quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Amor

Depois de tanto tempo sem escrever, não podia voltar sem falar sobre algo diferente, e esse vai para a série Filosofia na Música.

Em uma dessas idas e vindas pela internet, topei com o seguinte vídeo:

Música: Doce de Côco
Artista: Paulo Moura

A história do vídeo explica a filosofia que move esta reflexão.

Paulo Moura estava internado em uma clínica paulista, em estado crítico. Tinha dificuldades para falar, mas insistiu em tocar a música Doce de Côco em sua clarineta, acompanhado pelo músico Wagner Tiso. Dois dias após a gravação, Paulo Moura faleceu.

Amor

Amor é aquilo que nos move, sem que tenhamos consciência disso.

É um processo simples e complexo. Contraditório. Você sabe quando ama alguma coisa, mas não sabe as razões que te levaram àquilo.

É o que te tira o sono e te faz dormir uma noite perfeita. Enche nossos corpos de energia, e nos deixa sem ar. Amor é dia e noite, é doce e salgado.

Amor é motivação, é brilho, é coragem.

Amor é dedicação, é ilustração, é música.

O amor ensina algumas lições.

Amor é diferente de paixão. Enquanto esta é um processo temporário, o amor é um processo permanente. A paixão também é algo que nos move, mas do mesmo jeito que começa, acaba. Já, o amor, ah meu amigo... esse fica.

Falar sobre o amor é falar sobre algo que não há palavras para descrever. Amor é atitude.


Aquilo que amamos

Amamos nossa família, nossa namorada (beijos shirrin), nossa profissão, nossos hábitos e nossas histórias.

Amamos as experiências que acontecem conosco e a maneira com que elas vão, aos poucos, fazendo parte de nós, influenciando nossas atitudes, desenvolvendo nossa personalidade e criando aquilo que somos.



Amar nos orienta


As experiências felizes ou tristes que acontecem conosco fazem com que aprendamos lições que marcarão nossa trajetória. Quando várias dessas experiências se reúnem em torno de um denominador comum, passamos a ter outra percepção sobre as experiências.


Aquela pessoa que te faz feliz constantemente passa a ter um valor maior na tua vida. Aquelas sensações passam a te fazer exponencialmente especial, e você ganha um presente.



Amar é um presente. Um presente que aquele que ama dá e recebe daquilo/daquele que ama, mesmo sem haver reciprocidade. Como?


A troca

Quando passamos a amar alguma coisa tornamo-nos mais felizes.

Encaramos o mundo com outra postura, e passamos a despejar a energia boa que circula em nosso corpo àqueles que nos cercam.

Amar te enche de alegria. Amar te permite sonhar. 

Sonhando passamos a trabalhar com todas as energias de nosso corpo. Dedicamo-nos mais e somos mais assertivos. Não cansamos e contagiamos os outros. Envolvemos as pessoas e temos o poder de criar felicidade. Em nós e nos outros.

Paulo Moura fez isso. Ninguém sabe quantos dias de vida mais ele teria se não tivesse tocado clarineta por míseros três minutos (o que é muito difícil, diga-se de passagem).

Fez um esforço inimaginável para fazer aquilo que amava: tocar Doce de Côco.

Quem viu o vídeo percebeu o brilho no olhar dele. Percebeu a mão daquela que estava ao seu lado fazendo-lhe carinho durante a música.

Quem disse que Paulo Moura sofreu enquanto tocava?

Para quem ama não existe sofrimento. Existe uma infinidade de oportunidades que, para aproveitá-las, basta fechar os olhos e se jogar.

Aquele que ama troca. Troca sua energia com o mundo por uma sensação muito mais especial, muito mais importante, muito mais gratificante.

Mais do que nunca o velho ditado faz sentido: "ame aquilo que faz".

Basta amar que um mundo novo de infinitas possibilidades estará presente. Basta amar que nascemos de novo, a cada minuto.

A proposta

Qual é o amor que te move? Qual foi o amor que te tirou do sério? Aquele amor que deixou um doce sabor em você?

Pago bem para saber qual é o seu Doce de Côco.
 
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