terça-feira, 15 de junho de 2010

Tamanho ou qualidade?

Nessa longa estrada da vida, já ouvi de tudo. O que importa é o tamanho? O modo como cabe na mão? Para muitas, o que vale é a sensação de quando se coloca na boca, ou até mesmo de se admirar, somente. Para outras, a qualidade é importante para contar vantagem, uma sobre as outras.
 

Para nós homens, confessamos que de nossa parte sempre há o interesse de prover o melhor, porém a pulga atrás da orelha, perdura! “Elas preferem tamanho ou qualidade?”

Muito seguro de mim, sempre achei que haviam dois grupos, as que prefeririam o ápice do comprimento, e as sensíveis, que se incomodavam com tamanhos extras, atendo-se a qualidade, e basta!

Uma vez comentei com uma amiga sobre sua real intenção após 23 anos de procura, uma busca incessante pelo ideal. Sabem o que ela respondeu? “Prefiro quantidade deles!”

CARACA! Surgiria um novo grupo? Surgiria um nicho vago para as amantes da diversidade? Deixei-a de lado e foquei na dúvida que originou esse post. No que me concentro? Ofereço qualidade ou tamanho? Cruel dúvida.






Ainda focado nos grupos, o das que preferem o tamanho ramificam-se em exageradas e conservadoras, já o outro grupo divide-se em: textura e o modo como fecham os dedos. Entender o pensamento das mulheres não é tão fácil como escolher uma cerveja, existem variáveis que podem eliminar candidatos quando se fala em namorado ideal.

E se eu não me enquadrar no perfil? E se eu oferecer tamanho e ela preferir qualidade? E se eu ofertar qualidade quando o que enche os olhos é a superfície? Realmente a dúvida é mais cruel ainda.

Devo resolver o tamanho? Devo melhorar a qualidade? Unir os dois funciona? Lembre-se: quem tem dois, tem nenhum...

O dia dos namorados deve ter sido cruel para boa parte dos apaixonados.

Fico a pensar sobre quantas dúvidas foram geradas na cabeça dos homens inseguros que ainda preocupam-se com isso, com a parcela dos homens que projeta na mulher o sucesso de uma relação, ou até mesmo do grupo masculino citado acima, o grupo daqueles que escolheram comprar um mero BATOM para suas amadas.

E agora, rosa ou marrom?
 
Pago bem pela tua escolha...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sorrindo

Ah se ele todos soubessem como conhecer esta cidade valia a pena!

O tempo gelava todo seu corpo. Sentia o peso das suas roupas limitar seus movimentos. A cada passo que dava sentia todos os músculos de seu corpo pedirem por uma pausa.

Olhou para o lado: um chocolate quente. Era o que precisava.

Entrou naquele salão, olhou para os lados e conferiu o ambiente. Muitas pessoas, ninguém conhecido. Claro, era outra cidade.

Sentou-se no balcão do café e pediu uma taça de chocolate quente. Alheio ao mundo.

Aquele lugar lembrava-o de quem o apresentara àquela cidade. Um flamenco cadenciado e cheio de malícia embalava alguns casais que dançavam. Era a música? Eram os casais? Era o doce do chocolate? Era a cidade?

Aos poucos foi sentindo seu corpo envolver-se completamente. Era este sentimento que esta cidade despertava.

Muito ouvira falar sobre as belezas daquele local. Era uma cidade imensa, bastante conhecida, muito reconhecida. Muitos haviam escrito sobre ela. Muitos a haviam fotografado. Muitos a cantavam.

Vivia em outro local, muito distante e diferente daquela cidade.
Ele estava conhecendo. E não mais queria sair.


Ela o havia apresentado. E aquele café lembrava ela.


O chocolate quente que esquentou um corpo cansado do frio lembrava o doce beijo dela.


A música envolvente lembrava seus abraços. Seu carinho.


Os casais apaixonados que davam show dançando lembravam o brilho do olhar sedutor.


As sensações que aquele café lhe despertaram levaram-no a sonhar pela cidade.


E como era bom!


Cada rua uma história. Cada lugar um sentimento. Cada pessoa um aprendizado.



Aliás, era isso que o fizera decidir-se em ficar na cidade que ela o apresentou. A beleza dela e o aprendizado.


As ruas da cidade iam e viam. Em algum momento se cruzavam. Mas levavam a todos os lugares que eles quisessem ir.


Para a cidade ele era estrangeiro. Estrangeiro com ares de cidadão. Ele estava aprendendo os costumes daquele local. Aquela cidade já estava no corpo dele. Aquele estrangeiro estava virando cidadão local.


Foi conhecendo as construções e as pessoas. Foi aprendendo com elas. Foi aprendendo com ela.


Foi conhecendo os caminhos. Aos poucos foi se familiarizando. Foi aprendendo aonde ir, como ir, como chegar onde ele e ela queriam.


Sabia que pela grandeza da cidade que tinha muito que aprender. E estava disposto. Passou a amar o infinito de oportunidades que aquela bela cidade oferecia.


A cidade era viva. Era como ela.


Em constante evolução, sempre haveria algum lugar novo, um novo caminho, uma nova história.

Ele sempre teria o que aprender.


Despertou do sonho.


Era alguém perguntando se ele queria mais chocolate quente.


Educadamente agradeceu. Estava quente e pronto para mais uma belíssima sessão de caminhada.


Colocou o casaco. Cumprimentou os desconhecidos que lhe olhavam com um sorriso.


Saiu a caminhar pela cidade. Estava indo ao encontro dela.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Salvando vidas...

Da série: Filosofia na música (dê o play no vídeo abaixo, assista e reflita conosco).

Música: Savin' me
Artista: Nickelback

Escolher a profissão é uma das coisas mais difíceis na vida do ser humano. 
Especialmente quando se é jovem e inexperiente. Qual a minha vocação? O que eu faço bem? O que me fará feliz para o resto da vida? O que vai garantir o meu sustento? Decisão difícil.
Mais difícil ainda é enxergar o que tem por trás de cada uma das decisões que fazemos na vida. Tem pessoas que escolhem a profissão “salvar vidas”. Tornam-se médicos, enfermeiros, bombeiros e tantas outras profissões cuja essência está em salvar vidas, ou quem sabe impedir a morte. 

Prefiro pensar que todos nós somos salva-vidas. Todos os dias. Em algum ponto. De alguma maneira. Está na essência do ser humano salvar os outros, resgatá-los, dar-lhes uma segunda chance. Nosso grande problema é deixar essa essência de lado, e concentrar-nos em buscar sempre mais. Buscar ser isso, buscar ter aquilo...

E se o que buscamos nunca acontecer? Se aquele dia que tanto sonhamos nunca chegar? Seremos nós seres humanos frustrados, cujas vidas não valeram a pena ser vividas? A resposta será negativa se brincarmos de salva-vidas durante a nossa existência na terra. Salvar vidas é muito mais do que impedir a morte

Salvar vidas é resgatar alguém que está perdido. É apreciar um momento a dois. Salvar vidas é fazer um jantar mais feliz com a sua presença. É dar uma palavra de apoio quando todos estão criticando. É estar no lugar certo, na hora certa, com a palavra certa, mesmo que naquele momento tudo pareça errado. É sorrir para quem está chorando. É mostrar o lado bom de uma situação para quem não consegue enxergá-lo. É não desistir das pessoas. É não desistir de um sonho, sendo ele seu ou de outros. É saber que vale a pena salvar as pessoas.

Resgatar um amor, fazer o dia de alguém melhor, fazer um pequeno gesto... “A vida é curta”. Gosto de pensar nessa frase como um clichê, sem muito significado pra mim. Curta? Tem quem viva 100 anos e ainda assim gostaria de viver outros 100 para realizar o que deseja ou estar mais tempo perto de quem ama. Tem quem viva 20 anos e não realize nada. Não valorize os momentos, não ame ninguém... e possa ainda achar que sua vida foi longa demais para tanta tristeza. A noção de tempo pode variar de pessoa para pessoa. O que não pode variar é a certeza de que estamos nesse mundo para conviver, amar e aprender. Sempre.

Escolhas são difíceis sim. Mas posso escolher salvar alguém hoje

Pago bem para quem contar como salvou uma vida ou como já foi salvo.
 
Copyright 2010 pago bem!