segunda-feira, 26 de março de 2012

Grupos sem massa

Reclamações no facebook e a necessidade de reclamar da vida para parecer cool e ser parte de um grupo.

A popularidade nunca esteve tão em alta... As redes sociais colaboram para que a auto estima de certas pessoas esteja em alta através da quantidade de seguidores, elevado cliques de “curtir”, compartilhamentos e demais artifícios que vem de carona com essa onda “social”.

A passos largos, juntamente a isso, chega a inclusão digital. Movimento que, ao mesmo tempo, integra cidadãos de pouco conhecimento, desintegra recursos de mobilidade e tecnologia recheando a internet com pensamentos vazios.

 
Pode parecer um tanto crítico, mas nada além da realidade tratam essas linhas...

Diante dessa comoção por fazer parte de um grupo seleto, onde tudo “necessita ser compartilhado”, existem grupos que se salientam pela falta de criatividade, lamúria, necessidade de auto-afirmação, inverdades ou futilidades.

Espanta-se quem acha que nada além do óbvio vira assunto.

Pois bem, reclamar de uma situação de desvantagem me parece justo, reivindicar direitos para tornar o mundo mais democrático é natural, identificar alternativas para pessoas com pouco acesso à informação soa solidário...

Mas... reclamar de fatores climáticos para parecer “cool”e tornar-se parte de um grupo criativo onde apenas reclama da vida faz sentido? De antemão reclamar do frio, clamar pelo verão e, todo dia, desabafar online pelo ódio ao calor me parece controverso. E é! Ao mesmo tempo, trata-se de uma ferramenta de popularidade. Pura verdade...

Quem desenvolver uma frase mais criativa ganha mais visibilidade, quem ganha mais visibilidade é mais popular, quem é mais popular ganha... ganha... NADA!

Homens e mulheres utilizam erroneamente as funcionais ferramentas de navegação para incluir em sua vida uma parcela do que não tem. Dinheiro, fama, status, sex appeal, enfim, uma vida dúbia de sentimentos e ações que não os pertencem.


Por trás dessa relação criam-se indivíduos sem personalidade, que gozam da insistência para serem vistos.

Através de discursos vazios, baseiam-se na falsidade para agregar valor à sua imagem. Atitudes de inclusão não são novidades no mundo atual. Os hippies, cujo comportamento adotava um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-libertário ou estilo de vida nômade, arrecadavam jovens com um pensamento em comum onde havia o real entendimento do desapego.

O que espanta é que esse grupo “reclamão” não possui uma identificação em comum, apenas reclamam sem querer reclamar... Reivindicam direitos sentados em uma bela cadeira estofada... Denunciam políticos e praticam os mesmos votos ou votam sem conhecer seus candidatos. Tudo para sobrar mais tempo para navegar, reclamar, postar, náo pensar e tornar-se popular.

Enquanto o governo cria políticas de educação em massa, grupos totalmente criativos e “evoluídos” utilizam da rede online para burlar leis anti consumo de álcool.

Até onde iremos com a fantasia de que realmente fazemos algo para melhorar o local que vivemos?

Até quando pensaremos utilizar corretamente as ferramentas online para agregar valor ou exercitar o raciocínio lógico?

Quem ainda pensa que reclamar muda o mundo?

As respostas? Jovens ranzinzas demais com atitudes de menos!

Pago bem, mas para quem não reclama... apenas faz!

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