quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nossas estradas

 "Eram pés. Simplesmente pés.

Já haviam caminhado muito, mas muito mesmo.
 
Já haviam dançado. Já tinham estado sujos e limpos.
 
Já haviam sido pisoteados e já mudaram por causa de alguns tropeços.
 
E continuavam naquele lugar. Continuavam sendo simplesmente pés."

 
A estória
 
Há quem diga que os olhos são a janela da alma. Há os defensores da emoção e da razão.
 
A verdade é que nossa coragem e nosso medo, nossa energia ou nossa apatia, nossa vontade ou nosso receio são mais influenciadas pelos nossos pés.
 
Nossos pés não são simplesmente pés.
 
Pés com medo ficam parados. Pés corajosos dão o primeiro passo.
 
Pés receosos deixam sempre um pé atrás e pés ousados pulam para o próximo passo.
 
Nossos pés nos movem na direção dos nossos sonhos, mas também nos deixam parados pensando no que fazer.
 
São pés que abrem portas e pés que nos impedem de perceber o que poderíamos estar vivenciando...
 
Pés agem, e da ação há sempre uma reação.

 
A proposta é uma estrada
 
Pare e escolha um momento importante de sua vida. Uma estrada que tiveste que caminhar.
 
Feche seus olhos e visualize a cena com todos os detalhes possíveis: quem estava junto, quais eram os perfumes, as músicas, as sensações.
 
O que este momento significava para você? Como este momento completava o seu ser, único, especial?
 
Explore este momento como se ainda estivesse nele. Quando estiveres no ápice da experiência tente parar o momento. Congele esta imagem mental e tente perceber o que seus pés queriam dizer...
 
Seguramente nossos pés acompanham nossas emoções, servindo de termômetro ou como algum sinal de nossos anseios e desejos.
 
Certamente nossas maiores vitórias começaram com um pé que dava uma passada segura e persistente. Certamente nossas decepções e derrotas tinham pés tremulantes. Nossos pés falam mais do que somos capazes de verbalizar...
 
É como uma dança.
 
O parceiro tenta explorar o infinito de possibilidades que tem de conduzir sua parceira, mas ela, receosa, deixa seus pés não serem guiados.
 
São pés que parados impedem com que o casal explore a energia da dança, que construam um momento pleno.
 
Quando, por algum motivo único e especial, ela deixa seus pés serem guiados, eles se conectam, o parceiro a tira do chão e a conduz para um movimento inesperado e envolvente. A dança flui.
 
Os pés agradecem a doação.
 
A alma é presenteada.

 
O desafio
 
Esqueça seus pés.
 
Deixe eles andarem naturalmente.
 
Deixe eles serem levantados do chão.
 
alguns dos melhores momentos são aqueles que nossos pés não estão sendo controlados por nós
 
Pés que voam podem chegar em lugares que nem nossa mente e nosso coração conseguem imaginar.

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