeite o próximo e construa algo sólido e positivo. É o caso daquela pessoa que enxerga no outro um reflexo de sua personalidade, criando o sentimento de amizade:




A virada

Mas como transformar um conhecido em amigo?


Abra seus olhos. Escute mais do que fala. Sinta o que o outro quer dizer.


Como?


Desapego do próprio eu. O budismo já nos ensinou isso aqui no blog, através das palavras do Sangye Gompa.


O apego excessivo que temos com relação a nós mesmos nos impede de viver plenamente o mundo que nos é constantemente apresentado.

Nossas percepções mudam quando estamos apegados a alguma coisa, e o desapego é o caminho que dá a liberdade ao nosso corpo. Tornamo-nos livres para experimentar o novo integralmente.


Na crônica acima, o personagem mais maduro desapegou-se de si mesmo (esqueceu suas preocupações e devaneios sobre a sua pessoa) e procurou o "conhecido". Descobriu que aquela pessoa com que tinha convivido por inúmeros anos tinha interesses parecidos com os seus. Até complementares.


Descobriu que aquele conhecido era divertido, fazia piadas engraçadas e era um trabalhador sério e honesto.


Um foi descobrindo a essência do outro, e o contato foi ficando mais frequente. Um ajudou o outro quando estava com problemas. Tomaram alguns porres juntos e riram das asneiras que fizeram. Aquele conhecido virou amigo.


A intimidade foi aumentando até aquele ponto em que um sabia o que o outro estava pensando só de olhar, sem precisar falar nada.


O desapego do "eu", permitiu que o "Into-me-I-see" criasse a intimidade necessária, através da descoberta, e um novo mundo nasceu, quando o personagem da história viu no outro um reflexo de si mesmo, que sempre esteve lá, mas nunca foi explorado. O desapego do momento permitiu que o personagem vivesse o presente, em sua plenitude.


Algumas vezes o processo de desapego é forçado: colegas de trabalho que passam uma temporada viajando juntos, vizinhos que passam por um problema de inundação em suas casas, primos com profissões diferentes e que moram em cidades diferentes, mas acabam conversando em uma reunião de família.


Todos viram amigos que tem uma linguagem própria e comemoram juntos as coisas boas que acontecem em suas vidas:


O nome da série tem tudo a ver com aquilo que estamos falando...


Ver que o outro é assim como nós cria um interesse genuíno no outro, cria a tolerância necessária às amizades, cria o afeto entre pessoas que apenas eram "conhecidas". 


Desenvolve laços e muda nossa percepção, fazendo-nos crescer como indivíduos.
Sorria para quem estiver ao seu lado. Troque algumas palavras, e talvez você terá uma bela surpresa no futuro.

A proposta


Fale como você conheceu aqueles que são hoje seus amigos. Conte uma história em que um conhecido seu mudou de status de conhecido para amigo. Como as coisas aconteceram?


Pago bem pelos relatos!


Editado: Obrigado àqueles que comentaram. Complementei o texto com o meu relato sobre a amizade e sobre como algumas vezes as amizades acabam. Leia aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aperte o botão e seja feliz.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Network / Democracia (A escola é boa)

Frente ao ridículo abaixo, segue a filha do prefeito... tentando abusar do poder (do pai) para intimidar um aluno referente a uma piada sobre sua decente família.

Qual sua opinião? [2]

Censura x Transparência x Moralidade

O que é mais importante? A censura, a transparência ou a moralidade?

Segue a matéria do CQC que foi censurada:

Qual a sua opinião?

sábado, 3 de abril de 2010

inovação

Cansado de vídeos e músicas normais??

Saca essa:

 
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