segunda-feira, 25 de julho de 2011

A fórmula do amor

Explicitamente é a primeira vez que falo sobre o tema. Na verdade nada que será escrito aqui é novidade, pois muito já foi escrito/dito/cantado/experimentado, de maneira que este texto pode ser meio lugar-comum (não sou e tampouco pretendo ser um Camões).

Na verdade muito sobre amor já foi dito por aqui, nas diferentes maneiras de expressão do mesmo (o amor familiar, o amor próprio, o amor de um casal...).

Agora, o que ainda não foi dito aqui (diretamente) é que há uma fórmula para o amor:

1 + 1 = 1


A atração

O primeiro "1".

A atração é o primeiro passo para a construção do amor.
Seres emocionalmente irracionais que somos, sentimos um apelo quase que instintivo de nosso corpo: "o que me atrai nesta pessoa?".

Tentamos um processo de construção racional, analisando critérios objetivos: é a cor de seus olhos, o perfume que usa, os gostos em comum. Tudo em vão.

A atração é um processo cognitivo que faz com que, de alguma forma, venhamos a enxergar no outro um pouco de nós mesmos. Vaidosamente narcisistas, somos atraídos por aspectos comportamentais que estão presentes em nós mesmos.

O constante diálogo que mantenho internamente faz com que eu procure nos outros a resposta para mim mesmo. É procurando aquilo que eu mesmo tenho a oferecer (e que na maior parte das vezes não percebemos) que passo a sentir atração por outra pessoa.


A intimidade

O segundo "1".

Uma vez atraídos, passamos por período de provação do sentimento.

Começamos a experimentar novos ângulos e novas sensações para validar que aquele sentimento é mesmo o que estamos procurando.

Assim como um leitor que compra um livro pela capa, é durante o processo de leitura que realmente vamos conhecer a história.

A intimidade, como já falado aqui, é uma construção que permite com que nós passemos a adotar uma nova visão: a compreensão de que somos atraídos por nós mesmos.

Enquanto na atração o processo funciona de forma irracional, é durante o segundo passo (intimacy = into-me-i-see) que temos as respostas para os nossos questionamentos, pois passamos a conhecer a nós mesmos através do outro. É um processo de evolução mútua.

Buscando aproveitar ao máximo a construção de algo maior (e por vezes inexplicável), praticamos o desapego de nosso próprio eu, permitindo que os momentos sejam aproveitados em sua plenitude: eu passo a conhecer a mim mesmo sem qualquer barreira.


A conexão

O terceiro e mais significativo dos "1".

Quando os dois parceiros tem consciência de a experiência em si nada mais é do que um processo de construção (descobrimento), há a conexão natural: é mais fácil construir algo com a ajuda de alguém.

Aqueles que eram dois seres individualmente ignorantes passam a compartilhar um único momento: pensam as mesmas coisas e tem as mesmas vontades.

E qual a motivação disto?

Amor.

Amor por algo/alguém que faz com que nosso ser interior trabalhe para aproveitar ao máximo aquela oportunidade: o amor é nosso combustível. É a admiração que temos pelo outro.

É o equilíbrio necessário entre a nossa intenção e a nossa ação. É a polarização de nossas energias. É a orientação de nossos sonhos.


É quando os dois estão conectados, em si e no outro, que a fórmula do amor prova sua existência:
1 (eu) + 1 (o outro) = 1 (nós)

Amor é fusão. É um processo de construção de algo muito maior e mais importante que um medo pessoal.

É o segredo que faz com que o brilho de um olhar fale mais do que mil palavras.




2 comentários:

Beto disse...

Mesmo concordando com o texto, ainda acho que o amor é um conjunto de infindáveis equações.. como quando, por exemplo, amamos alguém que não temos por perto... somaríamos casas deciamais a essa conta? Mesmo que não perto, temos uma expectativa de um dia poder efetivar essa conta...

Peter disse...

comentário do tipo: qualquer semelhança é pura coincidência?

hahahahahaha

a bem da verdade tentar falar sobre uma "fórmula do amor" é uma pretensão absurda...

amora não conhece fórmulas: o amor é, assim como nós, vivos... e seres vivos são indecifráveis...

 
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