terça-feira, 27 de julho de 2010

Piloto Automático

O que escreverei a seguir surgiu através de uma breve conversa, aonde constatei que concordei , murmurei, opinei e negociei sem ao menos lembrar do que estava falando.  

Experiência própria

Pode parecer estranho, e é. 

O piloto automático estava ligado. 

Quantas vezes me peguei concordando com alguém, embalado pelo simples fato do stress ou da ansiedade, e, ao mesmo tempo, desligado de tudo e fluindo através de expressões genéricas e falas repetitivas? Inúmeras. 

O que desencadeou essa preocupação em mim, é que em certos momentos o piloto automático tem sido ativado sozinho, sem que eu olhe para a raiz do problema/origem do conflito e diga: “Quando isso vai acabar? Bem que agora poderia ser amanhã, ou final de semana”

Quem assistiu ao filme Click (2006), sabe bem do que eu estou falando. 

É um belo exemplo de como não agir, de como não fugir dos problemas ou encará-los de costas:

 

O protagonista se enxerga em um poço de lamúria, rodeado pela sua própria ansiedade que é forçado, por si próprio, a avançar os momentos desconfortáveis através de um controle remoto (objeto metafórico). Aos que não assistiram, #ficadica. 

Cotidiano 


Exemplos de pensamentos para nossa vida passar mais rápido percorrem nossas mentes diariamente.
  • Como método de livrar-se de um fardo: “-Faltam 4 horas para eu ir para casa.”
  • Como método para equilíbrio financeiro: “- Hoje é 23, dia 26 entra o salário, falta pouco.”


... Exemplos dos mais variados de como nosso pensamento é automático e seleciona os momentos interessantes a serem vivenciados. 

 Hoje é Julho, e me lembro muito bem do réveillon passado aonde tracei metas para 2010. 

Tão focado nelas, fui ver que 7 meses se passaram. 

Mais importante que percorrer tais metas, seria viver cada passo incluso nelas. Difícil? Sim. Impossível? Não. 

O jeito é saber diferenciar momentos necessários para ligar o piloto automático, embora eu não ache que haja momentos propícios, visto que até na dor crescemos. Além do impacto temporal, viver em piloto automático expressa a necessidade que a mente tem de desligar do mundo. Talvez um sinal de que você precise reduzir a jornada, canalizar preocupações ou até mesmo desenvolver estratégias para não cair na armadilha do passatempo. 

O piloto automático como barreira afetiva 

A insensibilidade masculina, aliada ao piloto automático (à minha ótica, mais presente nos homens), muitas vezes, sobrecarrega o cunho sentimental no que tange a capacidade de interação. 


Longas conversas, discussões intermináveis, fatos corriqueiros geralmente levam à atitudes de mecanismo automático, forçando permanentes respostas sem memória, sem origem racional e, quiçá totalmente descabidas ao momento.Tudo fruto do piloto automático, o artifício que entra em cena a todo ingrato instante.

Saber jogar com ele é uma arte que aprenderemos, certamente, somente na velhice. 

Saber entrar em cena com o piloto manual é uma ciência para poucos. Adotar práticas que ocupem boa parte do teu dia pode parecer uma bela opção. Pois por mais que não sejam garantias de que teu piloto automático verá no off, pelo menos terás plena noção que o % de aproveitamento da tua vida foi satisfatório.  

Pago bem para que estejas no piloto manual!

Pago bem para saber o que te faz entrar no piloto automático.

domingo, 11 de julho de 2010

A arte de ter razão?

Mais uma pra série: "Filosofia na música". Leia ouvindo a música abaixo:


Fito Paez - Mariposa Technicolor (letra e tradução aqui)

A música nos faz lembrar algo corriqueiro: cores, sensações e memórias que temos, que nos remetem àquilo que vivemos. Algo como na crônica "Sorrindo".

Agora, uma frase faz toda a importância:

"la melancolia de morir en este mundo
y de vivir sin una estúpida razón"

A vida é feita de memórias. Fora as sensações e lembranças da música, uma reflexão se destaca: qual a razão de existirmos?

A reflexão.

Não estou falando da razão coletiva, do nós (leia-se: da sociedade), e sim da razão individual, do eu.

Agora parto para uma reflexão pessoal que tem marcado meu presente: qual o meu papel? qual a minha razão?

O que as pessoas vão falar de mim no dia em que eu morrer? O que eu vou deixar aos meus filhos e à minha família? Qual será o meu legado?

Quero construir algo que eu possa me orgulhar, que possa fazer bem aos outros. Que seja a diferença na vida de alguém.

Simples ou complexo, temporário ou permanente. Não sei. Desde que seja a memória na vida de alguém: "quando eu precisava de alguém, ele me estendeu a mão."

Quero ter a certeza que criei um carma positivo, com base nas minhas atitudes, fazendo um mundo melhor. Quero que essa seja a minha razão, sem melancolia e vivendo para um bem maior.


A diferença.


Clichê ou piegas, pouco importa: o importante é que há uma diferença entre viver e simplesmente existir.


Todos existimos, muito embora poucos de nós vive.

Na verdade vivemos e existimos durante a nossa trajetória. Existimos naqueles dias que vamos dormir e pensamos: "mais um dia passou". Vivemos quando vamos dormir e pensamos: "sempre lembrarei esse dia".

Aquele dia em que fizeste uma criança sorrir, aquele dia que ajudaste seu avô doente, aquele dia em que lutaste contra ti mesmo, vencendo um medo, aquele dia em que foste tolerante, aquele dia em que serviste de bom exemplo, aquele dia em que ensinaste ao próximo e aquele dia em que deste sentido à tua vida. Aquele dia em que viveste em sua plenitude.

Aquele dia que acordaste e não deste um bom dia ao vizinho no elevador, aquele dia em que passaste no piloto automático, aquele dia em que brigaste com alguém que gosta. Aquele dia em que simplesmente exististe, e que não agregaste nada.

Há uma diferença: existir é simplesmente nascer. Viver é fazer a diferença, é ter uma razão.


A arte de ter razão?

Tenha razão na sua razão. Estranho? Sim.

Tenha a sua razão de existir, e tenha convicção nela. Não aja pensando na sua razão em certos momentos, mas aja sendo a sua razão.

Incorpore o seu objetivo, o seu sonhos, a sua meta de vida.

Faça com que a sua razão entre na sua vida, e motive todas as suas atitudes.

Acredite na sua razão e no seu sonho, e terás uma orientação para perseguir teu caminho.

Quando vivemos com um propósito, todas as nossas atitudes são inconscientemente levadas para que o nosso sonho se realize. Em outras palavras: só conseguimos aquilo que realmente queremos.

Se a nossa razão de ser é ser feliz e levar a felicidade para os outros, internalize isso. Feche seus olhos e visualize como seria sua vida com felicidade. Como seria a sua reação, como seu corpo reagiria. Experimente todas as coisas boas que ser feliz te propicia. Imagine que aquele "eu" que você está vendo está aos poucos indo ao seu encontro.  Imagine aquele "eu" entrando em você. Imagine que você está experimentando toda a felicidade que aquele "eu" esteve experimentando, e que isso está dentro de você.
 
Ser um artista em ter uma razão é uma simples questão de ponto de vista (obrigado por explicar Alberto): assim como a palavra "chorar" pode trazer lembranças ruins, ela pode significar uma coisa boa: "chorei de tanto rir".
 
Seja o artista de sua razão.


Pronto. Agora você sabe que basta querer para que algo aconteça. E como isso é simples.

A troca.

Não estamos sozinhos. Cada um, em sua individualidade, vive em conjunto com todos os outros ao seu lado, e por isso trocar experiências é tão importante.

Qual a sua razão?

Pago bem pela sua experiência!
 
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