sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sonhos e evolução

O mundo está em constante evolução. Quando digo constante, digo: CONSTANTE. 

Engraçado é que alguns dos significados da palavra "constante" são "inalterável, invariável, fixo". Um paradoxo, já que, para mim, o mundo está sempre mudando. Sempre. 

O que acontece em nossa vida é efêmero. Dura um tempo e acaba, já que nada é permanente. 

Alguns momentos de meditação e muita reflexão depois, acabamos criando um dogma: nada é permanente. Contemple a impermanência

Quando contemplamos a impermanência das coisas, passamos a valorizar as situações que se apresentam. 

O sabor agradável do chocolate será muito melhor apreciado, já que o sabor de hoje é impermanente, e poderá ser diferente amanhã. A presença daquela pessoa que você gosta será aproveitada a cada segundo, já que amanhã ela poderá não estar ao seu lado. Os problemas de hoje não existirão no futuro. 

Então: para que sofrer? 

Como praticar?

A prática: Será que temos consciência da efemeridade das coisas? 

A água do rio em que hoje te banhas não é aquela em que ontem te banhaste, nem aquela em que amanhã te banharás. (pago bem para quem disse quem é o autor desta frase - sem a devida complementação...) 

Alguém me comentou sobre como as estrelas que fazemos pedidos hoje são as mesmas que milhares de pessoas já admiraram, desejando a realização de um sonho. Como se as estrelas fossem cúmplices e confidentes de uma legião de pessoas ao longo do tempo...

(Crédito) Quem nunca fez isso?

Pouca gente sabe, mas as estrelas que estão no céu hoje já estão mortas. A luz delas viaja no espaço, mas quando suplicamos por um desejo, suplicamos à luz de algo que já morreu (fonte). 

O ser humano está acostumado a depositar sonhos e esperanças em algo que não existe. A estrela é efêmera, assim como nossos sonhos. A única coisa que existe é a nossa vida. E esta também é efêmera. 

Já fizeste um pedido no teu passado e depois mudaste de opinião, desejando o contrário? 

Assim como as águas do rio, somos hoje aquilo que não éramos ontem, e diferente do que seremos amanhã. Somos melhores? Somos piores? Depende. Somos o resultado das nossas experiências, e, acima de tudo, somos o resultado das nossas esperanças, sejam elas conscientes ou inconscientes.

E o resultado?

Se contemplarmos a impermanência das coisas, a efemeridade da vida, perderemos a noção do tempo. Como?

O passado e o futuro deixam de ser presente.

Por qual motivo eu deveria perder meu tempo pensando no ontem ou no amanhã, já que o presente é único e deve ser contemplado?

Aprendemos e temos consciência de que nossos sonhos estão mais ligados ao nosso presente do que o nosso futuro. Evoluímos, pois realizamos sonhos diariamente.

Quando realizamos nossos sonhos, crescemos individualmente. Trabalhamos nossa confiança. Sentimos felicidade e bem-estar.


Passamos essas energias e sensações boas àqueles que estão em nossa volta. Em resumo: o ambiente melhora.


Passamos a sonhar coisas diferentes. Passamos a buscar algo a mais. E poderemos realizar este sonho no próximo dia.


Seu presente é a oportunidade única que tens para ser feliz e realizar seus sonhos. Para evoluir.


Abandone suas amarras, vivendo o presente. Não perca o trem que passa, levando você para a frente... para a sua iluminação, para a sua evolução.


Não lamente pelo que passou, vá embora para aquilo que você passará:


Você vê os trens passando?



A pergunta?


Você já viu o final de algum show em sua vida, pegando o trem para uma próxima fase? 

Divida conosco. Pago bem!
 

terça-feira, 18 de maio de 2010

Roteiro de curta metragem (precisamos de um bom nome)

  Gurizada tava pensando em fazer um curta metragem pra por aqui.

Aqui vai o roteiro, por favor se quiserem fazer alguma alteração fiquem à vontade, a idéia é promover uma discussão pra ver se fica legal mesmo:


Personagem principal

Nosso personagem principal (nome? Pensei em um nome comum, Carlos, Luis, Pedro), é um bem sucedido executivo de um multinacional que produzia sapatos de couro, e acabara de ser demitido ( essa cena eu imaginei ele caminhando sob um sol escaldante de verão com o aviso de demissão na mão, a gente filmaria em close o aviso como se ele estivesse lendo-o e logo depois pondo no lixo).

Aqui vem a dúvida, ele é casado, se sim, tem filhos? Acho a melhor saída pro bom andamento do filme é que ele seja separado e tenha um filho de uns 16, 17 anos, que não mora com ele.

O enredo

Como é verão e o guri está prestando vestibular na UFRGS, seu filho (sugestão de nome? Por hora Walter) esta passando o final de semana com ele, já que a mãe (ex-mulher) foi pra Punta com o novo marido. Carlos (ficou Carlos por enquanto, nada é definitivo) é um bom pai, a gente pode mostrar isso talvez mostrando ele, ao invés de ficar chorando as pitangas, preocupado em comprar coisas pra ter em casa pro garoto Walter.

Cena 1

No Super-mercado ele poderia encontrar algum conhecido do trabalho, e assim, em uma conversa fria (poderia se passar na sessão dos frios, com aquele vapor frio saindo das geladeiras) ele conta um pouco de sua história para o conhecido:

- Como vão as coisas, pergunta o conhecido.
- Bem, só comprando umas coisinhas, Waltinho vai ficar comigo no final de semana. E contigo? Pergunta sem muito interesse, querendo ir embora.
- Vou bem, sigo no ramo de consultoria, saindo de férias hoje indo pra Punta. E a empresa? Como está?
- Legal! Punta (na verdade Carlos odeia Punta, não vê sentido em ir até Punta é longe, a água é fria), vai com a família?
- Sim, saio amanhã cedinho, estrada é longa. E a empresa como estão as coisas por lá? (o conhecido era daqueles caras extrovertidos, sem muito tato, na verdade ele percebeu que as coisas não estavam muito bem mas decidiu insistir).
- Na verdade muito bem, acabei de ser demitido (não sei se essa frase se encaixaria com o nosso personagem já que “na verdade não muito bem” acaba sendo quase um desabafo, coisa que Carlos não faria com um mero conhecido... bom, conversaremos).
- Tu?? O cara mais comprometido da empresa? Mais de 20 anos dedicados à ela? Como? ( o conhecido falou isso meio que por falar, acabando de pesar o presunto e colocando o queijo na balança).
- Pois é tu vê como as coisas são (Carlos aparenta serenidade mas perdeu a paciência).
- Bom, vou indo lá Carlos tenho que fazer uma geral no carro ( o conhecido vendo que Carlos precisava de um apoio foi ligeiro em sair antes que o papo aprofundasse e ele perdesse seu precioso tempo. A gente poderia mostrar isso com ele esquecendo o queijo na balança. Por sinal, porque ele compraria queijo se está indo viajar? Veremos isso também).

Cena 2

Carlos foi buscar Waltinho no cursinho, Waltinho não gosta da mãe, uma perua (a gente podia deixar subentendido isso) e se identificava muito com o pai (Carlos tinha seus 48 anos e gostava muito de apoiar Waltinho e escutar o que ele tinha à dizer e Waltinho falava bastante de sua vida com o Pai).

Isso podia ficar explícito na janta, quando pai e filho comeriam a pizza congelada de calabresa comprada na cena do Super, o pai tomaria um vinho, e o filho falaria sobre sua ansiedade para as provas que começariam no dia seguinte.

Sem deixar de notar o abatimento do pai, que por sua vez também abriria o coração para o filho (trilha: Coldplay - Trouble, acho uma boa). Seguindo a trilha a gente podia mostrar o abatimento do Pai (como? ele caminhando pensativo por um parque talvez...) e o filho não passando no vestibular (ele tentou pra Administração, seguindo os passos do pai).

Podia ter uma cena dos dois abraçados chorando, podia ser no entardecer no Guaíba talvez, finalizando a música:

(Fonte) Que tal?

As sugestões

Vocês acham que o filme poderia acabar assim? Ou seguir a trama? Já tenho algumas coisas na cabeça... Temos que ver orçamento e como conseguiríamos atores...

Pago bem pela suas idéias!

No mais, abraço!

sábado, 8 de maio de 2010

Sobre a criminalização desumana da pedofilia

“Eu quero tratamento”, disse o mais novo vilão do Brasil, agora já morto. Vilão, pelo menos segundo a mídia burra que tem como expoente jornalístico a Bandeirantes, mais especificamente o programa apresentado pelo Datena. Tal rotulação expressa o pensamento de uma parcela significativa da população brasileira que defende que pedófilos – tomando um exemplo mais agudo de criminosos em geral – devem ser tirados de circulação, de preferência mortos, mas pelo menos encarcerados o resto da vida; quando, subentenda-se, viverão provavelmente pouco tempo na mão dos outros prisioneiros que compartilham a forma de pensar da referida parte da população. Só assim a justiça será feita. Ainda segundo essa opinião mais geral, pedófilos seriam mentalmente imundos e perversos, voluntariamente malvados, isto é, vilões. Há projetos de lei bolados por políticos atuais que compartilham essa opinião e pretendem mapear todos pedófilos do Brasil, para que toda população saiba onde (não) encontrá-los. É como fazer uma queimadura na testa para identificá-los, mas na era digital. Se vivêssemos numa sociedade altamente moralista (vide o filme A Fita Branca) aposto que os homens célebres não gostariam de ter suas testas queimadas caso seus adultérios, sonegação de impostos e etc viessem à público...

Para pegar como exemplo alguns diagnósticos da moda, mas que não fazem nada além de dar novo nome pro que já existe desde sempre, imaginem se hiperativos ou depressivos não fossem considerados doentes, mas voluntariamente, intencionalmente preguiçosos ou maníacos? Imaginem alguém que se sente muito mal pela manhã e não quer trabalhar, numa situação de forte tristeza, ser considerado malandro, trapaceiro e embusteiro, ao invés de deprimido? Pois é o que acontece com a pedofilia. Continuemos imaginando. Um homem homossexual, que em determinadas épocas e culturas é considerado um depravado desviado da moral correta, hoje em dia é, em parte, compreendido como alguém que sente, verdadeira e espontaneamente, atração pelo mesmo sexo. Pois o pedófilo – assim como o fetichista que só se excita vendo pés, por exemplo –, sente por uma criança a mesma atração genuína que um homem heterossexual sente por uma mulher. É fundamental nos darmos conta disso para compreender o impacto social do impasse do desejo sexual do pedófilo – ele se sente naturalmente atraído por crianças. As diferentes constituições humanas permitem distintos objetos privilegiados na sexualidade, alguns deles são socialmente aceitos no âmbito moral e legal, outros não. Lembremos, como exemplo legal, que em alguns estados dos EUA a sodomia é ilícita. Como exemplo moral temos as diversas práticas que o catolicismo medieval insiste em condenar diretamente do topo de castelos dourados de hipocrisia...

A pedofilia é uma questão mais complicada porque sua criminalização e sua perseguição moral encurralam seus, digamos, padecentes sem que nenhum espaço de relativização seja possível. Os pedófilos não podem se reunir em grupos de anônimos como o AA para compartilhar problemas e buscar ajuda, pois, ora, a polícia prenderia todos diretamente na sede. Mesmo o sigilo dos consultórios de psicologia é posto à prova: o código de ética prevê possível quebra de sigilo em determinadas situações relativas. Poucos pedófilos buscam tratamento, uma vez que temem, com razão, que o sigilo seja quebrado. Quantos profissionais não abririam mão do sigilo para prender um pedófilo que anuncia que cometerá ou comenta que cometeu abusos? Se nem os profissionais que deveriam estar habilitados para tratar esses quadros são capazes de escutar os pedófilos, quem o fará?

Chegou-se a considerar que negros não eram pessoas de verdade, pois não teriam alma. Chegou-se a pensar que judeus devem todos morrer e que a execução de doentes congênitos é válida para a construção de uma raça superior. Se a mídia, a legislação e a população em geral, não começarem a compreender a pedofilia como um crime cuja causa não é um desvio de caráter, mas uma característica intrínseca e genuinamente humana, o ódio que não compreendemos resultará na mais longa caça às bruxas que já se viu. Quanto mais acuados e menos compreendidos forem os pedófilos, menos possibilidades de tratamento terão e, claro, mais crimes cometerão. Para cuidar das crianças e impedir que sejam abusadas devemos, paradoxalmente, começar tratando seus abusadores com alguma humanidade.

Pago pelo leitor: Vitor Hugo Triska, psicólogo, também escreve em vhtriskaensaios.blogspot.com.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cara Nova

O Pago Bem! está de cara nova.


Depois de três anos, resolvemos investir aqui!

Depois de partir para um conteúdo mais elaborado (como já vinhamos fazendo) e mantendo um clima descontraído, o site mudou sua cara.


Participe! Pagamos bem!

Estamos pagando e andando... construindo coisas interessantes!

Um agradecimento ao Rodrigo Motta (e-mail), o responsável pelo novo desenho.
 
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