sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Livros que andam

Um projeto


Esse é o primeiro projeto do Pago Bem e, francamente, esperamos que não seja o último.


Uma das propostas do site é ser uma fonte de informação, um espaço cultural. Acreditamos que educação forma uma sociedade sólida, capaz, e perseverante.

Um homem (ou mulher) educado consegue não só sonhar, mas consegue construir seu sonho. É aquele que dá o salto entre uma vida de imaginação para a vida de construção. É aquele que cativa. É aquele responsável pelos outros.

Confesso que essa ideia não é original. Já vimos isso em algum outro lugar e achamos interessante, agora, nunca nos deparamos com a ideia colocada na prática.

Um sonho


Acreditamos que livros são feitos para serem lidos.

O que adianta lermos um livro e deixarmos ele em uma estante, acumulando pó para o resto da vida?

Livros são como pessoas, e devem circular.

Suas ideias e suas palavras devem atingir a todos, sem preconceitos.

Suas histórias e aprendizados devem atingir o maior número de pessoas possíveis. Devem inspirar, mudar vidas, devem fazer seus leitores sonhar.

Feliz é aquele que sonha.

Por isso mesmo vamos começar o projeto: Livros que andam.

O que importa é que a cultura que consta nos livros cheguem àqueles que não teriam acesso ao mesmo.


Como fazer?


Pegue aquele livro que está em sua prateleira. qualquer livro (pode ser até um livro novo que marcou a sua vida).

Escreva a seguintes palavras na primeira folha:

“Livros que andam.



Parabéns! Você acaba de ganhar um livro!

Se gostou leia, se não gostou deixe para outra pessoa ler, ou dê de presente.

Livros são feitos para serem lidos, e para mudar as vidas das pessoas.

Depois que ler, deixe em um lugar onde muitas pessoas circulam, para que cada vez mais pessoas leiam.

O mundo é feito de sonhos, e livros nos dão motivos para sonhar.

Leia sempre, e espalhe seus livros (com estas palavras)!

Se quiser mandar a história de onde achou este livro, ficaremos felizes em saber:


Vai ficar mais ou menos assim:



É importante colocar o e-mail, para tentarmos fazer um mapa de onde os livros estão indo. Vamos tentar fazer com os livros cheguem ao maior número de pessoas.


Se conseguirmos fazer uma pessoa apenas realizar um sonho, ou sonhar pela primeira vez, o projeto já será um sucesso.


Este é o primeiro exemplar (o título é sugestivo):




Deixe o livro em um local de grande circulação, para que alguém o ache. O nosso vamos deixar em uma parada de ônibus:




Esperamos que ele seja útil para alguém.


Tirem fotos dos livros que deixarem e divulgaremos aqui! Qualquer foto já vale!

Pago bem pela sua ajuda. Divulgue!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Educação

Assunto tão batido, porém nunca esgotado.

Por vezes, me deparo com pessoas sem o mínimo senso de colaboração cidadã. Ontem, mais uma vez, tive a prova de que a classe social não pode ser atrelada ao nível de educação de um homem.

Era o retorno à cidade, ainda estava no interior quando me deparei com a cena motivadora dessa “ira”. Entendo qualquer necessidade, qualquer motivo que leve a fatos adversos, porém jogar lixo pela janela é algo que não tolero.

Poderia classificar a atitude como impensada, porém me atrevo a dizer que lastimável não descreveria 100% a cena.

Uma garrafa pet jogada ao meio da rodovia? Seria isso justo?

Seria justo para com todos nós, tal atitude desencadeadora de processos que degradam o meio ambiente?

Não consegui registrar o momento que me levou a tudo isso, porém deixo uma foto que retrata o “jegue”, digo, autor dessa façanha.

Tudo bem, tudo bem, poderia, mais ainda, descrever sobre o ato de transportar duas ovelhas na caçamba do veículo, poderia citar o cuidado com animais, mas não vem ao caso. Deixo isso para outro momento de fúria.

Acredito que desculpas não cabem, tampouco explicações. A falta de consciência, atrelada ao baixo nível sócio-cultural/intelectual de muitos cidadãos desperta em mim um sentimento de que não basta a minha parte, tudo é posto fora com atitudes como essa.

De qualquer forma, ele seria um belo alvo para o novo projeto do Pago bem.

Fiquem atentos.

Pagobem pela tua fúria, guardá-la não faz bem

Grrrrrr...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

When I come around

Esse texto é a continuação do "Como realmente conhecer pessoas", trazendo outro viés, aquele sobre como nos distanciamos de certas pessoas. Ah, vou falar sobre amizades, sonhos, infância, música, paixão, acreditar no futuro e ser feliz.

O início

A história tem três inícios. Making a lifetime story short:

1. 1994 - Minha mãe chega em casa com um CD na mão: Dookie, do Green Day. Falou que seus alunos pediram para colocar uma música na sala de aula, e que ela não podia, blablabla. Os tempos eram outros. A capa do CD tinha uma guerra um tanto quanto diferente:


Fora a capa do disco apresentar gente jogando fezes nos outros, as letras eram recheadas de palavrões. Politicamente incorreto. Não recomendável para a sala de aula. 

Altamente recomendável para um garoto de dez anos. Comecei a escutar o som dos caras. Guitarras furiosas, gritos, uma bateria alucinante e muita, mas muita energia. Comecei a descobrir do que gostava.

Pouco tempo depois chegou a MTV na minha casa. Descobri um tal de Cazé, com seu programa Teleguiado e no mesmo dia eu pude descobrir quem eram os caras do Green Day: alguns malucos que tocavam Basket Case em um hospício!!! Era bom demais para um garoto!! Nesse mesmo dia conheci o Iron Maiden e a música Fear of the Dark. (bons tempos em que a MTV sabia o que era música de verdade...)

É ou não é demais???!!!!

Formei meu gosto musical.

2. Não sei exatamente o ano... mas entre 1994 e 1995 - Mudei de praia e ainda não tinha nenhum amigo. Vi um cara jogando futebol com a irmã (sim, com a irmã... e para quem o conhece, sim, futebol...) pela janela. Fui lá e começamos a jogar juntos. Nasceu uma amizade.

Papo vai e papo vem, descobri que tínhamos muita coisa em comum: éramos colorados e gostávamos de Green Day.

Viramos irmãos e tivemos algumas boas histórias para contar.

A internet era restrita naquela época e baixar MP3 era algo que ainda não tinha sido inventado. Ele me emprestou um CD ao vivo do Green Day que eu levei para um conhecido copiar. Algo impensável para a época.

Trocávamos informações sobre nossos ídolos: 

- "Cara, sabia que o Green Day tem mais um CD???" 
- "Como assim?"
- "Vi numa loja de CDs... um tal de Insomniac..."
- "Tem certeza???"
- "Acho que sim... tava escrito Green Day..."
- "Hmmm... deve ser novo..."

A coisa era precária...

3. 1996 - Música já era minha vida. Conhecia várias bandas: Metallica, Oasis, Red Hot Chilli Peppers, Alanis Morissette, Offspring (vi todos meus ídolos em Porto Alegre, mas nenhum será tão importante) e, claro, o Green Day... 

Enchia a paciência da família pois queria aprender a tocar bateria. Não deixavam pois a bateria é um instrumento grande e barulhento. Então queria tocar guitarra. Também não consegui. Aprendi a tocar violão, e, aqui entra o título do texto, minha primeira música foi When I come Around. Depois veio Basket Case, Fear of the dark, a guitarra...

Os acontecimentos

A música passou a estar presente em todos os momentos da minha vida. Passou a lembrar bons momentos, a inspirar, a aprender e a dar motivos às coisas.

Passei a querer ser como meus ídolos, meus heróis. Tentava me vestir como eles, adotar seus maneirismos, suas falas, seus jeitos. Queria ser músico. Queria viver fazendo aquilo que mais gostava.

Algumas músicas eram como um mantra para mim e meus amigos...


Foi em um show do Creedence que vi minha mãe transformar-se na garota que ela era em sua juventude. Foi ali que quis aprender a tocar bateria de novo, e ali comecei a maior transformação da minha vida.

Aprendi que posso correr atrás dos sonhos, por mais antigos que eles sejam. Aprendi a tocar bateria sozinho, sem ter uma bateria. Aos dezoito anos arranjei uma lata velha e trouxe para casa. Peguei um CD dos Beatles e tentei acompanhar... e, um belo dia, meu pai me acordou com uma barulheira infernal: era uma bateria nova, linda, que ele estava me dando de presente.

Foi tocando violão (Time of your life, também do Green Day) para minha avó que eu aprendi que um violão de aço é bem mais legal do que uma guitarra. Foi assim que deixei de querer ser meus ídolos, e passei a construir a minha identidade.

Foi com a minha identidade que eu dei um presente ao meu pai, tocando Guri, do César Passarinho. Ele, por sua vez, me deu o melhor presente do mundo:

Obrigado...

A amizade 

A música me uniu aos meus amigos quando tocávamos Blink 182 e Green Day na beira da praia ou ouvíamos Bob Marley antes de ir surfar (eu tentei...). Foi com ajuda deles e da internet que conheci novas bandas. Excelentes tempos. Excelentes histórias. Excelentes memórias.

Como aqueles que comentaram no "Como realmente conhecer pessoas", alguns amigos - daqueles que dizemos que serão amigos para sempre - são deixados de lado.

Não há como explicar.

As pessoas, assim como o tempo, mudam. Novas prioridades, novos rumos, novos sonhos. Billie Joe já disse: "a vida te pega pelo pulso e te direciona para onde ir..."

O contato vai se perdendo aos poucos, até o ponto de se extinguir.

Vemos aquele amigo na fila do supermercado, na mesa ao lado em um restaurante, atravessando a rua. Tentamos conversar, mas não é a mesma coisa.

A amizade some?

Sonhar?

O que sonhar tem a ver com isso?

Simples. Sonhar não deixa a amizade sumir. Aliás, não só amizade, mas tudo que mais queremos em nossa vida.

As amizades são marcantes pois geram sensações no nosso corpo. É como reagimos com uma pessoa que diz se ela será nossa amiga ou não, ou seja, depende só de nossa reação.

Se perdeste o contato com o amigo, a memória dos momentos marcantes não foi perdida.

Sonhe com tudo de bom que aconteceu. Experimente tudo novamente: todas as histórias, as conversas, as risadas, as brigas, as trocas... tudo está dentro de nós. Basta sonhar e aquele amigo estará do teu lado, mesmo sem estar presente.

A amizade não some, basta manter as memórias vivas, e sonhar é o melhor remédio.

A proposta

Amanhã o Green Day fará show em Porto Alegre. Um dia eu sonhei que isso fosse acontecer.

Já tinha desistido de assistir eles, mas um sonho não morre.

Dezesseis anos depois eu vou poder cantar junto com aqueles que foram meus ídolos as músicas que mudaram minha vida.

Amanhã vou sonhar de novo. Vou sonhar com todos os momentos bons que passei em minha vida. Vou sonhar todas as experiências que me foram marcantes... amigos, família, escola, faculdade, trabalho... afinal a vida é feita de voltar àqueles momentos que nos marcam.

Vou manter a energia que me move mais forte do que nunca. Vou ter mais um melhor momento da minha vida.

Pago bem para que você tenha o melhor momento da sua vida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Desabafo

Gostaria de começar a escrever pensando sobre o futuro. Fui criado com a estúpida teoria de que a juventude era o futuro do país, que poderíamos transformar as coisas.
Já não tenho 16 anos. Fato. Meus conhecidos da política, que na juventude sonharam comigo e plantaram comigo as utopias de um mundo novo, são iguais ou piores do que aqueles que sempre criticávamos. Nem bordões novos temos, somos exatamente o que Elis Regina cantou (ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais). Somos enfim a geração perdida!
Perdida?, sei que neste momento, camarada leitor, você esta pensando se vai continuar lendo o meu texto....deve estar pensando” esse cara só critica”, mas calma. Preciso destilar o meu veneno pra mostrar minhas conclusões. Agüente só mais um pouco. Prometo que mais dois parágrafos de veneno e depois chego aonde quero.
Continuando, me sinto culpado por ter feito campanha para pessoas que realmente não valeram a pena. De ter trabalho no acampamento intercontinental da juventude, onde dizíamos que “um novo mundo era possível”, mas no final mostrou ser a critica sem qualquer objetividade ou proposta de construção. Agora é a minha parte, amigo leitor. Neste momento, eu me acho um merda.
Se me encontrasse comigo mesmo com 15 anos, tenho certeza que seria xingado. Como acreditar que o socialismo não é o melhor caminho? O socialismo morreu no leste europeu. Fato e não se fala mais nisso.
Passei alguns anos perdido, sendo vitima da maldição do pensar( te odeio Sartre!), mas cheguei a uma conclusão no mínimo interessante( como havia prometido cheguei lá!, valeu esperar !!!! ): é necessário adotarmos a pratica do cuidado. Conheci essa teoria criada por Leonardo Boff, em 1999 no seu livro “saber cuidar, ética do ser humano, compaixão pela terra”
Nesta obra, Boff declara que o ser humano vive a crise da solidão na sociedade globalizada, onde o virtual em muitas vezes supera o real. Ele propõe que entendamos a diversidade e trabalhemos em prol não do coletivo, mas respeitando as diferenças de necessidades e pensamentos.
Precisamos amar, não como sentimento, mas como forma de ação. Se você ama, você cuida. Definitivamente, precisamos cuidar da humanidade!
Estou convencido que temos que ter mais sentimento. FODA-SE a razão pura (Kant eu sempre te odiei, preciso te dizer isso,!) definitivamente temos que aceitar que para mudarmos o mundo, tornarmos ele mais justo, devemos amar o mundo.
Estamos amando o mundo?( neste momento você vai pensar numa musica infantil ou da Xuxa...por favor, não me subestime! To falando sério porra!) estamos trabalhando em prol dessa sociedade mais justa? Ou no final somos iguais aos que sempre criticamos?
Não penso em revolução. Acredito sim na evolução. Jogue os seus discursos fora. Não construa castelos, mas sim promova respeito aos que estão do seu lado e abaixo de você. Se queremos uma sociedade nova, não é necessário arma. É necessário atitude.
É, o texto até que ficou legal. Não tem nenhuma conclusão...nem esse era o objetivo. Como dizia o poeta, eu vim ao mundo pra complicar e não pra explicar... será que este é apenas um texto ou vale algo mais? Não sei... que tal pensarmos a respeito?
Escrito por Maurício Moschen, advogado de Porto Alegre.
 
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