domingo, 22 de maio de 2011

Auto afirmação

Está aí um tema que eu já deveria ter abordado. Digo "deveria" pois há argumentos, exemplos, ou seja, material suficiente!

A relação

Tive um final de semana repleto de ocasiões que demonstravam a necessidade de autoafirmação de cidadãos. Cidadãos, quando digo, interessa-me englobar todas as classes sociais. Seja o rico, pobre, preto ou branco, todos tem a sua necessidade de autoafirmação. Importante salientar que a autoafirmação é um processo de segurança que envolve diversas faculdades do comportamento humano. Falar um dialeto, vestir uma roupa específica, adquirir um bem, relacionar-se por interesse. Exemplos mil, personalidades zero. Não é necessário ir muito longe para deparar-se com alguém da tribo dos sem-personalidade, dos inseguros de si, dos minha-máscara-é-minha-vida.

Mas até que ponto a autoafirmação pode elevar a autoestima de uma pessoa? É notório que os valores diferem de pessoa para pessoa, porém o limite é ponto de equilíbrio. Ouso profetizar que a diferença entre a necessidade de autoafirmação e a auto estima encontra-se simplesmente no equilíbrio entre as duas.

Estamos em pleno século XXI, mais precisamente no ano de 2011 e, cada vez mais, espanta-me a necessidade que as pessoas tem de passar uma imagem meramente falsa, uma imagem finita e de curto prazo. O problema disso aos outros? Nada, não fosse para mim, um tremendo encasquetado e admirador do comportamento alheio.

A Origem

Será que a essência do ser humano não é mais importante que sua própria conduta em eventos sociais? Será que o conforto de uma vestimenta não traduz, com mais naturalidade, uma boa adaptação a um ambiente propício para tal? Será que a inversão de valores, ao extremo, não nos torna vazios e mais preocupados com os outros que conosco?

Tive uma adolescência onde a autoafirmação não era tão evidente em sala de aula. Frequentei lugares, em minha juventude, onde o mais importante era a confraternização com amigos do que a admiração dos mesmos.

Hoje, ao passo que crianças/jovens perdem sua identidade, herdam de seus pais um comportamento artificial que faz jus a simplesmente “nada”.

Das atitudes pífias, jovens que valorizam uma mera embalagem representarão uma classe sem valor, mais preocupada com o ponto de vista de seus algozes. Mantendo mundos paralelos, homens e mulheres sem conteúdo constituirão famílias sem valores morais onde um simples gesto de amor será confundido com troca de favores.

Muitas vezes me pergunto se meu lado radical não se sobrepõe a uma simples tendência natural, nada nociva ao desenvolvimento humano. Mas não! Frequento locais onde me espanta a dualidade de cidadãos comuns.

A limonada

A autoafirmação está a venda, compra-se em qualquer esquina. Muito mais fácil, é negociavelmente parcelada em suaves prestações.

Iscas para presas fáceis, presas sem personalidade, personalidades nada genuínas. Palavra desconhecida pelos amantes da vitrine.

Isso pode soar um desabafo, uma bobagem, ou apenas uma constatação.

Para mim, nada mais que um relato da extinta raça de pessoas com personalidade forte e sem vergonha da exposição. Para você, quem sabe, uma bobagem, uma declaração de alguém quadrado que nada entende das tendências do mundo moderno

Para um grupo de pessoas, algo que passa desapercebido, afinal elas estão mais preocupadas em traduzir seus sentimentos em frases online, sonhando ganhar a tão sonhada popularidade.

E tu, te sentes realizado sendo o que "tu" realmente és?

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