Nada como descobrir o novo. Por vezes até descobrir o novo, de novo.
O prazer indescritível da surpresa ao se ouvir uma música pela primeira vez. A sutileza de perceber novas reações àquele filme que não víamos por muitos e muitos anos, como se novo fosse.
A nossa entrega e dedicação ao explorar cada espaço do novo, faz com que tenhamos uma vida rica em detalhes.
Até o que é velho pode ser novo, se explorado.
Explorado. Dissecado até a raiz mais profunda. Dilacerado com voracidade pela curiosidade. Arrombado pela obstinação em descobrir o novo.
E aí temos o velho tornando-se novo. E aí não teremos mais velho. Só o novo.
A riqueza da vida, os detalhes da descoberta e a felicidade da exploração dão uma única certeza: descobrir só nos leva à uma conclusão.
Quanto mais descobrimos, mais sabemos a verdade.
Somos eternos aprendizes.


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